sexta-feira, novembro 30, 2012

Dia Mundial de Luta Contra a AIDS

 
Amanhã, 1º de dezembro, é o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Deixo para vocês o recado de minha irmã Beatriz Pacheco. Um beijo, Neca!

terça-feira, novembro 27, 2012

Novos livros sobre David Bowie

David Bowie está aposentado, mas o interesse pelo trabalho dele não parece ter diminuído nem um pouco. Os 40 anos do antológico álbum Ziggy Stardust servem como gancho para o lançamento de pelo menos mais quatro livros sobre o cantor. Dois deles já estão comigo. 

"Bowie Album By Album" havia sido anunciado originalmente com o título de "Rock'n'Roll With Me", mas o autor Paolo Hewitt acabou mudando não só o nome mas também a fachada. O resultado é um belo volume de capa dura contendo 288 páginas. Atenção: somente os álbuns de estúdio são focalizados. Mas já é uma análise bastante extensa da obra desse músico surpreendente. O nível de apresentação e diagramação é praticamente o mesmo de "Any Day Now" de Kevin Cann (que comentei aqui). E se aquele é mais minucioso nas informações, este abrange toda a carreira de Bowie e não apenas uma fase específica. Mais detalhes no site da editora, incluindo amostras de páginas. Obrigatório para fãs.
O mesmo, infelizmente, não se pode dizer de "David Bowie Style" de Danny Lewis (não confundir com o ótimo "Bowiestyle", de Mark Paytress, lançado no Brasil como "Estilo Bowie"). Este é o típico "livro de fotos", com muitas a cores, de forma que poderá até fazer sucesso nas livrarias importadoras. O texto é mínimo e superficial, servindo apenas como introdução para cada capítulo. Sei que há fãs que a-do-ram esse tipo de conteúdo. Mas aqui há um toque de caça-níquel, em que o autor se serviu do acervo do banco de imagens Getty Images, sem muita criatividade. Até mesmo a qualidade de impressão deixa a desejar em algumas das 130 páginas, em especial no quesito nitidez. Enfim, se são fotos que você procura, vai encontrar. As duas publicações são da Inglaterra.

domingo, novembro 25, 2012

Força, Verissimo!

Ao contrário de amigos meus que também são fãs dele, nunca falei com Luis Fernando Verissimo, nem apertei sua mão, nem lhe pedi autógrafo. O mais próximo que lembro de ter chegado dele foi certa vez, há muitos anos, em que o avistei na antiga Livraria do Globo da Av. Getúlio Vargas. Recentemente, vi-o também na Saraiva do Shopping Praia de Belas. Talvez eu devesse ter me aproximado e dito que ouço falar nele desde a publicação do seu primeiro livro, "O Popular", de 1973. Minha irmã ainda deve ter a edição original da José Olympio. Deveria ter contado que fiquei fã mesmo dele a partir de "O Rei do Rock" (1978). E que pertenço a uma pequena legião de admiradores que se tornam chatos e antipáticos por lutarem contra os textos falsamente atribuídos a ele que circulam pela Internet. E como a rede está ao alcance de todos, acredito até que ele já tenha visto meu comentário sobre o que ele escrevia no tempo da Folha da Manhã (que está aqui). Afinal, foi publicado em 2007. Alguém deve ter indicado o tópico a ele a estas alturas.

Mas nunca o abordei. Talvez, pelo meu "medo de ser chato" que já expliquei aqui. Talvez por timidez, uma característica frequentemente atribuída a ele, mas que, no caso dele, eu vejo como "economia de comunicação". Em outras palavras, um sujeito genial como Verissimo não perde tempo tentando estabelecer um diálogo com pessoas que não estejam no mesmo nível intelectual e cultural. Ou talvez eu nunca tenha falado com ele por minha política de não confundir ídolos com amigos. Por mais que eu admire uma celebridade, jamais dedicarei a ela a mesma atenção e valorização que às pessoas próximas, que são as que realmente importam para mim. E se alguém famoso vier a fazer amizade comigo, não irá furar a fila. Os velhos amigos preservarão seu lugar.

Ainda assim, mesmo sem nunca ter tido contato com ele, estou torcendo e rezando para que se recupere. Não acredito que a hora dele tenha chegado. Ele ainda tem muito a dividir conosco de seu brilhantismo e lucidez na percepção do mundo. Ainda quero ler um texto bem divertido, típico de Verissimo, contando o susto por que passou. Então vamos todos nos concentrar e pensar que vai dar tudo certo. Força, Verissimo!

