quinta-feira, julho 30, 2009

Kleiton e Kledir em Porto Alegre

Estou chegando do Shopping Praia de Belas, onde assisti à entrevista do jornalista Roger Lerina com Kleiton e Kledir. A conversa iniciou pelo fato de "Autorretrato" ser o primeiro disco de inéditas da dupla desde 1986. Kleiton afirmou que eles tinham cerca de 70 músicas acumuladas e escolheram 13. Lerina perguntou quando saem as próximas e eles não souberam dizer, mas previram que até o final do ano o número de composições pode aumentar para 90, definindo-se como "compositores compulsivos".
Kledir comentou que a reforma ortográfica acabou alterando a grafia do título, que estava planejado para ser "Auto-Retrato". No início, ele estranhou a falta do hífen, mas diz que acabou adorando: "Parece aquelas palavras alemãs enormes". Explicaram o método de compor em parceria, geralmente começando pela melodia de Kleiton, depois Kledir coloca a letra. Mas no caso de "Pelotas" foi o contrário: Kledir a compôs em forma de poema, depois Kleiton musicou. Quando alguém na plateia quis saber como foi feita "Só Liguei", Kleiton contou que criou a melodia e depois Kledir apareceu na casa dele com a letra. Kleiton a cantou pela primeira vez e no final chorou. Realmente, "Só Liguei" é linda, uma rara canção de saudade sem ser de fossa. Pelo contrário: tem um tom de otimismo, como se o cantor acreditasse que tudo iria terminar bem (e no clip termina mesmo).

Lerina comentou que a primeira faixa do CD, "A Dança do Sol e da Lua", tinha um "quê" de Almôndegas. Kledir concordou, mas afirmou que o disco todo lembrava o velho grupo, com seus instrumentos básicos, sem sintetizadores ou bateria. Sobre a faixa citada, Kledir mencionou a influência do norte da Espanha, de onde vem a família Ramil, com uma forte presença da música celta. Hoje Kleiton e Kledir têm cada um o seu "home studio" e assim podem ir gravando aos poucos suas composições que depois o outro completa. "A Dança do Sol e da Lua" começou com o violino de Kleiton. Depois Kledir colocou uma letra bem básica.
Outra pessoa quis saber mais detalhes sobre o clip de "Ao Sabor do Vento", que foi gravado em vídeo em velocidade acelerada. Só achei que faltou esclarecer que estavam falando do clip e não da música em si. O uruguaio Wagner da Rosa, que foi assistente de direção, estava na plateia e foi chamado para explicar. O tempo todo ele falou que Kleiton e Kledir tiveram que "cantar" bem depressa (na verdade "dublar"), o que pode ter confundido quem ainda não assistiu ao DVD. Mas está tudo bem explicado no "Making of". Outra pergunta vinda do público foi sobre a possibilidade de um disco com os três Ramil: Kleiton, Kledir e Vitor. Kleiton disse que está nos planos, mas um antigo projeto que deve se concretizar no ano que vem é a volta dos Almôndegas, com participação de todos os ex-integrantes e o lançamento de um disco. Esse anúncio foi recebido com aplausos.

Também estava assistindo à entrevista o guitarrista Luciano Granja, que ao final foi chamado ao palco. A dupla elogiou bastante o comprometimento do diretor do DVD, Édson Erdmann, que começou com uma ideia modesta e acabou gastando dez vezes mais do que o planejado – "mas pagou a diferença do bolso dele". Por fim, lembraram que parte da renda da venda do CD e do DVD reverte para o Retiro dos Artistas do Rio de Janeiro, onde vivem 72 artistas aposentados vindo de áreas tão diferentes quanto circo, música e televisão.


