quarta-feira, dezembro 30, 2015

Feliz Ano Novo!

Não sei quem criou esta imagem que peguei do Facebook, mas achei perfeita para resumir os meus desejos de Ano Novo. Em 2015, aconteceram coisas boas, sem dúvida. Voltei a ver meu filho praticamente todos os dias, buscando-o na escolinha. Mas houve, também, algumas decepções. Estou triste de ver nosso país dividido, em pé de guerra, com tolerância zero para as divergências políticas. Nada me desanima mais do que constatar que muitos perderam totalmente o apreço pela democracia. Não só querem ver o circo pegar fogo, como chegam a tomar atitudes incendiárias, que não trazem nada de bom para a Nação. Vamos torcer e rezar para que tudo melhore em 2016.

Feliz Ano Novo! Para todos nós!

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Feliz Natal!

Este Papai Noel aí vocês já conhecem, né? Hoje mudou um pouco. Está mais velho, mais gordo e de barba branca. 
Chegou o momento de tirar da gaveta aqueles CDs que ficam reservados durante o ano para esta ocasião.

Feliz Natal a todos os leitores do Blog!

segunda-feira, dezembro 21, 2015

Júpiter Maçã

Morreu hoje o roqueiro gaúcho Flávio Basso, mais conhecido como Júpiter Maçã ou Júpiter Apple. A imagem acima foi capturada do especial sobre Rock Gaúcho que a RBS TV levou ao ar em fevereiro de 1986. Flávio ainda estava no TNT e aparece à direita, ao lado de Nei Van Sória. Vocês o veem no vídeo abaixo a partir de 4 minutos e 22 segundos.

sábado, dezembro 19, 2015

David Gilmour em Porto Alegre

Antes tarde do que nunca, aqui vai o meu registro do show de David Gilmour na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Foi no dia 16, quarta-feira. Marcado para iniciar às 21 horas, começou na verdade três minutos antes do horário, dando um novo significado à expressão "pontualidade britânica". O ex-guitarrista do Pink Floyd abriu com a singela "5 A.M.", de seu último CD, em que um spot o iluminava durante o solo de guitarra. Em seguida, a faixa-título, "Rattle That Lock", num clima de pop setentista mais afeito a bandas como Steely Dan e ELO do que Pink Floyd. A terceira foi "Faces of Stone", do mesmo álbum. Só depois dessas o público ouviu e cantou junto com o primeiro clássico Floydiano da noite: "Wish You Were Here".
Gilmour fez questão de marcar o repertório não só com faixas do CD Rattle That Lock, mas incluiu também "The Blue" de seu disco anterior, On an Island. Mas foram os clássicos do Pink Floyd que empolgaram o público da Arena. "Money", "Us and Them", "Shine On You Crazy Diamond", "Run Like Hell", "Time" e "Comfortably Numb" garantiram a realização dos velhos fãs que lá estavam. 
Uma curiosidade: não assisti ao show de Roger Waters em 2012, mas lembro da apresentação do outro ex-Pink Floyd no Olímpico em 2002. Os elementos visuais do telão circular em algumas músicas, como "Money", eram idênticos, inclusive o rótulo de Dark Side of the Moon girando num toca-discos. De certa forma, atualmente temos dois Pink Floyds para curtir, cada um com suas peculiaridades. Mas hoje já se sabe que Gilmour é o melhor instrumentista e vocalista dos dois. Pode perder, talvez, no quesito compositor, em especial como letrista.
Uma surpresa: o saxofonista da banda é o curitibano João Mello, de apenas 20 anos. Executou com perfeição os antológicos solos de "Us and Them" e "Money".
O tecladista John Carin também faz as vezes de cantor em "Time" (no trecho originalmente interpretado por Rick Wright, "tired of lying in the sunshine", etc.) e "Comfortably Numb" (assumindo as estrofes em que o vocal era de Roger Waters). Já em "Run Like Hell", que pôs a plateia a pular e bater palmas, repete-se a dobradinha de vocais entre Gilmour e o baixista Guy Pratt, como já se viu tantas vezes em vídeos do Pink Floyd da formação sem Waters (inclusive com o tradicional jogo de uma só câmera se alternando rapidamente entre ambos no telão).
Completam a banda o baterista Stevie DiStanislao, o guitarrista Phil Manzanera, o tecladista Kevin McAlea e  Bryan Chambers e Louise Marshall nos vocais. O som estava com ótima qualidade, o que já aponta a Arena como um local de boa acústica para apresentações desse porte. Muito depende do equipamento, é claro. Em suma, um show excelente e praticamente perfeito, como eu já esperava. Vamos torcer para que saia um DVD/Blu-ray desta turnê.
Não anotei o repertório do show, então valho-me do site Clicrbs para as informações abaixo:
Primeira parte
 