Domingo

Na semana passada, fui fazer uma visita rápida a meu futuro apartamento. Tive que admirar a presença de espírito da esposa do atual morador: "Entre, a casa é sua!" De fato, já é. Eles me deram uma previsão da data em que desocuparão o imóvel. Acertamos também que vou ficar com algumas luminárias. Vou precisar de vários dias para fazer a mudança e instalar tudo nas peças, mas tudo bem, é investimento em qualidade de vida. Que bom que consegui achar um apartamento como eu queria: razoavelmente espaçoso, bem conservado e com paredes sólidas e firmes. Construção antiga, do tempo em que se caprichava. E não fica no último andar, de forma que, ao menos em razão de chuvas, não devo ter problemas de vazamento.
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No início eu estava resistente aos e-books. Agora, não mais. Continuo achando que o livro impresso tem o seu charme, é vistoso, fica bonito na prateleira e é agradável de se folhear. Como definiu um amigo meu, é uma "relação epidérmica" com o leitor. Mas, quando a quantidade de volumes começa a se tornar um problema - em especial agora que estou prestes a me mudar e preciso dimensionar corretamente as prateleiras - a possibilidade de ter um livro que "não ocupa lugar" se torna atraente. Ainda mais quando os preços são bem mais baixos do que a edição física (em alguns casos), não se gasta com frete e é possível tê-los à disposição apenas segundos depois de efetuar a compra on-line. Ainda não tenho o e-reader dedicado, mas já instalei o Kindle for PC para leitura no computador. E a Amazon criou mais uma facilidade, que é o Cloud Reader. Agora é possível ler os e-books que se compram no próprio site, sem necessidade de se instalar nada no computador local. Ou seja, a biblioteca está lá, garantida. Pode-se usar até mesmo um tablet para leitura. Acho que já no ano que vem devo adquirir um Kindle. Ele substituirá o "saco de livros" que eu costumava levar nas viagens. Claro que, no caso de Kindle/Amazon, os livros são todos em inglês. 
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 Continuo escutando o audiobook com a autobiografia de Pete Townshend, guitarrista de The Who. Já me acostumei com a voz fanha e o sotaque britânico dele. Em vários trechos da leitura ele acrescenta uma risadinha, o que agrega valor em relação à versão impressa do livro. Que eu saiba, ainda não se criou o hábito de acrescentar um "risos" ou "LOL" (laughing out loud, ou "rindo bem alto") em textos impressos (exceto transcrições de entrevistas, no caso do "risos"), mas breve é possível que já se faça.
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Eu e o Iuri já demos uma caminhada até o centro, mas não encontramos quase nada funcionando no Shopping Rua da Praia antes das 11 horas. No McDonald's, somente o cardápio do café da manhã era oferecido. Mas tudo bem, encaramos. Só que o Iuri já está querendo sair de novo. Vamos lá. Bom domingo para todos.

quinta-feira, novembro 22, 2012

Mais um reencontro

Ontem foi o aniversário de nosso amigo Rogério, o "Crespo", que aparece à direita na foto. Ele veio do Rio especialmente para a comemoração. Isso acabou resultando em mais um reencontro de ex-colegas do Pio XII, talvez o maior de todos a que compareci até agora. Postei várias fotos na comunidade do Facebook, mas reservei esta para o Blog, porque aqui estão meus contemporâneos. São amigos que estiveram na minha aula em vários anos, mas em especial no último, em 1978. Da esquerda para direita: Ricardo, Jakzam, Hélio, eu e o já citado Rogério (que não estava em nossa aula, mas aparece por ser o aniversariante). As moças são Carmen e Ada. Eu tenho certeza absoluta que a Ada nunca esteve na mesma aula que eu, mas em respeito à péssima memória dos meus colegas - e também pela amizade, claro - ela acabou entrando na foto. 

Observem o projetor ao fundo: a decoração do restaurante não poderia ser mais perfeita para uma reunião saudosista, incluindo também televisores e rádios antigos (um deles parecia estar sintonizado na frequência 1120 AM, da antiga Continental). Obrigado ao Jakzam por me presentear com seu livro "Tempos Heróicos" (parece ser um romance autobiográfico) e também um porta-CDs cheio de músicas em mp3, algo que, sem dúvida, estava fazendo falta em minha casa. (Brincadeira!)

terça-feira, novembro 20, 2012

Passeio

Como é mesmo a frase clássica do livro "Macunaíma"? "Ai... que preguiça!"
 

Trilhas...

Que bela água, hein? Eu entrei nela mais ao final da tarde.
As duas fotos (de cima e de baixo) são em homenagem aos adoradores de animais e da natureza. Não é uma surpresa maravilhosa encontrar este espécime caminhando tranquilamente por sobre as plantas e atravessando o campinho de futebol?