Depois da entrevista, houve a sessão de autógrafos na Saraiva. Na fila, encontrei outra dupla, Selle (também conhecido como Elizandro Leonan) e Lu Geiger, sendo que ele também faz parte da ótima banda Sunset Riders. Enquanto Kleiton e Kledir autografavam meu CD e DVD (sim, eu comprei os dois), aproveitei para perguntar se todas as músicas do trabalho foram realmente compostas em parceria, já que é a primeira vez em que todas as faixas são assinadas pelos dois. Kleiton disse que sim, mas que o processo composicional deles permitia que houvesse participação maior de um ou de outro. Ao que Kledir emendou: "Mas as melhores músicas do CD são as que têm mais de Kleiton!" A foto acima, em que eu apareço, foi tirada pelo professor Mateus Skolaude, de Santa Cruz. Agora é aguardar o show do dia 26 no Teatro do Bourbon Country, que será a estreia nacional da turnê.
Leia também: "Autorretrato".

quarta-feira, julho 29, 2009

Quando o automático falha

Eu sou meio ressabiado com aparelhos muito automatizados. Meu pensamento é: quanto mais partes automáticas, maior a chance de alguma coisa falhar. Até que os vidros de abertura automática das portas do meu Gol vintenário duraram bastante, mas já faz tempo que substituí o acionamento via botões pela velha e confiável manivela. Prefiro que os mecanismos dependam só de mim. Aí eu não fico sem ação.

Ontem pela manhã, coloquei no player um CD do grupo Thorns, que descobri por indicação de americanos em um grupo de discussão sobre música. Lembro que o comprei em 2003 e deixei um bom tempo no meu trabalho para ouvir nos fones, então ele me lembra aquela época. É um som gostoso, meio Crosby, Stills and Nash, feito por três músicos que se reuniram somente para esse projeto. Por muito tempo eu achei que "só eu" conhecia esse disco no Brasil, mas no ano passado eu estava numa pizzaria em São Leopoldo quando uma das músicas do CD tocou no rádio. Seria muita presunção achar que descobriram o grupo pela matéria que eu fiz para o International Magazine.

Seja como for, quando pressionei a tecla "open" para retirar o CD, a bandeja do player não abriu. Fiz algumas tentativas malucas, tipo pegar o aparelho com as mãos e virar na vertical, mas não adiantou. Agora estou condenado a passar o resto da vida ouvindo o CD dos Thorns até enjoar. Ou então anunciar: "Vendo CD dos Thorns. Já vem com player para ouvir." Se fosse daqueles minidiscs portáteis, a tampa abriria mecanicamente, sem mistério.

Os fabricantes deveriam ser realistas e já fazer esses aparelhos com alguma "portinhola de emergência" para retirar os CDs no caso de falha. Eu já tentei usar dois CD changers (players que aceitam carga de mais de um CD, geralmente quatro ou cinco) e ambos deram problema. Pudera, cada vez que um CD ia ser trocado, eu ouvia um ruído interno que lembrava uma mãozinha robótica retirando um disquinho e colocando outro. A chance de emperramento é total. E depois os CDs ainda ficam presos lá dentro. Só podem ser removidos na assistência técnica.

Eu vou aproveitar para ouvir os Thorns mais um pouco, depois vejo o que posso fazer. Abaixo o automático! Viva o manual! Esse pelo menos só depende da gente.

domingo, julho 26, 2009

Estatística

Visitação diária da semana passada. Aquela "chaminé" do gráfico foi do dia em que este Blog foi citado no site "Tecla SAP". E com uma recomendação bem enfática: "Não deixem de ler..." Bem mandados, os leitores do Ulisses.

Entrevista exclusiva de Adriana Marques

O músico e pesquisador Rogério Ratner realizou aquela que pode ter sido a última entrevista com Adriana Marques, três semanas antes de sua morte. Pois a gravação já está disponível no site da Buzina do Gasômetro. É só procurar o ícone do programa Paralelo 30 e clicar em cima. O programa começa na hora. Adriana ficou mais conhecida como a "Cat Milady" do show "Rádio Esmeralda", mas na entrevista ela fala de toda a sua carreira. Parabéns, Rogério, por esta relíquia. O Paralelo 30 está se tornando um verdadeiro Museu do Som da música do Rio Grande do Sul. Reproduzo aqui o recado do Rogério:

