quinta-feira, dezembro 31, 2009

Adeus ano velho

O ano de 2009 foi um "dois em um", para mim. Normalmente se diz "ano novo, vida nova", mas comigo foi semestre novo. A virada aconteceu na metade. Até junho eu estava vivendo uma realidade. De repente, mudou tudo. Isso de certa forma prejudicou a "sensação de continuidade" que se espera de um ano civil. A última vez em que tive um ano assim foi em 1970, em que troquei de colégio no segundo semestre. Eu tinha nove anos. Mas o legal é que sempre se encontram coisas boas na caixinha de surpresas.

Em 1976, ouvi na Rádio Continental uma música de Hermes Aquino chamada "2010". "Sim, foi em 2010 / que o fato aconteceu..." Achei curioso que, estando tão longe do esperado ano 2000, Hermes já imaginasse o que aconteceria dez anos além. Acho que eu nem fiz as contas para saber que idade eu teria nessa data. Mas ela está chegando.

Feliz Ano Novo!

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Fechamentos

Quando as Casas Bahia inauguraram em Porto Alegre, em outubro de 2004, trouxeram Scheila Carvalho para a festa de abertura. Eu questionei aqui no Blog: Scheila Carvalho pra quê? As gaúchas são muito mais bonitas, mesmo as que não são famosas. Pelo visto, foi o primeiro de muitos erros táticos da loja no Rio Grande do Sul. Estão fechando as portas no estado. Acho que o marketing de "quer pagar quanto" não funcionou na prática. Devia ter muita gente não querendo pagar nada.

Não são só as Casas Bahia de Porto Alegre que se despedem com 2009. Fechou também a Multisom da Galeria Chaves. Eu nem lembro quando ela abriu, mas recordo que antes existia no local a Casa Coelho, também vendendo discos. Uma apenas assumiu o espaço da outra. A Coelho inaugurou em 1975, se não me engano. Vamos ver o que virá no lugar, mas acho que não serão CDs. A culpa é dessa turma que fica pirateando música para disponibilizar em mp3 na Internet. Vejam o que vocês fizeram, seus irresponsáveis!

Por fim, fechou ainda a LAN house da Galeria Sete de Setembro.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

O autor de "A Idade de Ser Feliz"

O Banrisul lançou um vídeo institucional de fim de ano com o poema "A Idade de Ser Feliz", com participação do percussionista Giba Giba e atores diversos. Mas não indica o autor. Perdeu uma boa chance de divulgar de uma vez por todas a autoria correta: Geraldo Eustáquio de Souza, e não Mario Quintana, como muitos pensam.

Leia também: Os falsos Quintanas

sábado, dezembro 26, 2009

Reconhecimento

A Internet é mesmo fantástica. Hoje eu e o meu filho estávamos voltando do Shopping, pela Avenida Praia de Belas, quando uma moça me abordou e me chamou pelo nome. Eu não a conhecia, mas ela se identificou como integrante da comunidade "Porto Alegre do passado", no Orkut. Disse que mora em Montreal, mas está de férias, revisitando a sua cidade de origem. Elogiou a comunidade e me agradeceu por tê-la criado. Manifestações assim são muito gratificantes.

Mas é curioso que, antes da Internet, somente os famosos eram reconhecidos na rua, pois tinham suas imagens divulgadas na mídia. Desde a popularização do Orkut e outros sites de relacionamentos, já reconheci e fui reconhecido por diversas pessoas.

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Walt Disney em Porto Alegre

Hoje estava revendo algumas fotos de jornais que tirei no Museu de Comunicação e achei interessante mostrar esta. Walt Disney, quem diria, já passou por Porto Alegre. Mas apenas em trânsito, com destino a Buenos Aires. Mesmo assim, ficou tempo suficiente no aeroporto para dar autógrafos e falar a jornalistas sobre os filmes "Fantasia", "O Dragão Relutante" e "Bambi", este último em começo de produção. O "papagaio brasileiro" que ele pretendia levar ao cinema, como se soube depois, era o Zé Carioca. A página é do Diário de Notícias de 9 de setembro de 1941. Cliquem para ampliar e ler.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Feliz Natal!

Normalmente eu fico com meu filho no Ano Novo, mas neste ano vai ser no Natal. Acho que a última vez foi há mais de dez anos. Vamos ver como me saio de Papai Noel. A barriga e a barba branca eu já tenho. Mas não tenho saco de brinquedo!