Duas fotos em extremos opostos do mesmo corredor.

sexta-feira, novembro 16, 2012

A volta do Taranatiriça

A volta do Taranatiriça poderia ter tido um público maior no Opinião, mas muita gente enforcou a sexta-feira e fez feriadão. Mesmo assim, deu pra encher a área em frente ao palco com uma turma de faixas etárias bem diversificadas. Fãs da velha e da nova geração cantaram juntos as músicas mais conhecidas da banda.
 
O Taranatiriça começou como um grupo instrumental que chegou a ter Carlos Eduardo Miranda nos teclados. Nos dois LPs que lançou, já estava Marcelo Perna como vocalista. Mas ele entrou para substituir Alemão Ronaldo, cuja voz foi eternizada na gravação de "Rockinho" ("entre na raia e dance esse rock and roll, xará...") da coletânea Rock Garagem, de 1984. Esse LP se tornou uma espécie de pedra fundamental do rock gaúcho dos anos 80 e a faixa do Taranatiriça foi a que mais se destacou, sendo lembrada até hoje. Por esse motivo, entre outros, a formação com Alemão Ronaldo é tão lendária. E é essa que está voltando.
Aí estão o baixista Paulo Mello e o guitarrista Marcelo Truda. Infelizmente o baterista Cau Hafner faleceu em um acidente com para-quedas quando integrava o Cidadão Quem, então foi substituído por Fábio Muscklinho.
O show foi gravado em vídeo para lançamento em DVD.


Alemão Ronaldo estava animadíssimo e com ótimo humor. Anunciou "Fuga da Real", mas foi avisado por Paulo de que a próxima seria "Teresa". Aí o vocalista reclamou que mal estava enxergando o set list, pois havia sido impresso com "letra para jovem".


Uma brincadeira durante a instrumental "Reverber", que eles tocaram em homenagem a Cau Hafner.
As duas músicas mais conhecidas, "Fazê um Bolo" e "Rockinho", ficaram para o final.
Vejam a capa do LP em pleno ar. Ronaldo a segurou antes de sair (e voltar para o bis) mas, ironicamente, ele não participou do disco. Por onde andará o cantor Marcelo Perna, que o substituiu?
Consegui o set list de souvenir. Alemão Ronaldo está certo: as letras são muito pequenas para quem está na "nossa" idade. Além das duas listadas por último, a banda também repetiu a primeira música, "Reunion (Tudo Que Você Sonhou)".

 
A abertura do show com a música citada.
O músico Frank Jorge esteve no Opinião para prestigiar o Taranatiriça.

quinta-feira, novembro 15, 2012

Kiss no Gigantinho

Olha eu aí ontem no Gigantinho, esperando para ver o Kiss em seu segundo show em Porto Alegre (o primeiro foi em 1999, como já comentei aqui). Não sei se no mundo inteiro é assim, mas os brasileiros, com certeza, têm uma tendência otimista: quando enxergam uma enorme fila, sempre ficam com esperança de não precisar entrar nela. Ainda mais no meu caso, por ter comprado ingresso na pista Vip. Não fui o único: vi várias pessoas se dirigindo para o portão para ver se não poderiam entrar direto. Não dava: havia um "pente fino" na passagem. O mais incrível foi tentar achar o começo da fila (ou fim, dependendo do ponto de vista). Digamos que, se eu soubesse de antemão onde era, poderia ter atalhado. Percorri toda a sua extensão e descrevi uma espiral para dentro do breu que estava o Parque Marinha do Brasil àquela hora. Até que começou o show de abertura da Rosa Tattooada. O "pente fino" deve ter sido desativado, pois aí a fila não mais andou: ela correu. Consegui pegar as duas últimas músicas da banda gaúcha, que foi bem recebida como já tinha sido no ano passado, abrindo para Alice Cooper.
Como houve um certo atraso no começo do show, resolvi descansar sentando em uma escada da entrada. Aí veio um segurança e mandou todos se levantarem. Mas logo os degraus estavam servindo de assento novamente e eu voltei a ocupar um deles. Como era de se esperar, havia vários fãs maquiados como os integrantes do Kiss. Mas só vi um com a máscara do "Catman" (criada pelo baterista Peter Criss e hoje usada por Eric Singer). A predominância era do visual de Gene Simmons, mas avistei também vários com a estrela de Paul Stanley e alguns também com a cara do "Spaceman" (originalmente Ace Frehley, hoje Tommy Thayer). Até a máscara de raposa do saudoso Eric Carr adornava o rosto de um garoto. A figura de um cinquentão de barba grisalha usando camiseta do Kiss deve ter chamado a atenção, pois um jovem veio perguntar minha idade e quis saber um pouco sobre como descobri o grupo e outras bandas preferidas do "meu tempo".