No programa Paralelo 30 desta semana, vai ao ar uma entrevista com a saudosa e querida amiga Adriana Marques, que nos deixou cedo demais, para nossa tristeza geral. Que baita perda pra música gaúcha! O programa, que foi gravado cerca de três semanas antes de seu passamento, estava aguardando a sua "vez na fila", quando do trágico acontecimento. Fica então a nossa homenagem à Adriana, familiares, amigos e fãs, nesta que possivelmente tenha sido uma de suas últimas entrevistas, e em que Adriana desfilou, como sempre, a sua simpatia, alegria incontida, criatividade e humildade ímpares. Na ocasião, em "Off", Adriana nos confidenciou a sua enorme paixão pelo Colorado, lembrando da promessa que fez, na final do Mundial, de que não veria o jogo, "em troca" da vitória. Ô guria "pé quente". Também nos falou do amor pelo marido e a filha, com orgulho imenso. Na oportunidade, "passamos a limpo" a trajetória da grande cantora, desde o início de seu interesse pela música, influenciada pela família musical, a sua passagem pelos grupos Tocaia, Bando Barato pra Cachorro, Cuidado que Mancha, o início da carreira-solo, o show "Amor de Parceria", com Simone Rasslan, que deu ensejo ao sucesso espetacular da Rádio Esmeralda, os planos futuros, que incluíam a gravação de um disco infantil, com composições dela própria, que já havia sido iniciado, e de gravar um disco com clássicos nativistas gaúchos, cuja pré-produção ao lado de Luciano Maia já estava em andamento. Saudades eternas!

sábado, julho 25, 2009

C cedilha

Eu sempre digo que a língua portuguesa, em sua essência, tem lógica. E que por isso é mais importante entendê-la do que ficar decorando regrinhas. Pois um erro de ortografia que tem aparecido bastante nos Orkuts da vida é o uso do "ç" antes de "e" ou "i". Pesquisei e encontrei vários sites comentando esse fato. Uma internauta chegou a dizer que não sabia que não se usava "ç" antes de "e" ou "i", acrescentando que essa regra nunca lhe foi ensinada na escola. Aí eu pergunto: e precisa? O "ç" só existe em situações em que o "c" comum teria som de "k". Por exemplo, se você escrever "cancão" em vez de "canção", estará se referindo a uma ave da ordem Ciconiiformes, família Falconidae, pertencente ao género Daptrius. E a pronúncia é diferente. (Casualmente, Diana Pequeno gravou uma canção chamada "Cancão de Fogo".) Mesmo que um verbo tenha "ç" no infinitivo, como "dançar" ou "lançar", a grafia será "dancei", "dancemos", "lancei", "lancemos", enfim, o "ç" só é usado quando é necessário. O mesmo raciocínio vale para palavras derivadas. Alguém pode ser uma graça, mas se for uma gracinha, como diz a Hebe, não terá "ç". Não é preciso decorar regrinha para entender isso. Basta pensar.

Eu ouvi!

"A cultura só viceja com o mecenato." Frase genial de David Coimbra que acabei de ouvir na TV Com.

Ranking

Este é o ranking das avaliações de cada postagem no meu blog. Como ainda não sei bem como funciona, decidi postar como um tópico e não como item fixo da página. Ainda vou fuçar um pouco nas opções.
Só não entendi como e por que aparecem avaliações separadas para "Blog do Emílio Pacheco". A avaliação não é por tópico? E se fosse possível avaliar o Blog como um todo, tais avaliações não deveriam ser totalizadas, como as outras? Estranho.

