domingo, agosto 29, 2010

Outro bom documentário de música

Louvável a iniciativa de Renato Terra e Ricardo Calil de realizar um filme sobre o festival da Record de 1967. Como o assunto é rico e renderia um longo documentário em vários capítulos, os diretores optaram por focar as músicas de maior destaque: "Ponteio", com Edu Lobo e Marília Medalha (a vencedora), "Domingo no Parque" com Gilberto Gil e Mutantes, "Alegria, Alegria" com Caetano Veloso, "Maria, Carnaval e Cinzas" com Roberto Carlos, "Roda Viva" com Chico Buarque e MPB-4 e, pelo momento inesquecível do violão quebrado e jogado na plateia, "Bebeto Bom de Bola", com Sérgio Ricardo. Estranhamente, não foi mostrada a interpretação de "O Cantador" com Elis Regina, embora a gravação seja ouvida durante os créditos. Inclusive, o co-autor Nélson Motta (o outro parceiro é Dori Caymmi) contribui com um divertido depoimento.

As imagens da época são todas da final do festival, de forma que não se tem uma amostra da reação inicial do público às composições concorrentes. Aliás, essa apresentação completa foi reprisada pela TV Record e circula em DVD-R entre colecionadores. Para esses, as únicas novidades do filme são mesmo as entrevistas atuais. Mas elas valem o documentário. Edu, Caetano, Gil, Roberto Carlos, Chico Buarque, Sérgio Ricardo e Magro e Miltinho do MPB-4 compartilham suas deliciosas lembranças daquele momento histórico. Também participam pessoas envolvidas na organização, como Solano Ribeiro e Zuza Homem de Mello.

Quando o filme sair em DVD, espero que os trechos do festival sejam restaurados para a proporção original da tela de TV. Bom mesmo seria ter a competição completa nos extras. Um momento que infelizmente parece ter sido perdido para sempre na tesoura da censura é quando Sérgio Ricardo chama o Brasil de "subdesenvolvido" antes de jogar o violão. Isso é confirmado pelos livros e também por um telespectador que era criança na época e perguntou a seus pais o que significava "subdesenvolvido".

Por fim, há outros festivais a serem resgatados, se não em filme, pelo menos em DVD. Onde estão as fitas do "Festival 79", da Rede Tupi? Em minha humilde opinião, foi o último realmente bom da TV brasileira. Depois a Globo inventou aquela fórmula antisséptica das eliminatórias fechadas se arrastando por todo o ano.

sábado, agosto 21, 2010

TV a cabo

Custo a acreditar que faz dez anos ou mais que fiquei sem TV a cabo. Só coloquei de novo agora, na quinta-feira. Perdi muito tempo. E também deixei de gravar muita coisa interessante (algumas, consegui depois, com colecionadores). Agora vou voltar ao meu antigo passatempo de fazer gravações da TV (vide o meu canal do YouTube, onde a maioria dos vídeos que postei saiu de minhas velhas fitas VHS). Tenho um gravador de DVD com HD que substitui com vantagem os saudosos videocassetes. Daqui a uns 20 anos, se eu chegar lá, vou estar postando no YouTube as relíquias que gravar a partir de hoje. E todos vão perguntar, como fazem hoje os que veem o que já divulguei: "Como você conseguiu isso?"

Segunda-feira já tem um programa pra gravar: a entrevista da banda Kynna no Jô Soares.

quarta-feira, agosto 18, 2010

Valeu!

Nestas horas é gratificante ser colorado. Ou seja, na maioria das horas. Em quase todas.

Quando o Inter foi Campeão da Libertadores pela primeira vez, escrevi este texto aqui, que chegou a ser publicado no saudoso jornal Metrô em Foco. Desta vez, não tenho muito a dizer.

