quinta-feira, abril 30, 2009

Bom dia

Sou só eu que sinto vontade de acordar cedo quando não precisa, depois fico com sono quando não posso mais dormir?

sábado, abril 25, 2009

Problemas no e-mail

Não se pode elogiar muito. Quem acompanha assiduamente este blog deve lembrar dos elogios que fiz a meu provedor de e-mail. Que é o mesmo desde que entrei para a Internet em 1996 e sempre funcionou bem.

Até agora.

Faz duas semanas que foram implementados novos recursos no webmail (página para ler os e-mails na própria web, em qualquer computador). Desde então, já confirmei três e-mails não recebidos. Um deles é de um veterano ligado à música na Inglaterra, cujo e-mail consegui localizar e enviei uma proposta de entrevista. Fiquei aqui na torcida. Já estava desistindo quando hoje, com a maior cara de tacho, leio uma mensagem perguntando se recebi a resposta que ele me enviou, já que não me manifestei. Escrevi de novo, explicando a situação e pedindo desculpas. E depois não queremos que os estrangeiros pensem que vivemos num país atrasado, em que nada funciona direito. "Eles têm uma ideia errada do Brasil."

O prejuízo que as falhas de e-mail podem causar em termos de credibilidade é descomunal. Os dois lados se sentem ignorados, um achando que o outro não teve sequer a consideração de dar uma resposta. Aí eu fico pensando que, se um iluminado não tivesse tido a ideia de mexer no que estava funcionando bem (as famosas "melhoras não solicitadas"), nada disso teria acontecido. Mas não, alguém tinha que mudar por mudar, só para encher a tela do webmail de babados inúteis. Realmente, ficou mais bonito. Tá certo que agora os e-mails nem sempre chegam, mas isso é só um detalhe. Importante é que ganhamos menus dinâmicos, cópias de mensagens enviadas e destaque nas mensagens já lidas. As não lidas aparecem com títulos tão apagados que ficam ilegíveis para mim, sem óculos.

O rapaz do atendimento confirmou o problema e disse que eles estão trabalhando para resolver a situação. E as mensagens não recebidas ainda podem chegar. Ah, bom. E eu aqui, reclamando. Eu sou muito intolerante, mesmo.

À Flor da Pele

Ao digitalizar o especial de Nei Lisboa que postei abaixo, encontrei esta outra relíquia: o comercial do LP "À Flor da Pele", de Ney Matogrosso e Raphael Rabello, com um minuto de duração (o dobro do tempo usual). Aliás, tenho vários comerciais de LPs no meu acervo. Esse aí, casualmente, estava sendo lançado somente "em discos e fitas", mas alguns eram anunciados "em LP, cassete e compact disc". O CD ainda era visto como um formato novo e secundário e nem tudo era lançado em "disco laser", como alguns o chamavam.

Os Elefantes Não Esquecem

Não lembro a data certa, mas pela referência na apresentação, este especial da RBS deve ter ido ao ar no final de 1991 ou começo de 1992. Nei Lisboa tinha quatro LPs lançados. O mais recente era o "Hein", de 1988. Os músicos que o acompanham são Paulinho Supekóvia na guitarra, Éverson Vargas no baixo e teclado e Mano Gomes na bateria. Participações especiais de Antônio Carlos Falcão, Boina e Mutuca. Divirtam-se!












quarta-feira, abril 22, 2009

Limites tácitos

Limites fazem parte de nosso cotidiano. Temos que observá-los em tudo o que fazemos. No entanto, nem todos estão definidos em leis ou normas escritas. Existem também limites tácitos. Esses não se expressam em números exatos. Dependem do bom senso e da percepção de cada um. Quando alguém começa a ultrapassar esses limites tácitos, termina por sofrer algum tipo de consequência.

