terça-feira, maio 19, 2026

Kindle: fim de um ciclo

 
A partir de amanhã, a Amazon americana não dará mais suporte ao aparelho Kindle que comprei em 2012. Estranhamente, não recebi nenhum aviso semelhante da Amazon brasileira. Eu tenho conta nas duas usando e-mails diferentes. E disponho de outro aparelho Kindle, de modelo diverso, para uso com a Amazon.br. Mas a maioria de meus títulos é da americana. E é a conta dela que uso no Kindle for PC e também no smartphone. Além disso, gosto mais do aparelho antigo, que funciona com e-ink, sem luz própria, e é comandado por botões externos e não pela própria tela. Acho mais prático.
Estava relendo as primeiras vezes em que mencionei Kindle aqui no Blog. É curioso como, a princípio, eu pensava em usar e-books em acréscimo, não em substituição, aos livros físicos. Mas acabei percebendo que, nos casos de livros realmente de texto e não de fotos, não havia por que mantê-los em duplicidade. E com a dificuldade que tive de transportar minha biblioteca na mudança, em janeiro de 2013, fiquei mais fã ainda do livro eletrônico. Recebe-se o livro na hora da compra e começa-se a lê-lo imediatamente, caso se deseje. 
Mas, a partir de amanhã, o meu e-reader original não aceitará mais livros novos. Poderei ler nele os que já baixei. Sabendo disso, decidi verificar que títulos estavam instalados, quais eu quereria manter, quais excluir e quais baixar do site enquanto ainda dava tempo.
Num primeiro momento, achei que estava tudo perdido. É normal o aparelho Kindle descarregar sozinho, sem uso. Mas conectei-o na tomada e, mesmo quando a luz verde indicou carga completa, continuei enxergando uma tela totalmente branca. Aí lembrei que isso já tinha acontecido antes e consegui resolver. Fui verificar num diálogo com uma amiga como tinha sido a solução. Basta pressionar o botão liga/desliga por um minuto ou mais e depois soltá-lo. Aí o dispositivo volta a funcionar.
Para aumentar o espaço de armazenamento, excluí dicionários (que só uso praticamente no computador) e títulos que eu tinha também em audiobook. Instalei o maior número possível de livros que não tivesse lido ainda. O total deu - pasmem - 393! A biblioteca Kindle inteira já está em 877! Não me perguntem se terei tempo de ler tudo ainda nesta vida. Isso nunca se pergunta para uma pessoa que gosta de livros. A gente compra pensando em ler. Todos. 
Citei o computador. Antes mesmo de ter o aparelho, eu já tinha instalado o Kindle for PC para fazer minhas leituras no desktop. Pode-se ler também na nuvem, no site da Amazon. Ou no smartphone. E escolher o tamanho da letra. Isso é maravilhoso. Eu já fui adepto daquele discurso de que "livro tem que ser em papel, para a gente folhear, sentir o cheiro, colocar na prateleira..." Agora, não mais. O importante é poder ler da melhor forma possível.
Uma questão delicada é: como deixar minha biblioteca Kindle de herança? A melhor forma é repassando minha conta e senha da Amazon. Espero que isso seja possível. O meu aparelho Kindle, a partir de amanhã, ficará engessado somente com os livros que já estão lá. Esse pode ser deixado a eventuais herdeiros. Ou talvez daqui a uns trinta anos apareça um anúncio no Mercado Livre: "Aparelho Kindle fora de linha com 393 livros instalados. Não aceita livros novos nem permite exportação dos que já estão nele". Se ainda funcionar. 
Por fim, no momento, não pretendo comprar outro Kindle para substituí-lo. Por enquanto, para e-books que eu adquirir daqui para a frente da Amazon americana, usarei o smartphone e o computador. Mais tarde, quem sabe? Mas é uma pena que não fabriquem mais modelos como o antigo, sem luz própria e operado por botões externos. Nos atuais, dá pra reduzir a luminosidade ao máximo, mas fica muito escuro.

sábado, maio 09, 2026

Tasso Bangel (1931-2026)

Faleceu hoje uma lenda da música do Rio Grande do Sul: Tasso Bangel, fundador do Conjunto Farroupilha. Ele fez trabalhos fora do conjunto, também, e acima estão alguns deles. A foto abaixo é do dia 24 de março de 2013: Tasso apresentando a sua Camerata Pampeana no Parcão, em Porto Alegre. Há tempos eu digo que o Conjunto Farroupilha merecia uma biografia e conheço várias pessoas com condições de escrevê-la. 

sexta-feira, maio 08, 2026

Luiz Sérgio Carlini (1952-2026)


Faleceu ontem o guitarrista Luiz Sérgio Carlini, do Tutti Frutti. A foto acima foi tirada há exatos 28 anos, no dia 8 de maio de 1998, também uma sexta-feira, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre, no show coletivo "Heróis do Rock". Da esquerda para a direita: Deborah do Made in Brazil, Fughetti do Bixo da Seda e Carlini. Com a partida deste, os três se reencontram no outro plano. 

domingo, maio 03, 2026

Buscando o empate

Faz tempo que não acompanho futebol, mas hoje eu estava com meu filho na casa dele enquanto a TV mostrava o clássico Flamengo e Vasco. O jogo estava 2 a 0 para o Flamengo quando, na segunda metade, faltando seis minutos para o fim do tempo regulamentar, o Vasco conseguiu descontar. Aí, me interessei pelo jogo. Resolvi torcer para que o time alvinegro fizesse mais um e empatasse a partida. Pois isso aconteceu, pasmem, no sétimo e último minuto da prorrogação. E com um gol de rara feitura: Hugo Moura cabeceou para baixo, a bola quicou no gramado e rumou para o fundo da rede. 

Não que isto seja surpresa, mas a postura das torcidas ao final confirmou o que eu sempre pensei, desde a infância, nos meus tempos de colorado fanático: num empate com gols, o time que consegue igualar o placar fica com sensação de vitória. Flamengo e Vasco fizeram o mesmo número de gols, não houve vencedor ou vencido, mas a torcida que comemorava efusivamente ao final, agitando suas bandeiras, era a do Vasco. 

Uma curiosidade é que, em 1974, foi o Vasco que cedeu o empate após estar vencendo por 2 a 0, justamente para o meu time, o Internacional. Para o Colorado, aquele jogo não valia nada, mas o Vasco sairia dali Campeão Brasileiro, se vencesse. E ainda assim, por amor à camiseta, o time rubro igualou o escore e adiou o título dos cariocas.