A verdadeira overdose de informações instantâneas que se conseguem via Internet, de certa forma, estraga surpresas. Sem contar o conhecimento que a gente acaba adquirindo de outras fontes como fã e colecionador. Vai daí que, a exemplo do que já tinha acontecido em 1999, o show correspondeu às minhas expectativas, mas não me surpreendeu em quase nada. Uma diferença é que, na apresentação anterior, o logotipo tradicional do Kiss era formado por lâmpadas, uma marca registrada dos shows do grupo praticamente desde o começo da carreira. Já hoje o mesmo efeito é criado no telão, que permite que as quatro letras assumam as mais diversas cores e estilos. Outro detalhe que eu nunca tinha observado (talvez porque os vídeos não mostram) é que, depois do seu número de "soprar fogo", Gene Simmons pega um copo plástico, enche a boca de água e cospe tudo fora três vezes. A mistura que ele usa para o truque deve deixar um gosto horrível.
As músicas foram: "Detroit Rock City", "Shout it Out Loud", "Calling Dr. Love", "Hell or Hallelujah", "Wall of Sound", "Hotter Than Hell", "I Love it Loud", "Outta This World", "Psycho Circus", "War Machine", "Love Gun", "Black Diamond" e, no bis, "Lick it Up", "I Was Made For Loving You" e "Rock and Roll All Nite". Durante a introdução de "Black Diamond", Paul Stanley tocou um trechinho de "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin, e fez menção de começar a cantá-la, depois disse algo como "não, vocês querem ouvir uma música do Kiss". Não entrou no repertório nenhuma composição do ex-integrante Ace Frehley. A banda de vez em quando apresenta "Shock Me", "Cold Gin" e até "Parasite", mas desta vez o ex-guitarrista foi totalmente excluído.
Bem, aqui vão mais algumas fotos. Ao final, dois vídeos.




Tommy Thayer cantando "Outta This World", de sua autoria, do último CD, Monster. Foi a faixa de que mais gostei na primeira escutada. Ele fez um rock ganchudo e básico, com leve inspiração nos temas preferidos de seu antecessor Ace Frehley (como Ace em "Rocket Ride", Tommy fala em foguete com duplo sentido, mantendo a tradição do personagem "Spaceman" da maquiagem).



Paul Stanley conclamando a plateia a cantar junto na introdução de "Black Diamond".
A bateria de Eric Singer levitando.
"Joga uma baqueta para aquele cara ali!" Eric Singer, Gene Simmons, Paul Stanley e Tommy Thayer.

No final, papel branco picado. Outra diferença: em 1999 a chuva foi de confete (retalhos coloridos).

Um recado no telão depois do final. Abaixo, seguem os dois vídeos: A abertura do show, com o grito de guerra tradicional. Trecho de "Shout it Out Loud".

terça-feira, novembro 13, 2012

Mascarados no Gigantinho

Uma curiosidade: amanhã o Kiss se apresentará no mesmo local em que os Secos e Molhados fizeram show em 10 de dezembro de 1973 (como já comentei aqui). Que eu saiba, é a primeira vez que o grupo americano ocupará o mesmo espaço antes utilizado pela banda brasileira. E a cena acima, em que os Secos aplicam sua maquiagem no camarim do Gigantinho, se repetirá com outros personagens.

quinta-feira, novembro 08, 2012

Feira do Livro

Bons tempos em que eu conseguia ir à Feira do Livro na inauguração, no dia seguinte, no terceiro dia, quarto, quinto, etc., penúltimo e último dia. Era o evento mais aguardado do ano para mim. Pois hoje pela manhã percebi que, se não reservasse esta noite para ir à Praça da Alfândega, não teria mais chance. Então fui.
Algumas sugestões: "Varig, a Eterna Pioneira", de Gianfranco Beting e Joelmir Beting, é um caro mas luxuoso e muito bem produzido volume sobre a saudosa companhia aérea. Parabéns à editora da PUCRS pela iniciativa. "Porto Alegre Invisível", do fotógrafo Ricardo Stricher, é uma singela coleção de imagens a cores da capital gaúcha, numa edição simples e bonita, perfeita para presentear visitantes e anfitriões de fora. Quem ainda não comprou aproveite para adquirir "A Eléctrica e os Discos Gaúcho", de Hardy Vedana, em gloriosa edição capa dura com três CDs (é "Discos Gaúcho", mesmo, pois "Gaúcho" é o nome do selo). Ainda vi um exemplar à venda. Também encontrei "O Som do Sul", enciclopédia de música do Rio Grande do Sul organizada por Henrique Mann.
Uma de minhas seções preferidas: a ala de livrarias importadoras.
A Praça de Autógrafos.
O cartunista Edgar Vasques aproveitando para uma leitura rápida na hora do lanche.
O cantor Victor Hugo visitando o pavilhão de autógrafos.