O primeiro exemplo que vou citar fica prejudicado para mim, pois já disse várias vezes que não gosto de emprestar nada, sejam livros, CDs, DVDs ou o que for. Se isso é ser egoísta, então eu sou. Mas há pessoas que emprestam sem problemas. No entanto, mesmo esses indivíduos mais desprendidos começam a sentir um certo desconforto diante de um pidão contumaz, aquele que faz do patrimônio dos amigos uma extensão do seu. Ou seja: ele está ultrapassando um limite tácito.

Outro caso é o das pessoas que pedem ajuda. Muitas vezes já revisei textos por solicitação de gente conhecida. Também é comum me pedirem dicas de inglês ou português. Caronas que não alteram drasticamente o trajeto, um favor especial em casos de emergência, tudo isso é válido. Mas se alguém passa a querer ajuda para tudo, a todo o momento e em qualquer situação, mostra-se um sujeito dependente, que não assume seus fardos. Sempre precisa de outro para agir por ele.

Haveria vários outros exemplos, mas vou citar só mais um: todos nós, em algum momento, podemos entrar em crise e precisar de um ombro amigo. Feliz de quem nunca passou por um instante de angústia, de desespero, de sentir o mundo desabar. Nessas horas, é normal que queiramos um "colinho de mãe", um afago, uma palavra de conforto ou simplesmente um abraço. Mas se uma pessoa vive de baixo astral por um motivo ou outro ou se "desmorona" diante de um mínimo revés, torna-se um depressivo crônico. Pode até ser um problema clínico que precisa ser tratado, mas não se pode descartar a hipótese de simples desânimo e falta de ação para enfrentar adversidades. Gente assim está sempre chorando e se lamentando.

Pessoas como essas, que ultrapassam rotineiramente os limites tácitos, acabam sofrendo quando percebem que os outros se afastam. Quem convive com esses abusados reincidentes passa a criar barreiras para se resguardar. E assim, o pidão contumaz começa ouvir "não" para pedidos em que outros ouviriam "sim". O solicitante de ajuda não a recebe mesmo em situações que seriam compreensíveis, pois já ficou marcado. A pessoa depressiva não obtém apoio nem mesmo em situações de crise real, pois os amigos já não levam suas queixas a sério. É o preço que se paga por estar constantemente ultrapassando e desconhecendo os limites tácitos. As portas se fecham, os rostos se viram e os ouvidos ignoram. É preciso exercitar uma postura equilibrada para que as pequenas liberdades só sejam tomadas na hora certa e tenham a acolhida esperada.

segunda-feira, abril 20, 2009

Deborah do Made

Remexendo em meu baú de fotos na semana passada, encontrei mais esta relíquia. Esta imagem é da noite de 8 de maio de 1998, uma sexta-feira, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre. O show "Heróis do Rock" reuniu Tutti Frutti, Made in Brazil e Bixo da Seda, além de uma canja não anunciada de João Ricardo, dos Secos e Molhados. No fim, as três bandas se juntaram no palco para um "grand finale". Acima aparecem, da esquerda para a direita, Deborah Carvalho do Made, Fughetti Luz do Bixo da Seda, Luis Sérgio Carlini do Tutti Frutti e, de chapéu, meio escondido, Oswaldo Vecchione do Made. Como se sabe, Déborah faleceu no começo do ano. Ela estava com ótimo astral nesse show, inclusive invadindo a apresentação de João Ricardo para cantar junto com ele em "Fala". Conversei com ela por telefone há alguns anos, quando comprei um DVD dessa apresentação que era anunciado no site do Made. Simpaticíssima. Muita força para Oswaldo (marido), para a família e amigos da cantora.