5 A.M. (Rattle that Lock)
Rattle that Lock (Rattle that Lock )
Faces of Stone ( Rattle that Lock )
Wish You Were Here (álbum homônimo do Pink Floyd)
A Boat Lies Waiting  (Rattle that Lock )
The Blue (On an Island)
Money (The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd)
Us and Them (The Dark Side of the Moon)
In Any Tongue (Rattle that Lock)
High Hopes (The Division Bell, do Pink Floyd)


Segunda parte
 
Astronomy Domine (The Piper at Gates of Dawn, do Pink Floyd)
Shine On You Crazy Diamond (Parts I-V) (Wish You Were Here)
Fat Old Sun (Atom Heart Mother, do Pink Floyd)
Coming Back to Life  (The Division Bell, do Pink Floyd )
The Girl in the Yellow Dress  (Rattle that Lock)
Today (Rattle that Lock)
Sorrow (A Momentary Lapse of Reason, do Pink Floyd)
Run Like Hell (The Wall, do Pink Floyd)


Bis 
 
Time/Breathe (reprise) (The Dark Side of the Moon)
Comfortably Numb (The Wall)


Foto minha antes do show. Foi minha primeira vez na Arena do Grêmio. Com certeza o "clima" lá dentro é bem diferente do Estádio Olímpico, mais estreito e com arquibancadas mais altas. Às vezes eu tinha que olhar para cima para me lembrar de que estava ao ar livre. E enxergava um belo céu estrelado, valorizando o evento.

sexta-feira, dezembro 18, 2015

Reencontro com outra turma

Meu passado escolar não se resume ao Paula Soares/Pio XII. De 1967 até o primeiro semestre de 1970, eu cursei a Escola Anexa ao Instituto de Educação General Flores da Cunha, ou "o Anexo", como chamávamos. O Instituto propriamente dito era o "Instituto grande". Já publiquei fotos minhas na festa de final de ano do Jardim de Infância, em 1967 - estão aqui. Pois na foto acima aparecem três meninas que também estão naquelas antigas imagens em preto e branco que minha mãe registrou. À minha direita, a morena é Ana Regina. Em frente a ela, de branco, Maria José Vasconcellos de Souza, que foi quem me convidou para este encontro, ontem à noite. A penúltima mulher na fila da esquerda se chama Léa. Eu não a conhecia, mas ela disse se "se achou" em uma das velhas fotos. Poucos foram meus colegas, mas logo fomos descobrindo professoras e amigos em comum para relembrar. E a partir de agora poderemos ir agregando mais gente a esta confraria. Bendita Internet que possibilita esses reencontros cheios de lembranças e saudades.

terça-feira, dezembro 15, 2015

Lançamento de livro sobre os Secos e Molhados

Hoje tem lançamento do livro "O Doce & o Amargo dos Secos & Molhados", de Vinícius Rangel Bertho da Silva, em São Paulo. Confiram os detalhes na imagem acima. Era natural que Vinícius viesse a publicar uma biografia do grupo, depois da excelente tese que havia feito sobre o tema. E fiquei honrado ao saber que ele tomou conhecimento da existência dos Secos por uma matéria que escrevi para o International Magazine em 1999, sobre o CD da série "Dois Momentos", que relançou os dois álbuns de estúdio da formação clássica, remixados por Charles Gavin. 