No Limite

Vem aí mais uma edição do "No Limite" na Globo. Esse é um "reality show" que eu acho bacana, com belos cenários, desafios interessantes e toda uma mística em torno. Não tem nada a ver com o festival de mediocridade do Big Brother.

quarta-feira, julho 22, 2009

Música para relaxar

Em fevereiro de 2002, passei nove dias em Athens, nos Estados Unidos, na casa de minha irmã Carmen, que só vim a conhecer na vida adulta (não confundir com a Neca ou Beatriz, que mora em Porto Alegre e me acompanha desde a infância). Nas andanças e passeios em que ela me levou naquela viagem, acabei conhecendo o cunhado dela, que era mestre em Reiki. Na casa dele, estava tocando o CD "The Heart of Reiki", do grupo alemão Merlin's Magic. Não sei se ele acreditou quando falei que adorei a música. Só sei que acabei comprando o CD. Não lá, que as lojas que visitei não tinham esse tipo de música. Acabei importando, mesmo, depois de voltar para o Brasil.

Tenho uma quantidade razoável de CDs de relaxamento e meditação, mas esse é provavelmente o melhor de todos. São 60 minutos de música, mas a amostra de dez minutos que alguém postou no YouTube é suficiente para dar uma ideia, pois o trecho se repete. Nunca fiz Reiki, mas não importa: o efeito terapêutico que esse CD tem em mim é incrível. Acho que alivia até a minha asma. Deem uma escutada, vale a pena (mas não me responsabilizo pela ilustração):

segunda-feira, julho 20, 2009

Fogo de palha

Fiz duas faculdades. Em ambas, observei um fenômeno comum e interessante. No primeiro e segundo semestres, alguns colegas demonstravam um ânimo extraordinário. Participavam em aula, perguntavam, contestavam, marcavam presença. Alguns chegavam a conversar sobre a matéria nos intervalos, exibindo um notável interesse pelo curso.

De repente, sumiam. Tinham desistido da faculdade.

Não vou dizer que todos os que tinham esse perfil abandonavam na metade. Mas lembro de vários. E tento imaginar por que isso acontecia. Acho que chegavam com muita expectativa e acabavam se decepcionando. Ou talvez fossem pessoas com temperamento do tipo "fogo de palha". Daquelas que encaram qualquer novidade com um entusiasmo exagerado, depois se desinteressam.

Até entre os fanáticos por música se encontra gente assim. Dois notórios fãs de David Bowie do exterior já leiloaram suas coleções inteiras na Internet. Não porque estivessem precisando de dinheiro, necessariamente, mas por um repentino desapego pelo material que haviam acumulado com tanta avidez. Foi só uma febre. Passou.

No meu caso, acho que gosto de fazer as coisas devagar e sempre. Tenho, sim, minhas decepções. Mas geralmente me arrependo do que interrompi e não do que levei até o fim. É preferível dar uma chance à persistência a iniciar mil projetos e não concluir nenhum. Pessoas que agem assim acabam criando o hábito de desistir logo. Isso depois de um começo bombástico, com soar de trombetas e rufar de tambores. E, em alguns casos, envolvendo os sentimentos e expectativas de outros. Para depois os planos todos serem abortados.

Normalmente costumam-se aconselhar os amigos a colocar logo em prática antigos planos. Acho uma ótima sugestão, mas acrescentaria: que tal continuar o que já foi iniciado? Dependendo da situação, pode ser uma boa pedida. Principalmente se for algo que tenha princípio, meio e fim. E gere frutos ao final. Empreitadas incompletas não acrescentam nada ao currículo.

Texto sobre a inveja

A dica apareceu no blog da Rosana Herrman, o Querido Leitor: texto de Roberto daMatta sobre a inveja. Já é antigo, mas vale a pena ler. Eu me identifiquei com vários trechos do que ele escreveu. Por exemplo:

Num seminário recente sobre 'Ética e Corrupção', eu disse que é justamente a vontade de ser invejado que descobre os corruptos. Pois diferentemente dos ladrões de outros países, que roubam e somem no mundo, os nossos são forçados pela 'lei relacional da inveja' a retornar ao lugar natal para mostrar aos seus parentes, amigos e, acima de tudo, inimigos, como estão ricos e, nisso, são denunciados, presos, soltos e finalmente colocados no panteão cada vez mais extenso dos canalhas nacionais.

