sexta-feira, fevereiro 15, 2019

Canto Livre no Teatro da AMRIGS

Esta é a terceira postagem que faço aqui no Blog sobre o Canto Livre desde que o grupo estreou sua nova formação em 2018. Das três apresentações a que assisti, esta de hoje, no Teatro da Amrigs, foi a que melhor se resolveu nos aspectos visuais e musicais. A acústica do local é perfeita e a experiência de ver o show confortavelmente sentado, com total visibilidade do palco, fez toda a diferença. 
E o Canto Livre merece uma vitrine assim. Raramente um conjunto retorna de um recesso com tanta garra e qualidade. Eles não estão aí para agradar aos velhos fãs, somente, mas para conquistar novos. Fora isso, o repertório não foi muito diferente do apresentado no Sgt. Pepper's no ano passado, mas aqui num local bem mais apropriado. Arrisco dizer que o conjunto está em sua melhor fase e seria uma pena que esse trabalho não fosse registrado em CD, quem sabe até em DVD. Avante, Canto Livre!

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Canto Livre em nova fase
Canto Livre surpreendendo

quarta-feira, fevereiro 13, 2019

Os 40 anos de "Som Grande do Sul"

A ideia de reunir os participantes do LP "Som Grande do Sul" em 1978 foi um absoluto sucesso. Com o teatro Bruno Kiefer cheio, os cinco grupos apresentaram as músicas do disco, ontem à noite, a partir das 20 horas. Alguns membros tocaram com mais de um conjunto, substituindo ex-integrantes já falecidos. 
Dois músicos são também humoristas e atuaram como mestres de cerimônias: Paulo Silva, o Bombachudo, do Grupo Folk, e Jair Kobe, o Guri de Uruguaiana, do Grupo Rebenque. Segundo eles, a ordem de apresentação seria: "primeiro os sem cabelo, depois os com barriga e, por fim, os sem memória", para garantir que eventuais falhas ficassem para o final. Não foi bem assim que aconteceu, mas valeu a piada.
Cordas e Rimas: Paulo de Campos, Zé Caradípia e Rui Morselli.
Fruto da Época: Carlos Dutra, Tinho dos Santos e, em participação especial, Nico Gonzales.
Grupo Folk, aqui com dois integrantes da formação original: o cantor Victor Hugo (o terceiro da esquerda para a direita) e Paulo Silva (o quarto). Na percussão, à esquerda, está Chicão Dornelles, que tocou com todos praticamente o show inteiro. E o "guri" ao violão é o convidado Lucas Jaeger.
O produtor do LP, Ayrton dos Anjos, também conhecido como Patineti, foi chamado ao palco para relembrar os fatos que levaram à gravação do disco. Tudo começou com uma sugestão do saudoso crítico Osvil Lopes, da Folha da Tarde. 
Grupo Rebenque: Pedro Guisso (em participação especial), Jair Kobe, Vicente Lehmann, Calique Ludwig e Jairo Kobe. Com exceção de Vicente, todos vieram a fazer parte do Canto Livre. 
Grupo Tempero, aqui complementado por participações especiais: Nico Gonzales, Carlos Dutra, Fátima Gimenez, Zé Caradípia e Tinho dos Santos.
Final coletivo com apresentação das músicas mais conhecidas de dois participantes. Primeiro, "Asa Morena", de Zé Caradípia, sucesso na voz de Zizi Possi.
Por fim, "Vida", de Calique Ludwig e Ricardo Garay, mensagem tantas vezes veiculada pela RBS TV. Infelizmente, o "Som Grande do Sul" não está disponível nas plataformas digitais. Não seria má ideia um relançamento em CD, como foi feito em 2001 com o "Paralelo 30", também de 1978. Poderiam inclusive realizar um projeto semelhante àquele, no caso, um álbum duplo incluindo gravações originais e atuais. Está dada a sugestão.