A vocês... Feliz Natal!

terça-feira, dezembro 22, 2009

Contagem regressiva

Eu já decidi que não vou pagar para migrar os comentários para o Echo, então é possível que eles não estejam mais disponíveis daqui a 12 dias. Eu vou tê-los todos copiados em arquivos XML, mas não sei se vou conseguir migrá-los para um provedor gratuito. Então, estão todos avisados: os comentários vão sumir. E talvez não reapareçam. Se alguém fizer questão que seu comentário apareça em algum tópico, copie agora para postar novamente depois, quando eu tiver instalado um novo provedor de comentários. Provavelmente usarei o do próprio Blogger.

Aos que chegam via Whiplash

Já faz tempo que o site Whiplash publicou uma matéria minha, mas ela está desatualizada. Surgiram informações novas que invalidaram algumas das antigas argumentações e suscitaram outras. Muita gente está chegando ao Blog pelo link que o Whiplash republicou. Para ler o texto atualizado, cliquem aqui.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Bye, bye, Haloscan

O provedor de comentários Haloscan está com os dias contados. Eu tenho 12 dias para, se quiser, migrar para o Echo. Mas para isso tenho que pagar 9,95 dólares por ano. Existe a opção de migrar os comentários para algum provedor gratuito, mas só o que consegui até agora foi baixar três arquivos XML com os textos. Não sei como usá-los para recuperar os comentários nos tópicos respectivos. Nem sei se existe essa chance. Eu poderei guardar os comentários, mas não terei como mantê-los disponíveis no site. Saco, né?

domingo, dezembro 20, 2009

Pio XII, colégio querido

Para ver fotos recentes do colégio, clique em:

De volta ao Paula Soares/Pio XII 
De novo no Paula Soares/Pio XII 


O Colégio Pio XII de Porto Alegre deixou de existir como pessoa jurídica em 1982. Pensando bem, era algo meio inusitado, pois ele funcionava à tarde e à noite no mesmo prédio do Colégio Estadual Paula Soares. O Paula era o primário e o Pio era o ginásio (ou, a partir de 1972, da 6ª série do Primeiro Grau até o 3º ano do Segundo Grau). Então era uma instituição de ensino que se transformava a partir do meio-dia. Depois tudo voltou a ser Paula Soares, mas o ideal piodozense não morreu. A comunidade do Orkut o mantém vivo. Tanto é verdade que vim a fazer amizades com colegas que não conheci, na época. Gente que estava abaixo de mim e que eu solenemente ignorava por serem apenas crianças. Graças à comunidade, fiz contato com a Ana Cláudia (a moça bem da esquerda, agachada) e com o Eduardo Couto (que chegou depois) e eles acabaram me convidando para esse encontro de ontem à noite. O anfitrião foi o Sílvio, o baixinho de boné. O único que eu reconheci dos velhos tempos foi o Hermógenes, o bem da direita, de pé, com copo não mão. Não sabia o nome dele, mas a fisionomia me era bem familiar.

Às vezes a gente entra nuns papos de velho, tipo, "as turmas no meu tempo eram mais sadias, blá blá blá..." Mas, depois de ontem à noite, fica difícil não achar que é mesmo verdade. Obrigado Ana e Eduardo por me integrarem a esse pessoal fantástico. Obrigado ao Sílvio pela calorosa recepção. Senti-me como se já nos conhecêssemos desde o tempo do colégio. Que venham outros encontros tão legais quanto esse.

Se você também foi piodozense, junte-se a nós na comunidade clicando aqui.

O título deste tópico foi tirado do Hino do colégio. Eu me orgulhava de saber cantá-lo de cor sem errar a melodia (que mudava alternadamente no último verso de cada estrofe) ou a letra. Aliás, acho que só as professoras de Português cantavam corretamente traçaste e pregaste. Todas as outras colocavam um "s" indevido ao final de cada palavra, transformando o "tu" em "vós" - um tipo de erro hoje bastante encontradiço nos Orkuts da vida. Se alguém souber o nome da autora (ou autoras - se não me engano eram mulheres), favor informar, que darei o crédito devido.
Cantemos todos juntos:
Pio XII, colégio querido
Eis aqui o meu brado comovido
Em que ufano, desejo exaltar
Tua ação, teu perfil de gigante