Ele confirma o que eu já havia comentado em "Traído pela ostentação". Outro trecho:

Como, então, não sentir inveja do sucesso alheio, se estamos convencidos que o êxito é um ato de traição a um pertencer coletivo conformado e obediente. Como não sentir inveja se o exitoso é aquele que recusa ser o bom cabrito que não chama atenção e passa a ser o mais vistoso - esse símbolo de egoísmo e ambição?

Embora não possa afirmar que ele concordaria comigo, essas duas frases me lembraram o que eu escrevi em "Ganhar bem é pecado", um dos textos mais incompreendidos deste Blog. Um visitante chegou a postar um comentário dizendo que "o Brasil precisa de menos ricos". Já eu acho que o Brasil precisa de menos pobres, mas cada um, cada um. Se quer nivelar por baixo...

Por fim, eu próprio já abordei o tema neste site sob o título "A inveja e os invejosos". Ah, sim: o texto do Roberto daMatta está aqui. Boa leitura.

sábado, julho 18, 2009

Secos e Molhados

Esta coletânea dos Secos e Molhados já aparece em pré-venda em algumas lojas virtuais. Mas pisaram na bola na escolha da capa. Essa foto é de Ney Matogrosso em carreira-solo, na turnê "Bandido", de 1976. E mesmo que fosse da época certa, os Secos e Molhados da formação clássica foram três. Estariam faltando João Ricardo (que criou o grupo e compôs quase todas as músicas) e Gérson Conrad (co-autor de "Rosa de Hiroshima", "El Rey" e "Delírio").

Por outro lado, os fãs dos Secos e Molhados estão felizes porque várias composições do grupo estão tocando na minissérie "Som e Fúria", da Globo. Segundo informações do Orkut, já foram ouvidas "Prece Cósmica", "Rosa de Hiroshima", "Primavera nos Dentes", "Flores Astrais", "Tercer Mundo" e "Fala", esta última na ótima versão da banda gaúcha Tom Bloch. É um merecido destaque para um dos maiores fenômenos do pop brasileiro de todos os tempos. Em minha humilde opinião, só ficam atrás dos Mutantes.

Procurem meu texto sobre o primeiro LP dos Secos e Molhados no livro "1973, o Ano que Reinventou a MPB", organizado por Célio Albuquerque.

quinta-feira, julho 16, 2009

Foto

Observem que a foto que ilustra o obituário de Fernando Westphalen na Zero Hora de hoje é um detalhe da que foi publicada originalmente neste blog, onde também aparecemos eu e Francisco Anele Filho (ver postagem abaixo). Foi cedida por mim a pedido de Lúcio Haeser. Só faltou crédito para a fotógrafa Nica Pires, mas a culpa foi minha, por não ter passado essa informação.

quarta-feira, julho 15, 2009

Fernando Westphalen

Acabo de saber por meu amigo Lúcio Haeser, autor do livro "Continental, a Rádio Rebelde de Roberto Marinho", que faleceu Fernando Westphalen, o Judeu, criador da rádio que moldou a cara de Porto Alegre dos anos 70. Falei com ele uma vez só, que foi no lançamento do livro do Lúcio. Na foto acima estamos eu, ele e Francisco Anele Filho, da esquerda para a direita. Nossa geração deve a ele a ideia ousada de criar uma emissora para tocar rock, música pop e MPB, falar gíria e contestar o regime de exceção. Vai em paz, Judeu. Tua obra não será esquecida.

Quando o cabelo de Michael Jackson pegou fogo

Lembro bem da notícia do acidente sofrido por Michael Jackson ao gravar um comercial para a Pepsi com seus irmãos, em 1984. A imagem que se conhecia era esta aí de cima. Os noticiosos mostravam um trecho do vídeo editado e congelavam o quadro para dizer que era o registro do cabelo de Michael pegando fogo. Só que agora foi divulgada uma tomada inédita, de trás, em que se vê em detalhes o que aconteceu. Tanto Michael quanto o pessoal da produção demoraram a perceber que seu cabelo estava em chamas. Se o socorro tivesse vindo logo no começo, talvez as consequências não fossem tão graves. Capturei as imagens abaixo, mas vocês podem assistir ao vídeo clicando aqui.