P.S.: O livro pode ser encomendado no site da Editora Martins Fontes.

segunda-feira, dezembro 14, 2015

Podcast em inglês sobre álbum brasileiro do Kiss

Há alguns dias, fui alertado por meu amigo americano Chris Karam, fã do Kiss, de que a dupla que faz o podcast do site "Kisstory Science Theatre" estava tentando entrar em contato com fãs brasileiros. Imediatamente, ofereci meus préstimos. Eles queriam informações sobre o álbum duplo "O Rock de Kiss", que foi lançado em 1984 exclusivamente no Brasil. Transmiti tudo o que sabia sobre o assunto. Expliquei que era parte de uma série que também focalizou outros artistas, como Eric Clapton e Rod Stewart. Acrescentei que o lançamento de coletâneas exclusivas em álbum duplo era uma prática comum no Brasil nos anos 70 e 80 e citei o exemplo das séries "A Arte de" e "A Popularidade de". Eles disseram conhecer uma edição dupla em CD e questionaram se seria um bootleg. Respondi que sim, com certeza, pois essas compilações brasileiras que chegaram a sair em CD foram reduzidas a um único disquinho, com menos faixas. E, cá entre nós, se "O Rock de Kiss" tivesse saído em CD no Brasil, eu saberia. 

Pois bem: o podcast de Adam e Des sobre o álbum brasileiro já pode ser ouvido aqui. Eles citam meu nome e algumas das informações que lhes dei. É curioso que eu lembro quando a coletânea foi lançada - eu a vi na saudosa King's Discos, em Porto Alegre - mas não me interessei em comprá-la. Em 1984 eu já dispunha de uma renda razoável que me permitiria adquirir discos apenas para colecionar (considerando que eu já tinha todas as faixas de "O Rock de Kiss" nos LPs originais), mas dispensei esse título. Hoje me arrependo, pois virou uma raridade internacional. Os colecionadores de todo o mundo acham estranhíssima a capa - mostrando a rara formação com Mark St. John na guitarra - e mais ainda a seleção de faixas. Adam e Des gastam longos minutos analisando a escolha de cada música, qual teria sido a motivação, que outras opções ficariam melhores, mas minha opinião é de que não houve exatamente um critério. Ainda assim, eles se detêm até mesmo a fazer uma estatística de quantos vocais solo coube a cada integrante.

Uma das dúvidas que eles me colocaram foi se a coletânea Double Platinum, original de 1978, foi lançada no Brasil em vinil. Respondi que não, somente em CD, nos anos 90. Então eles concluem que a ausência desse álbum duplo pode ter sido um incentivo extra para a gravadora dar aos fãs brasileiros um lançamento como "O Rock de Kiss". Uma informação errada que eles divulgam é de que o LP Killers não teve edição brasileira. Teve e já acrescentei essa retificação na página do Kisstory Science Theatre no Facebook, inclusive comprovando com imagens. Uma suposição igualmente errônea que eles fazem é de que não muitos discos originais do Kiss tenham saído no Brasil nos anos 70. Também já fiz a correção no Facebook, já que todos foram lançados menos Double Fantasy, mas expliquei que ficavam pouquíssimo tempo em catálogo.