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Filmes, projetores, livro e show

Os fãs de David Bowie estão indignadíssimos porque o filho do cantor, Duncan, negou seu aval para um filme que será realizado sobre a vida do músico. Isso significa que as músicas não poderão ser usadas. Nesta hora, acho que pesa o fator competitivo que existe entre alguns admiradores. "Se Freddie Mercury teve uma cinebiografia, queremos Bowie, também!" Mas Duncan tem plena consciência da lenda que era seu pai, além de ser diretor de cinema. Deve ter farejado que a produção que se avizinha não fará jus à memória de seu genitor. Entendo o lado dele. E não esquento a cabeça com isso. Quero ver documentários, quero ouvir gravações inéditas, quero ver shows em filme e vídeo que estão guardados a sete chaves há décadas. Cinebiografia não me faz falta. Ainda mais se for para reescrever totalmente a história do biografado, como fez "Bohemian Rhapsody".
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Muitas tralhas da minha mudança ainda estão amontoadas no segundo quarto, mas não me esqueci delas. Em especial, quero retomar minha coleção de projetores e filmes (que já comentei aqui). Infelizmente, a haste de meu projetor 16mm quebrou ainda na penúltima mudança. Encontrei outro por preço razoável no Mercado Livre e encomendei. Busquei na semana passada. Nossa! Eu não lembrava como aquilo pesa! Tive que chamar um táxi para me buscar na porta do correio (já que mandei entregar na caixa postal)! É da mesma marca do meu anterior, mas tem apenas som óptico - o outro tem também som magnético. E este veio sem alto-falante. Mas já percebi que a haste (removível) encaixa no outro, então foi uma ótima compra de qualquer maneira. Tenho verdadeiras relíquias em 16mm, em especial um filme de telejornal de 1976 que ainda quero converter para vídeo. Se conseguir colocar aquilo no YouTube, será um estrondo. Mas uma coisa de cada vez. 
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Mal posso esperar para ler a biografia do guitarrista gaúcho Augustinho Licks, "Contrapontos", escrita pelos jornalistas Fabrício Mazocco e Sílvia Remaso. O músico deu total apoio ao projeto, inclusive autografando alguns pôsteres que serão incluídos como brindes para quem adquirir o livro em pré-venda até 28 de fevereiro (mais detalhes aqui). Augusto tocou com Nei Lisboa até 1987, quando foi convidado a entrar para os Engenheiros do Hawaii, compondo o que muitos consideram a melhor formação da banda. Mas em 1993 ele saiu em termos nada amigáveis. Essa história já foi contada por Alexandre Lucchese em sua obra "Infinita Highway" (que resenhei aqui), mas desta vez conheceremos a versão do próprio Augusto, que finalmente quebrará o silêncio sobre o assunto. Aguardemos.
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Transcrevo aqui o release que me foi enviado pelo músico Paulo de Campos, que aparece na foto acima ao centro, de camisa branca:

Convidamos para o show de comemoração dos quarenta anos de lançamento do LP “Som Grande do Sul” produzido por Ayrton dos Anjos para Discos Continental/Gravações Elétricas S.A., com a participação dos grupos Cordas & Rimas (Zé Caradípia, Zê Azemar, Rui Morselli e Paulo de Campos); Folk (Victor Hugo e Paulo Bombachudo); Fruto da Época (Tinho dos Santos, Victor Sains); Rebenque (Calique Ludwig, Jairo e Jair Kobe, Pedro Guisso e Vicente Lehmann); Tempero (Fátima Gimenez, Carlos Dutra, Nicomedes Gonzales e Chicão Dornelles); na terça-feira, dia 12 de fevereiro, às 20 horas no Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mário Quintana, Rua dos Andradas, 736 Porto Alegre/RS.

A iniciativa do show comemorativo é da Central Rima de Produções Culturais e Arte-Educação e conta com a divulgação e apoio institucional da Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul através do Projeto Acervo IGTF e do Instituto Estadual de Música, Blimdom, Plan. e Proj. Cult. Ltda, e Abramus - Associação Brasileira de Música e Artes.

Certos de sua presença, agradecemos.

“Os 40 do Som”

Isso vai valer a pena ver, com certeza! Espero poder estar lá e fazer uma cobertura bem legal para o Blog.

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

O calor de sempre

Eu ia escrever sobre o calor de Porto Alegre no verão, mas já disse tudo a respeito em 2006. Leiam aqui, pois está tudo igual.