Por fim, aqui está o comercial da Pepsi pronto e editado. Observem que, aparentemente, foi aproveitado um trecho da tomada fatídica:

domingo, julho 12, 2009

Charly Garcia em Porto Alegre, 1986

Neste fim-de-semana estou com tempo de novo, então voltei a dar atenção a um de meus brinquedos preferidos: o gravador de DVD. Editei alguns trechos que estavam brutos no HD, gravei alguns DVDs e digitalizei seis horas de vídeo de uma fita VHS de 1986. E aí descobri uma relíquia que pensei ter desgravado sem querer, na época: a matéria do Jornal do Almoço sobre o primeiro show do argentino Charly Garcia em Porto Alegre, no Teatro da OSPA. Um trecho de um minuto numa fita de seis horas fica difícil de achar por tentativa e erro, mas depois de transferir para o HD do gravador, não escapa nada. E assim pude rever a reportagem depois de 23 anos. O show foi no dia 19 de junho e a matéria foi ao ar no dia 20, data da segunda apresentação. A propósito, não estranhem o comentário de Carolina Gonçalves no final: o Brasil já estava eliminado da Copa!

Nos teclados, sem chamar muita atenção, estava Fito Paez

Cartaz do show

quarta-feira, julho 08, 2009

Madrugada

Oi, gente, estou aqui. Segunda-feira à noite tive uma crise de asma que bagunçou meu fuso horário e atrasou alguns compromissos. Segundo uma amiga virtual, a asma significa que meu corpo está renegando que eu absorva os acontecimentos recentes da minha vida. Depois ela deu uma dica de como combater essa reação indesejada. Nunca parei para analisar se, das outras vezes em que me faltou ar, algo havia acontecido que pudesse ter influenciado. Em algumas delas, acho que sim. Hoje eu levei o nebulizador para o trabalho e meus colegas se divertiram. "Qualquer dia vai ter gente vindo trabalhar com soro!"

Mas hoje recebi uma notícia boa. Minha sobrinha Renata, filha da minha irmã, passou em dois vestibulares de uma tacada só. Em Direito na UniRitter e em Letras na Unilassale. E vai cursar as duas faculdades. Sabem que colocação ela tirou entre todos os que passaram em Direito - Manhã? O primeiro lugar! Yesss! Parabéns, Renata, e vê se continua orgulhando a família também no desempenho dos cursos!

quinta-feira, julho 02, 2009

Revisionismo post mortem

Com a morte de Michael Jackson, é incrível como mesmo os roqueiros mais radicais estão reconhecendo o talento e a obra do cantor. O elogios e homenagens estão vindo de onde eu menos esperava. Até na comunidade de David Bowie no Orkut Michael está sendo reverenciado. Já eu sempre admiti ser fã dele. O dia em que ocorrer uma fatalidade semelhante com Abba, Monkees, Renato e Seus Blue Caps, Moacyr Franco ou Agnaldo Rayol, não esqueçam que eu nunca neguei minha admiração por nenhum desses artistas.

Insônia

De vez em quando me acontece destas. Fico com insônia e venho aqui para o computador. Será que foi por causa do empate-vitória do Corínthians contra o Inter? Um amigo virtual corintiano disse que se sentiu vingado do Campeonato Brasileiro de 1976, que ele afirma ter sido a sua "maior tristeza de infância". Aí eu me pergunto duas coisas. Primeiro: será que o Corínthians deu alguma alegria à infância do dito cujo? Aquele foi um período de jejum brabo para o Timão. Se bem que, se serve de consolo, eu também fiquei triste quando o Corínthians ganhou 0 Torneio do Povo em 1971 (o primeiro título do clube paulista em 16 anos). A segunda pergunta é: os corintianos de 1976 achavam mesmo que iriam vencer o Inter de Manga, Figueroa, Falcão, Dario, etc, em pleno Beira-Rio? Hoje os tempos mudaram, mas naquela época era difícil. Em todo o caso, parabéns ao Corínthians. Aliás, descobri que tenho vários vizinhos corintianos. Fizeram a maior festa...