Pio XII, colégio querido
Eis aqui o meu brado comovido
Em que ufano, desejo exaltar
Do Rio Grande orgulho sem par

A verdade como lema
A justiça como lei
A união como bandeira
Pio XII, por ti vencerei

Pio XII, que altivo ofereces
Belo exemplo à pátria estremecida
Nesta luta em que não arrefeces
Educar é a razão da tua vida

Pio XII, que altivo ofereces
Belo exemplo à pátria estremecida
Nesta luta em que não arrefeces
Estuante do amor que mereces

A verdade como lema
A justiça como lei
A união como bandeira
Pio XII, por ti vencerei

Hoje e sempre, Pio XII, eu prometo
Manter firme os rumos que traçaste
Minha vida, eu me comprometo
Fim terá no ideal que pregaste

Hoje e sempre, Pio XII, eu prometo
Manter firme os rumos que traçaste
Minha vida, eu me comprometo
Fim terá no ideal que pregaste

A verdade como lema
A justiça como lei
A união como bandeira
Pio XII, por ti vencerei

sábado, dezembro 19, 2009

Presentes de fim de ano

Em dezembro de 2005, publiquei um comentário sobre presentes de fim de ano, incluindo algumas dicas para evitar escolhas óbvias ou inadequadas. Agora já está "muito em cima", pois os precavidos já devem ter feito suas compras. Mas, para quem ainda não fez, ou simplesmente tem curiosidade de ler o que eu escrevi, é só clicar aqui.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

A Bíblia do Rock

Na foto, da esquerda para a direita: Emerson Links, eu e Helena T. Conheci Emerson em 2000, na saída do show British Rock Symphony, no Gigantinho, apresentado por um amigo comum. Ele estava na etapa inicial de um megaprojeto para contar a história do rock no Brasil, incluindo documentário, filme de ficção e livros. O nome, a princípio, era "Ritmo Rebelde", mas acabou mudando para "A Bíblia do Rock". Pois os trabalhos continuam, com entrevistas se avolumando no material para edição. Ontem à noite ele colheu o meu depoimento. Só pedi a ele que a gravação não fosse feita no meu apartamento, que está uma bagunça de livros, CDs e DVDs se empilhando por toda a parte. A cantora Helena T cedeu o aconchego do seu lar para essa tarefa. Helena é ex-esposa do guitarrista Luis Sérgio Carlini e chegou a integrar o Tutti Frutti na formação a que assisti em 1998 no Auditório Araújo Viana. Ela lamentou muito perder parte do documentário "Loki", que estava passando no Canal Brasil, mas fez questão de abraçar Arnaldo Baptista na foto. Depois ela pode alugar o DVD, que é realmente obrigatório. Ah, sim, ela está preparando um CD. Aguardemos.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Agnetha solo pré-ABBA

A série "Original Album Classics" foi comentada pelo Cadão (Ricardo Seelig) no Collector's Room há cerca de um ano, mas ele se referia aos álbuns de jazz e similares lançados no Brasil. Cada caixinha vem com cinco CDs em formato de mini-LP (caixinha de papelão, como um LP miniaturizado) e preço bastante acessível. Vai daí que eu acabei descobrindo essa coleção por outro extremo do espectro musical: o relançamento (somente no exterior) de cinco discos solo de Agnetha Fältskog, a loira gostosa do ABBA. Esses, no caso, são títulos raros e pouco conhecidos que ela gravou antes de estourar no quarteto. Inclusive, um dos primeiros sucessos do grupo, "SOS", era originalmente uma gravação solo dela, em sueco (assim como "Fernando" havia sido lançado primeiro nesse idioma pela morena Anni-Frid). Eu não escondo de ninguém que sou fã do ABBA e sempre gostei de pesquisar discos obscuros lançados por meus ídolos antes da fama. Possivelmente essas músicas pouco terão em comum com o estilo pop vibrante da banda sueca, mas acho interessante conhecê-las. É curioso que todos os quatro integrantes já tinham uma bagagem razoável quando estouraram com "Waterloo" em 1973. Eu já tinha um CD com gravações diversas dessa fase pré-ABBA, mas breve devo receber também uma coletânea específica de Anni-Frid (ou Frida, como é mais conhecida).
Nessa mesma linha de investigação, teria curiosidade de conhecer o LP que James Griffin lançou em 1963, "Summer Holiday". Ele viria a ser a voz mais grave do Bread, sempre ofuscado pelo timbre suave e agradável de David Gates. Mas já tinha um disco solo. Ora, até o Guarabyra já tinha lançado um LP, "Casaco Marrom", antes de se juntar a Sá e Rodrix. Lourenço Baeta também lançou um álbum solo antes de entrar para o Boca Livre. Tudo isso merecia relançamento.