sábado, dezembro 12, 2015

O Centenário de Frank Sinatra

Durante a semana eu anunciei que hoje, 12 de dezembro, seria o aniversário de um "sujeito especial e talentoso". Obviamente eu estava me referindo a Frank Sinatra! Este é o ano em que se comemora o centenário do inesquecível cantor. E as celebrações no mundo inteiro começaram cedo. Em 4 de março, no Lincoln Center, em Nova York, estreou a exposição "Sinatra: An American Icon", com duração prevista para seis meses. O documentário "Sinatra: All or Nothing at All" foi exibido na HBO americana nos dias 5 e 6 de abril e hoje já está disponível em DVD e Blu-ray, com duração de quatro horas. A coletânea "A Voice on Air (1935-1955)", com quatro CDs, inclui diversas gravações do cantor para o rádio, incluindo sua primeiríssima participação como parte do quarteto The Hoboken Four (Hoboken, em Nova Jérsei, é sua cidade natal). Várias biografias e livros sobre Sinatra estão sendo lançados ou relançados em edições revistas e atualizadas.

Não sou expert em Sinatra. Faz menos de cinco anos que comecei a me interessar por ele. Não está nos meus planos adquirir todos os seus álbuns, pois são muitos. Mas já tenho um material razoável. Seria uma árdua tarefa sintetizar toda a sua carreira neste Blog - e nem tenho conhecimento para tal - , então optei por enumerar algumas curiosidades, sem pretensão de esgotar o tema. 

- Frank Sinatra começou como crooner da Orquestra de Harry James em 1939. Em 1940, já estava com a Orquestra de Tommy Dorsey. Em 1943, participou de sua primeira sessão de gravação na Columbia Records, já como solista. - Nos anos 40, Sinatra era cantor de um programa de rádio intitulado "Your Hit Parade", que apresentava sucessos da parada. Quando o tema do "Pica-Pau" chegou ao primeiro lugar, o grande intérprete foi obrigado a cantá-lo, com "he-he-heee-he" e tudo!
- No tempo do 78 RPM, sinfonias e peças eruditas em geral tinham que ser lançadas em vários discos, agrupados em "álbuns" - daí a origem do termo futuramente usado para LPs e outros formatos incluindo várias músicas. Frank Sinatra foi possivelmente o primeiro a lançar um "álbum" no universo da música popular. The Voice of Frank Sinatra saiu em 1946 e continha quatro discos de 78 RPM, totalizando oito faixas.
- Em 1953, num momento em que sua carreira andava em baixa, Sinatra literalmente implorou para fazer um teste para o papel de Angelo Maggio no filme "A Um Passo da Eternidade", oferecendo-se para trabalhar por uma quantia irrisória. Não só foi contratado, como ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. O cinema não era novidade para o artista, mas seus papéis eram normalmente despretensiosos, como pretexto para cantar. A partir dessa conquista, Sinatra passou a ser levado mais a sério como ator. 

- Com sua popularidade revitalizada, Sinatra estreou na gravadora Capitol na mesma época. Foi lá que começou a trabalhar com arranjadores como Nelson Riddle e desenvolver o seu estilo de "swing".

- Em 1960, o cantor decidiu ter sua própria gravadora, para obter maior liberdade na escolha do seu material. E fundou a Reprise. Mas a administração de um selo se tornou um peso para ele e Sinatra acabou vendendo a Reprise para a Warner Bros Records em 1963.

- O CD Sinatra Jobim, the Complete Reprise Recordings supostamente inclui todas as sessões realizadas por Frank Sinatra e Antônio Carlos Jobim em 1967 e 1969.
- Em outubro de 1973, Frank Sinatra retornou de uma "aposentadoria" que havia anunciado em 1971. O título do LP dizia que o velho "Olhos Azuis" estava de volta. Só que o cantor nunca tivera o apelido de "Olhos Azuis". Mas a ideia deu certo e muitos acreditaram que Sinatra fosse o velho "Olhos Azuis" desde pequenininho.
- Uma das músicas hoje mais lembradas do repertório de Frank Sinatra só veio a ser gravada por ele em 1980, no álbum triplo Trilogy - Past Present Future: o tema de "New York, New York".

quarta-feira, dezembro 09, 2015

Aguardem

Sábado é o aniversário de um sujeito especial e talentoso. Se tudo der certo, farei uma postagem a respeito nesta página. Aguardem.