quarta-feira, abril 15, 2009

Há dez anos, Kiss em Porto Alegre

Enquanto os paulistas e cariocas ainda não esgotaram seus comentários sobre as apresentações do Kiss na semana passada, a nós, de Porto Alegre, resta a lembrança de exatos dez anos atrás. No dia 15 de abril de 1999, o lendário e polêmico grupo mascarado se apresentou no Hipódromo do Cristal, com abertura da banda alemã Rammstein. Era um momento curioso da carreira do Kiss: em 1996 eles haviam colocado em prática um antigo plano de trazer de volta a formação original com maquiagem e tudo. O que era para ter sido um projeto temporário acabou virando definitivo. Além de resgatar o repertório do período 1974-1979, Gene Simmons, Paul Stanley (os que participaram de todos os discos), Ace Frehley e Peter Criss (os dois que voltaram, os chamados "bad boys" do Kiss) acabaram por lançar um CD de inéditas em 1998, "Psycho Circus". Então a turnê era para promover o disco novo e relembrar os antigos sucessos. Mas, naquele show, não havia a menor chance de eles cantarem qualquer música que não tivesse sido originalmente lançada pela formação acima. Faixas gravadas entre 1981 e 1997 estavam fora de cogitação, mas nem todos perceberam isso. O público pedia "I Love it Loud" enquanto as rádios tocavam "Forever". A Atlântida FM até escolheu "We Are One", do novo CD, para incluir na programação, mas foi um erro de cálculo: era uma composição atípica de Gene Simmons, num estilo meio Tears for Fears, que não estava sendo apresentada nos shows. Isso poderia ter sido verificado nos set lists divulgados na Internet.

Eu fui com credencial, cobrindo o show para o International Magazine. Achei melhor ir de táxi e fiz bem, pois ao chegar na Avenida Diário de Notícias, o trânsito se arrastava. Desci ali mesmo e segui a pé até a entrada. Vi um ônibus cheio de fãs que me lembrou torcedores em dia de futebol. A euforia era a mesma.
Antes do show, conversei com um fã de Sorocaba, Augusto, que tinha conseguido credencial através de um fã-clube. Ele me apresentou uma moça que estava do lado de dentro da área reservada e se dizia "a namorada brasileira de Gene Simmons". Lembro o nome dela, mas não vou citar sem autorização. Avistei também o crítico Juarez Fonseca, que trabalhou na Zero Hora nos anos 70 e boa parte dos 80, e aproveitei para perguntar por onde andava. Na verdade eu já tinha ouvido falar que ele escrevia para o NH de Novo Hamburgo, mas eu realmente não lia o jornal. Depois um americano nos passou instruções sobre como deveríamos tirar as fotos. Como é usual, ficaríamos em frente ao palco durante as duas primeiras músicas. Depois sairíamos dali e não seria mais permitido fotografar.

No show de abertura, fiquei bem impressionado com o Rammstein. Como escrevi na minha matéria para o IM, "a quantidade de fogo que a banda alemã usa no palco faz a tocha de Gene Simmons parecer um palito de fósforo". Fiquei feliz de não estar bem na frente quando um bloco de fumaça invadiu a plateia. Mas virei fã do grupo e tratei de comprar o DVD "Live Aus Berlin" na primeira oportunidade.

Quando o show do Kiss teve início, o acesso dos fotógrafos à frente do palco foi atrasado porque um dos jornalistas começou a gravar em vídeo sem autorização. A produção ficou pedindo que ele entregasse a fita. Não sei como o assunto se resolveu, mas finalmente fomos levados até o local. Já fazia alguns segundos que o grupo estava tocando a primeira música, "Psycho Circus". Ver meus ídolos de adolescência bem de perto foi uma sensação curiosa. O rosto de Gene Simmons maquiado parece de plástico e sua roupa metálica tem um brilho imponente. Ele pode não ser o melhor cantor ou compositor da banda, mas visualmente, é o que mais chama a atenção. Ele e Paul Stanley vinham à beira do palco e posavam longamente para as lentes, como vocês podem ver aqui (ao contrário do que muitas vezes acontece em shows de artistas internacionais, os fotógrafos não precisaram assinar documento nenhum comprometendo-se a não usar as imagens de outra forma que não para publicação nos veículos que os credenciaram). Ace Frehley ficava mais na dele e Peter Criss praticamente sumia por trás da bateria.
Depois de "Shout it Out Loud", saímos dali e fomos assistir ao show no meio do público. Com exceção dos efeitos de terceira dimensão nos telões, que eram visualizados com óculos que recebemos na entrada (tenho o meu guardado até hoje), o show era exatamente o mesmo que o Kiss fazia em 1977. Para quem já conhecia os vídeos "Kiss Exposed", "X-treme Close-Up", "Kiss Konfidendial" , "Kiss My A**" e o documentário da volta, "Second Coming", não houve surpresas. Hoje circula um vídeo de péssima qualidade que foi gravado por um fã em Porto Alegre sem que os seguranças vissem. Vale como recordação, mas não como entretenimento.