A mantissidão

Inspirado por um tópico do Orkut, eu ia escrever uma longa crônica sobre a mantissidão. Mas pesquisei no Google e constatei que vários outros já o fizeram. Não seria uma ideia original. De qualquer forma, é bom saber que não fui o único nos anos 70 a imaginar Roberto Carlos abraçado em sua amada dizendo: "É tão bom estar aqui com você curtindo esta paz, esta mantissidão..." E tudo por causa da letra de "Os Seus Botões": "Os lençóis macios / a mantissidão..."

Cliquem aqui para ler o que os outros escreveram sobre o assunto.

A última vez

Depois de ler a seção "Há 30 anos em ZH" da Zero Hora, meu primeiro impulso foi pensar: hoje faz 30 anos que estive no Beira-Rio pela última vez. Mas não é verdade. Estive lá depois disso, mais precisamente no dia 6 de abril de 1998, para cobrir o show de Roberto Carlos e Pavarotti. Hoje, na verdade, faz 30 anos que estive no Beira-Rio pela última vez para ver o Inter jogar. Por muito tempo, os supersticiosos acreditaram que o longo período de vacas magras que o Colorado enfrentou depois disso deveu-se à minha ausência do estádio. Mas os títulos recentes provam que não era culpa minha. Eu não estive em Yokohama, por exemplo.

terça-feira, dezembro 15, 2009

O talento desconhecido

Adoro ler não-ficção, mas principalmente biografias de meus ídolos da música. O início é que é sempre a parte mais difícil. Alguns autores resgatam até mesmo a história dos bisavôs do biografado. Não sei nada nem a respeito dos meus, no entanto já li sobre a árvore genealógica de David Bowie, por exemplo. Dependendo da quantidade de ancestrais que um escritor resolve pesquisar, você dá um suspiro de alívio quando finalmente chega ao nascimento do protagonista. Mas ainda tem pela frente a infância, a escola, se foi um bom ou mau aluno, relacionamento com os pais e irmãos, enfim, quem lê biografias já sabe que tem que pagar esse pedágio até chegar no que realmente interessa: a carreira e o sucesso do ídolo.

Mas entre a primeira e a segunda parte, existe um momento de transição, que é aquele instante mágico em que surge a grande oportunidade. Em geral, os depoimentos sobre essa fase repetem clichês como "ele sempre teve talento", "ele se destacava entre os demais" e, principalmente: "eu sempre soube que ele faria sucesso". Claro! É fácil fazer afirmações como essas depois do fato. Profetizar sobre o passado é uma ciência exata, já diz um dos postulados da Lei de Murphy. Em geral, os próprios fãs querem acreditar que seus ídolos estavam predestinados à fama e nada os impediria de cumprir seu destino. Mas... e se alguma coisa tivesse dado errado? Se Brian Epstein não tivesse conhecido os Beatles ou se tivesse desistido depois de tantas recusas de gravadoras? Se David Bowie não obtivesse nenhum outro sucesso depois de "Space Oddity" em 1969, o que teria feito de sua vida? E se Roberto Carlos não tivesse estourado com "Calhambeque"? Será mesmo que, quando um artista tem talento, não há nada que o detenha em sua trajetória ao estrelato?

Jamais se conhecerão ao certo essas respostas. Se vivêssemos no universo das histórias em quadrinhos, poderíamos atravessar a barreira interdimensional e vistar alguma "Terra Dois" para saber o que aconteceu. Mas em alguns casos é possível analisar alguns fatores. No caso dos Beatles, por exemplo, vários contemporâneos do grupo em Liverpool afirmam que eles não eram nem melhores, nem piores do que outros que tocavam na noite. Pelo menos não no começo, antes de se fortalecerem nas maratonas noturnas de Hamburgo. Não vai muito longe: o baterista Pete Best foi afastado às portas do paraíso e acabou trabalhando numa padaria antes de fazer carreira como funcionário público. Hoje se diz que Ringo era um dos melhores bateristas de Liverpool e mereceu a fama que praticamente lhe caiu no colo. Mas também se sabe que havia outros instrumentistas tão bons quanto ele na cidade, alguns talvez melhores.