sábado, dezembro 05, 2015

O dia em que conheci Marília Pêra

Minha viagem ao Rio com meu irmão mais velho Júlio César, aos 10 anos, foi um dos fatos marcantes de minha infância. Ou mesmo de minha vida. Foi a primeira vez que andei de avião e saí do Rio Grande do Sul. Colorado ainda fanático (hoje nem um pouco), tive o prazer de ver meu time jogar no Maracanã contra o Botafogo, no dia 23 de outubro de 1971, um sábado. Viajei no mesmo avião dos jogadores, pela saudosa companhia aérea Sadia (depois incorporada pela Transbrasil), e fiquei no mesmo hotel deles. Depois da partida, que terminou zero a zero, pegamos carona de volta ao hotel no ônibus do time. Comprei um livro de autógrafos especialmente para essa viagem e peguei assinatura de todos os meus ídolos colorados.

Mas não só deles.

Já contei aqui sobre meu rápido encontro com Chico Anysio na chegada, no Aeroporto do Galeão. Mas houve outro acontecimento memorável nessa viagem. Meu irmão estava indo ao Rio para acertar os detalhes de uma chamada que seria gravada para a TV Gaúcha (hoje RBS TV) anunciando uma nova novela. Naquele tempo, é bom frisar, as novelas iam ao ar em Porto Alegre com meses de atraso em relação ao Rio. Vai daí que "Bandeira 2", de Dias Gomes, já tinha estreado na Cidade Maravilhosa enquanto os telespectadores da capital gaúcha não sabiam de nada.

No caso, o vídeo seria com uma atriz de quem eu já tinha ouvido falar, mas não estava certo de lembrar da fisionomia. Marília Pêra? Imediatamente me vinha à memória uma foto de um pôster que era distribuído como brinde por um álbum de figurinhas. Recordava também de uma música que estava tocando bastante no rádio e dizia: "Marília Pêra é a minha paixão". Enfim, eu, meu irmão e um colega dele, Gianoni, chegamos aos estúdios da Globo. Quando finalmente começaram a falar com uma moça, eu fiquei em dúvida: seria mesmo ela? Era muito mais bonita do que na foto que eu lembrava. Mas era, sim. No final, meu irmão me disse: "Pega rápido então o autógrafo dela." Como de praxe, ela perguntou meu nome e escreveu o que segue:
Aí eu disse "obrigado" e ela deu uma risadinha. Fiquei intrigado. Um menino gordinho de Porto Alegre agradecendo por ter ganho o autógrafo de uma atriz famosa... qual era a graça? Mas ela riu. Mal comparando, como eu já havia contado, Chico Anysio respondeu "disponha", com aquela sua inconfundível voz metálica. Casualmente, foi nessa época que o jornalista e compositor Nélson Motta conheceu Marília Pêra e se apaixonou por ela. A moça estava realmente em ótima fase. Esse encontro deve ter sido no dia 23 (sábado, a mesma data do jogo).
Antes de irmos embora, assistimos a um ensaio de uma cena da novela. O cenário era este aí da foto. Segundo informação que encontrei na pesquisa, Garrincha deu umas dicas a Osmar Prado, que fazia o papel do jogador Mingo. (No final do ano, Garrincha seria contratado para jogar em 1972 pelo Olaria, o time de Mingo na novela.) No ensaio que vimos, Osmar contracenava com Paulo Gonçalves, no papel de seu pai e ex-jogador Neneco. O pai tentava incentivar o filho a se esforçar para ser um craque como Ademir Menezes, do Vasco. E gesticulava para a foto na parede. "Olha aí! Eu e o Ademir!" Depois do desfecho de um diálogo tenso, em que Mingo sai de cena com sua bicicleta, Neneco olha para a foto e diz: "Ademir Menezes..." O diretor contou: um, dois, três, quatro, cinco. E o ator repetiu: "Ademir..." Se já tenho (ou pelo menos tinha) boa memória ao natural, imaginem com essa encenação sendo repetida várias vezes na minha frente, como aconteceu. Pena que acabei não vendo a cena quando foi ao ar.