Só gostaria de saber se o André Damasceno falou alguma coisa sobre o Inter ser Campeão do Mundo de 2010 há 20 anos. Mesmo que tenha sido na intimidade. Ou quem sabe ele só pensou no caso. Ou sonhou. Não faz mal, eu já estou sonhando. Eu e toda a torcida do Inter.

Clip para os colorados


Este clip é para todos os colorados que, como eu, estão na expectativa do jogo de hoje à noite. O time não pode se atirar nas cordas, mas tem que aproveitar a dianteira conquistada no México. Enquanto a gente espera, que tal ouvir uma musiquinha para ficar ainda mais ansioso? Eu prefiro a versão "elétrica" desta música dos Acústicos e Valvulados, mas como só encontrei a acústica, vai esta, mesmo.

segunda-feira, agosto 16, 2010

Vai, Zé!

Ontem teve show de Kleiton e Kledir no Teatro do SESI, como parte do evento SESI Música. Enquanto os jurados escolhiam as vencedoras do festival, os dois se apresentavam. Este já é o terceiro show deles a que assisto neste ano com a Janete, isso que não a acompanhei em um deles. Mas tudo bem, sou fã da dupla e certas coisas a gente tem que fazer por amor. Só que ontem tive uma grata surpresa: quando a cortina se abriu, entre os irmãos Ramil estava o senhor José Flávio Alberton de Oliveira.

Zé Flávio é guitarrista, compositor e ex-integrante dos Almôndegas. Mas mesmo antes, quando ainda tocava no Mantra, ele teve três composições gravadas pelo grupo de Kleiton e Kledir: "Sombra Fresca e Rock no Quintal" (o primeiro sucesso), "Canção da Meia-Noite" (o único sucesso nacional, graças à novela "Saramandaia") e "Amor Caipira e Trouxa das Minas Gerais" (a mais bonita música do repertório dos Almôndegas na minha opinião). Em 1977, com a saída de Quico Castro Neves, ele finalmente se juntou à formação e participou do terceiro e do quarto LP. Depois, tocou em vários discos e shows de Kleiton e Kledir. Quem não lembra do "vai, Zé!" antes do solo de guitarra em "Deu Pra Ti"? Grande Zé Flávio, eterno guitar hero dos pampas! Fiz questão de tirar essa foto com ele.

sábado, agosto 07, 2010

Dia dos Pais

Quem é este "Homem Aranha" que mal sobe alguns degraus da escada? Para saber, assista ao vídeo abaixo. É uma homenagem de Dia dos Pais que a RBS TV exibiu em 1986 em seu saudoso "RBS Revista". Além de pais notáveis de Porto Alegre, aparecem também entrevistas de rua e cenas de novelas da Globo. Ah, sim, e uma participação do Tio Tony, o mágico.

Feliz Dia dos Pais!

quinta-feira, agosto 05, 2010

De novo

Mais uma vez, cá estou eu comemorando uma sensacional derrota do Inter. Dá quase pra repetir o que eu escrevi no dia 21 de maio. Cliquem aqui para ler.

domingo, agosto 01, 2010

Pano de fundo de uma vida

Este quadro, de autoria de um certo Catramby, cobria a parede da sala do apartamento onde morei dos dois aos 26 anos, no centro de Porto Alegre. Observem que ele tem um erro anatômico. Alguns amigos meus, quando iam lá em casa para alguma festa ou somente visitar, olhavam longamente para a pintura, intrigados com as três mulheres. Esta imagem serviu de pano de fundo para diversas fotos que tiramos ao longo dos anos. Quando minha mãe faleceu em 1989 e o apartamento foi desocupado, quem ficou com a obra foi minha prima Flávia, que hoje mora em Santa Maria. Estivemos lá no dia 24 para a festa de 80 anos do Tio Ivar e aproveitamos para registrar esta imagem que tanto significado tem para a nossa família. Quanto ao aniversário do nosso "Super Tio", como o chamamos na placa com que o presenteamos, estou aguardando que minhas primas mandem mais fotos para divulgar.