Em suma: para fazer sucesso, não basta talento. É preciso também sorte. Estar no lugar certo, na hora certa. Conhecer as pessoas certas. E isso faz pensar: assim como Beatles, David Bowie, Roberto Carlos e tantos outros tiveram seus bilhetes premiados, quantos outros artistas igualmente talentosos talvez nunca tenham tido a chance de desenvolver seus potenciais? Quantos bons compositores, cantores e instrumentistas podem estar por aí perdidos e esquecidos? Alguns com boas músicas na gaveta, outros com obras bem menores por falta de estímulo para criar? Você mesmo, em sua cidade, não conheceu pelo menos um ou dois artistas que imaginou que iriam estourar? Aí o tempo passou e eles acabaram se encolhendo. Uns permanecem na música sem grande destaque, outros desistiram.

Alguns países costumam homenagear o soldado desconhecido. Pois este texto é uma homenagem ao talento desconhecido. E às músicas e discos fantásticos que deixamos de ouvir nesta dimensão.

domingo, dezembro 13, 2009

Kid Abelha em Porto Alegre, 1986

Em 1986 o Kid Abelha se apresentou no Gigantinho, em Porto Alegre. A equipe do saudoso RBS Revista entrevistou rapidamente Paula Toller antes de entrar no palco. Ela falou sobre sua vida caseira e também sobre Herbert Vianna, seu marido na época. Depois vem um clip de "Lágrimas e Chuva":


A propósito, eu nunca estive nos camarins do Gigantinho, mas acho que já reconheço os tijolos brancos de tanto ver em fotos e vídeos. Aqui mesmo, no Blog, eles já apareceram num tópico sobre os Secos e Molhados e outro sobre B. B. King.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Adeus aos DVDs

Como não trabalho mais no centro, fazia tempo que não dava uma passada na banca de revistas da Borges quase esquina José Montaury. Hoje estive lá e constatei que ela não está mais vendendo DVDs. Eles foram retirados em cumprimento a uma condição imposta pela Prefeitura para a renovação do alvará. Teria curiosidade de saber se outros revendedores de revistas e jornais também sofreram a mesma restrição, inclusive os que vendiam um ou outro título de forma esporádica. No caso, a banca citada começou como a maioria, vendendo DVDs publicados via imprensa, além dos lançamentos "alternativos" que se encontravam preferencialmente em jornaleiros. Mas logo ampliou seu estoque e passou a oferecer as mesmas opções das grandes lojas, especializando-se em filmes clássicos. A seleção era de altíssimo nível e eu era freguês. Houve uma época em que era raro o mês em que eu não comprava pelo menos um DVD, às vezes mais, naquele local. Entendo a importância da regulamentação de vendas, mesmo assim lamento o ocorrido. Era uma ponto de venda acessível que oferecia o melhor do cinema para se assistir em casa, formando uma clientela de elite junto a um público mais amplo.

P.S.: Segundo informou Chico Cougo nos comentários, os DVDs voltaram à banca. Boa notícia. Espero que a pendenga tenha sido resolvida em definitivo. Em princípio, se um comerciante está autorizado a vender DVDs, pode oferecer o gênero que quiser. Mas é louvável que, no caso citado, os títulos fossem de alto nível, ainda mais considerando o "lixo pirata" que grassava pelas calçadas.

A propósito, o blog do Chico tem umas "coisinhas" bem interessantes. Confiram.

terça-feira, dezembro 08, 2009

A propósito...

Lá em 2004, nos primórdios do Blog, eu compilei uma lista de "mentiras e desmentidos de praxe". Pois cliquem aqui para relê-la e vejam se um item em especial não continua atualíssimo para nós, gaúchos.