Depois disso, é claro que aprendi de uma vez por todas quem era Marília Pêra, Além de atriz, era também ótima cantora. Envelheceu com dignidade, sempre bonita e carismática. Faleceu hoje, aos 72 anos, de câncer.

Esta era a música que tocava no rádio e citava Marília Pêra em 1971 (e não 1972, como informado no vídeo):

quarta-feira, dezembro 02, 2015

Minha irmã na Praça

Que minha irmã Beatriz Pacheco tinha aparecido em página inteira ontem, na Zero Hora, eu já sabia. Mas eu não tinha conhecimento de que o mesmo anúncio da campanha de prevenção da AIDS estava também exposto na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. Agradeço ao colega blogueiro José Alfredo, de Novas Voltas em Torno do Umbigo (e outros blogs que ele comanda), pela foto enviada.

terça-feira, dezembro 01, 2015

Poemoda focaliza a MPB de 1973

Transcrevo abaixo o texto de divulgação do programa Poemoda que irá ao ar nesta quarta-feira:

Em POEMODA, nas próximas duas semanas, um repertório selecionado, apresentado e comentado pelo nosso convidado especial, Iso Fischer, com base no livro “1973 - O ANO QUE REINVENTOU A MPB”, organizado pelo jornalista e produtor Célio Albuquerque. O livro aborda cinquenta LPs lançados no ano de 1973 comentados por cinquenta convidados, entre jornalistas, artistas e notáveis, contribuindo com seus pontos de vista e percepções particulares. O recorte foi selecionado pelo Iso, obedecendo estritamente o critério do seu abalizado gosto pessoal. Para costurar o repertório, ele escolheu trechos de ensaios do livro, escritos por Washington Santos, Luiz Maciel, Ricardo Moreira, Dácio Malta, Sílvio Essinger, Emílio Pacheco, Nilton Pavin e Silvio Atanes. 

Neste primeiro programa - “Os resistentes, os transgressores” - destacaremos músicas de: Caetano Veloso, Chico Buarque, Edu Lobo, Fredera, Gerson Conrad, Gilberto Gil, Gonzaguinha, João Ricardo, Luhli, Márcio Borges, Mário Tavares, Nelson Ângelo, Raul Seixas, Robertinho Silva, Ruy Guerra, Secos & Molhados, Sérgio Sampaio, Som Imaginário, Souzândrade, Tavito, Vinícius de Moraes, Wagner Tiso.
Participação de Ana Clara Fischer na locução.

Ouça "Poemoda, a canção em verso e prosa" na quarta-feira, às nove da noite!

+ info: https://www.facebook.com/oanoquereinventouampb

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"Poemoda, a canção em verso e prosa"
um programa de Etel Frota e Alan Romero.
trabalhos técnicos de Abílio Henrique


É-Paraná
todas as quartas-feiras, às 9 da noite
reprise aos domingos, à meia-noite

grade semanal de apresentação:

- Em CURITIBA: FM 97.1

- Quartas-feiras, 21h
- Domingos, 24h


- Na INTERNET:

eParaná:
http://www.e-parana.pr.gov.br/modules/programacao/radiofm_ao_vivo.php
ou http://goo.gl/goRK6T

- Em PORTUGAL:

Rádio Zero

- Sextas-feiras, 18,03h
- Segundas-feiras, 08,03h 


http://www.radiozero.pt/ http://janelaurbana.com/radio/
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ARQUIVO DE PROGRAMAS http://www.4shared.com/folder/FHjG5Dqz/_online.html
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Chat no grupo "Poemoda - ouvintes online!"
todas as quartas-feiras, às 21h
https://www.facebook.com/groups/poemoda