Já são quase cinco horas. Antecipei meu café da manhã. Depois durmo de novo, se a barulheira dos gremi..., digo, dos corintianos deixar. Olho ao meu redor e vejo pilhas de livros, CDs e DVDs quase caindo por cima de mim. Alguns estão ensacados, prevendo uma mudança que deve acontecer entre o final do ano e o começo de 2010, pelos meus cálculos. Finalmente. Vim para cá em 1998 pensando em ficar talvez um ano e acabei ficando mais de dez. Quando lembro dos primeiros meses, em que só havia praticamente o computador, cama, geladeira e fogão (e um armário embutido que faz parte do imóvel), vejo como esta minha residência passou por fases. A atual seria a da superlotação. Vou dar uma redistribuída nos sacos antes de sexta, quando meu filho vem para cá para passar o fim-de-semana. Senão ele mal vai poder circular. E aqui ele tem livre trânsito. Também é a casa dele (segunda casa, mas é).

Esta foi uma rara semana em que não tive nada para fazer fora do horário de trabalho. Aproveitei para folhear uns livros novos e assistir a alguns trechos de DVDs. É curioso que comprei o "Autorretrato" de Kleiton e Kledir na sexta-feira passada, mas a maioria das lojas ainda não o recebeu. Na segunda-feira, Roger Lerina escreveu na Zero Hora que o CD e o DVD começariam a ser vendidos "na primeira semana de julho". Pois eu consegui antes. Se soubesse que "só eu tinha", teria escrito um comentário bem mais longo e postado mais imagens. Mas agora fica assim.

Outro DVD a que estou assistindo aos poucos é o documentário "1958, o Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil", sobre a Copa daquele ano, na Suécia. De certa forma o DVD do Cosmos me motivou a pesquisar mais sobre futebol e Pelé. Eu tenho a recente autobiografia publicada pelo Rei do Futebol, mas estou lendo a que ele lançou em 1977 nos Estados Unidos, "My Life and The Beautiful Game", com o americano Robert L. Fish. É claro que o texto final foi escrito por Fish, mesmo assim ele se deixou contaminar pelo português de Pelé e incorreu em diversas traduções literais: "Selection" em vez de "National Team", "intermediary" em vez de "midfield", "interior" em vez de "backcountry" ou "countryside", "participation" em vez de "interest" ou "equity" e assim por diante. Isso é o que os tradutores costumam chamar de tupiniquinglish. Depois quero ler o livro novo (em português) para comparar e ter uma visão atualizada da vida do craque. Quem diria, virei fã de Pelé "fora de época", por assim dizer. Mas sempre o admirei. Fiz questão de assistir a "Pelé Eterno" no cinema. Depois comprei o DVD.

Por falar em livros, na semana passada encontrei um sebo na Estante Virtual vendendo uma coletânea de republicações do jornal Mersey Beat, de Liverpool, por 5 mil reais! Existem vendedores que "mordem", mas aqui foi um caso evidente de desinformação. O livreiro pesquisou e descobriu que o jornal original que serve de ilustração para a capa é raríssimo, existindo apenas três exemplares preservados no mundo todo. Na confusão, pensou estar de posse de uma dessas cobiçadas relíquias. Achei melhor avisá-lo. O Mersey Beat era um jornal de música editado por Bill Harry na época em que os Beatles surgiram. O livro em questão compila as matérias de interesse dos Beatlemaníacos. Eu tenho (e não paguei 5 mil reais por ele).

Agora vou tentar dormir de novo. Por sorte, só começo a trabalhar à tarde. A quem vai acordar daqui a pouco, bom dia.

quarta-feira, julho 01, 2009

Jogo

O Inter precisava de uma vitória por uma diferença de três gols. Está perdendo por uma diferença de dois. Confirma-se o que eu tinha escrito aqui.