Mais uma googlada

Na última semana, o ibope do Blog aumentou um tiquinho, graças a um link postado no site "Lápis Raro". Juliana Sampaio compilou uma lista de 19 links numerados de 1 a 20 (o 13 ela pulou, em respeito aos supersticiosos), sob o título de "Links on The Rocks", e incluiu o meu "Curso rapidíssimo de Google". Ela o indicou para quem estivesse precisando de um "curso de Google for dummies". Pelo menos um internauta deve ter achado interessante, pois divulgou no Twitter.

Quem acompanha o Blog há mais tempo já sabe que criei aquele "curso" diante da constatação de que muita gente não sabe usar o Google. Há pessoas que "fazem pedidos" ao Google e explicam em detalhes o que procuram, sem perceber que ele é apenas uma ferramenta que busca as palavras digitadas na Internet. Mas um aspecto que me impressiona nesses "incautos", como eu chamo, é que eles não observam a "amostra" que o Google oferece na lista de resultados. Simplesmente pressupõem que, se o Google mostrou, é porque ali vai estar o que eles procuram. Hoje, por exemplo, alguém chegou a este Blog digitando o que segue:

musica tema quadro vai dar namoro shuller

Não conheço esse quadro, nem sei quem é "shuller", portanto esse é um assunto que, com certeza, nunca abordei aqui. Mas casualmente as palavras aparecem dispersas na página de janeiro de 2008. Refiz a pesquisa só para ver o que apareceu para o incauto em questão. O Blog era a sétima indicação da lista, mostrada desta forma:


Se a visita foi registrada pelo Site Meter, isso significa que a pessoa em questão chegou a entrar no Blog, ou seja, ela clicou no link. Mas... pra quê? Não bastaria olhar bem para a "amostra" acima para constatar que ela não contém o assunto procurado? As palavras que o internauta digitou ainda estão em negrito, para salientar. Fica evidente que os termos aparecem em frases distintas. A impressão que eu tenho é que os incautos escrevem seu "pedido" bem explicadinho para o Google, "quero achar tal coisa assim assado, blá blá blá", e depois saem clicando de link em link, sem critério nenhum, presumindo que vão achar o que procuram em algum lugar da página. "Se o Google mostrou, tem que estar aqui!" Até um telefonema já recebi por conta de uma pesquisa dessas (como comentei aqui).

Houve uma época em que eu postava mensalmente os argumentos de busca mais incríveis que haviam chegado a este Blog. Criei a expressão "googladas incautas", que inclusive foi adotada por Zé Alfredo, do blog "
Voltas em Torno do Umbigo", mas depois descobri que a ideia em si não era nova. Rafael Galvão já publicava desde 2003 as "Alegrias que o Google Me Dá". O "Butuca Ligada" tem o "Momento Google".O Championship Vinyl tem o "Diga-me o que procuras... e te direi quem és". Em Portugal, o blog "Lei de Murphy" tem as "Googladas que vieram cá dar". E até as dicas que eu dei no meu "curso" já foram apresentadas de forma bem mais sintética na "Casa da Cris" ao comemorar os 10 anos do Google. Não, ela não copiou de mim. Apenas deu orientações semelhantes.

Enfim, eu continuo aguardando que algum caderno de informática de jornal de grande circulação publique uma matéria sobre esse tema. Acho que é válido e necessário.

domingo, dezembro 06, 2009

O jogo

O Grêmio entregou o jogo? Eu acho que sim. Não sei dizer se a garotada em algum momento pensou na vitória ou se teve a intenção firme de perder desde o começo. O time jogou bem no primeiro tempo e boa parte do segundo. Mas, aos 20 e poucos minutos, com o jogo empatado, um ataque displicente me fez suspeitar. Em vez de avançar e aproveitar o espaço, os jogadores ficaram trocando passes laterais. Pouco depois, houve o segundo gol do Flamengo. E o Grêmio não reagiu como poderia. Voltou a avançar timidamente e jogou fora um gol feito. Talvez a ideia da vitória tenha sido tentadora para os garotos do time reserva que foram escalados. Mas, quando viram que ela não aconteceria, acharam que não valia a pena lutar pelo empate, que beneficiaria o Inter. Ou ficaram com medo da torcida. Não sei. O time começou bem e mostrou que poderia vencer. Mas acabou fazendo a vontade dos torcedores. Uma pena.

sábado, dezembro 05, 2009

Grande Aníbal!

Outro filme a que assisti na semana que passou foi "3 Efes", de Carlos Gerbase. O título foi inspirado numa teoria do professor Aníbal Damasceno Ferreira, que aparece bem no começo, embora com o nome mudado para "Professor Valadares". Aníbal e Gerbase foram meus professores de Cinema na faculdade. Gerbase foi aluno do Aníbal e sempre reconhece a importância dos ensinamentos do mestre em seu trabalho. A imagem acima foi capturada do DVD. Seguidamente encontro Aníbal caminhando pelo centro, geralmente na Rua da Praia. Se tenho tempo, fico longos minutos conversando com ele. Foi o que aconteceu ontem à tarde. Depois outra ex-aluna o reconheceu e o abordou. Ele apenas se desculpou por não lembrar o nome dela. Disse que não esquecia do meu pelo fato de eu ser amigo de um sobrinho dele e também porque minha tia havia sido professora de inglês dele na juventude (que decepção, eu pensei que fosse por minha personalidade marcante e papo agradável).
Nos extras do DVD, Gerbase anuncia o primeiro dia de filmagem de "Os 3 Efes do Professor Damasceno". Aníbal me disse que esse era para ter sido o título, mas ele, Aníbal, pediu que fosse mudado. E assim ficou apenas os "3 Efes". Gostei do filme. No mínimo, a gente se diverte tentando reconhecer as ruas de Porto Alegre. Tem uma sequência em que, aparentemente, dois personagens caminham em três bairros diferentes em questão de segundos. Mas o enredo é legal, também. Tirem as crianças da sala e divirtam-se.

Campos de morangos

Assim como no caso dos livros, também tenho vários DVDs acumulados para assistir. Mas essa semana foi mais tranquila, então consegui ver alguns. Um deles foi "Across the Universe". É um filme bonito, com ótima fotografia, mas não muito original. Parece uma tentativa de fazer um "Hair" com músicas dos Beatles. Uma cena me lembrou de um comentário feito por um amigo há muitos anos. Ele tinha aprendido a letra de "Strawberry Fields Forever" na aula de inglês e disse que achou interessante a metáfora de "campos de morangos" para campos de guerra, já que os morangos têm cor de sangue. Com muito tato, expliquei a ele que não era nada disso, que "Strawberry Field" (sem "s") era o nome de um orfanato de Liverpool cujo nome John Lennon usara como ponto de partida para compor uma letra psicodélica. Aliás, na comunidade "Beatles - analisando letras" do Orkut a gente vê como os fãs são chegados a interpretações estapafúrdias, geralmente associando tudo com drogas.

Pois, no filme, a música "Strawberry Fields Forever" foi usada exatamente com o significado sugerido por meu amigo. Claro que foi uma distorção proposital, adaptada ao contexto do enredo. E até que ficou interessante, com morangos escorrendo sangue.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Obras completas de Don Martin

Como é que eu, como consumista, não vou a-do-rar a Internet? Consegui por 30 dólares (38 com a postagem) esta bela coleção que está sendo vendida por mais de 100 dólares na maioria das lojas on-line (o "preço de lista" é 150 dólares, mas quase todas oferecem desconto). Nas livrarias brasileiras o preço fica em torno de 250 reais. Estes dois volumes trazem todas as historietas de Don Martin publicadas originalmente pela revista Mad. Só não incluem o material dos livros de bolso (Capitão Klutz, etc), nem, obviamente, o que Martin desenhou para a concorrente Cracked. Don Martin é considerado o mais genial dos colaboradores que a Mad já teve. Seu traço era impagável. Muitas vezes nem era o enredo em si que provocava o riso, mas as expressões e poses hilárias de seus personagens. Para mim, Don Martin e Al Jaffee eram, de longe, os melhores da Mad. Mas Martin fica em primeiro lugar.

terça-feira, dezembro 01, 2009

Não percamos as esperanças

Então os colorados têm que torcer para que o Grêmio vença o Flamengo no domingo. Vai ser difícil. O Grêmio é especialista em perder. No Campeonato Gaúcho de 1978, entregou o jogo para o Juventude de Caxias para poder se classificar. Foi uma fórmula maluca do campeonato que a imprensa passou o resto do ano criticando (e com razão). O que veremos desta vez é um time querendo ganhar e ou outro querendo perder. Qual será o resultado? Não percamos as esperanças...