Ao final, eu, o Augusto (o fã que citei acima) e os amigos dele do fã-clube fomos tentar conseguir uma palheta de souvenir. Um rapaz da produção local nos trouxe uma para cada um com o nome de Ace Frehley gravado:
 
Já uma moça da produção americana foi presenteada com uma camiseta do fã-clube. Vimos também um dos roadies americanos ser socorrido após uma barra de ferro de um dos telões ter caído sobre sua cabeça, deixando-o desacordado. Ele foi levado para o Hospital Mãe de Deus e, depois vim a saber, não se machucou muito. Conversei um pouco com Neka Machado, minha ex-professora de Famecos que foi a responsável pelo credenciamento. Ela nos contou que um dos integrantes do Kiss – pela descrição, Ace Frehley – saiu do show carregado direto para a van que os levaria para o hotel.
Na volta, vim de táxi com os amigos do Augusto, que ficariam em um hotel do centro. Eu desci antes. Ele, infelizmente, teve que voltar, pois perdeu os documentos. Mas conseguiu localizá-los. Ele me telefonou algumas vezes depois disso e mandou alguns e-mails, mas depois perdemos o contato. Antes de dormir, ainda acessei a Internet (nos velhos tempos da linha discada) e escrevi um rápido comentário do show em um fórum do Kiss em inglês de que eu participava. Um dos membros era Dale Sherman, autor dos livros "Black Diamond" e "Black Diamond II". Quando saiu minha matéria no International Magazine, ele pediu que eu lhe enviasse um exemplar. Fui deitar e acho que mal tinha pegado no sono quando fui acordado pelo barulho de uma chuva torrencial. Pensei: ainda bem que só está caindo agora. Se o show tivesse sido no dia seguinte, teríamos um frio de rachar, com um vento gelado e cortante.
O que me surpreende é que tudo isso tenha acontecido há dez anos e, para mim, foi como se tivesse sido anteontem. Dez anos é muito tempo. Dá pra fazer muita coisa. Eu até fiz algumas coisinhas, mas poderia ter feito mais.
A propósito, a formação do Kiss que veio ao Brasil na semana passada não é mais a mesma. Ace Frehley (acima e abaixo) e Peter Criss foram substituídos por Tommy Thayer e Eric Singer, respectivamente. Pelo que fiquei sabendo no Orkut, houve grandes confusões em relação aos nomes dos músicos, tanto por parte dos fãs quanto da imprensa.
Este é um legítimo Ace Frehley. Não aceite imitações.


"Shout it..."

"...shout it..."

"...shout it out looooooud..."




P.S.: Não posso deixar de contar o que aconteceu no dia em que fui buscar essas fotos no laboratório. A propósito, elas foram tiradas com uma Zenit, que não tem um fotômetro muito confiável. Por isso a qualidade das imagens está longe de ser profissional. Não me acho mau fotógrafo, mas uma máquina melhor teria ajudado bastante. Enfim, quando voltei para o meu local de trabalho, decidi impressionar a recepcionista, uma loira bem interessante. Mostrei pra ela: "Olha aqui, fotos do show do Kiss!" E ela, instantaneamente: "Ah, que legal, quem é que foi, seu filho?"
(Pano rapidíssimo...)

terça-feira, abril 14, 2009

"Non ecsiste!"

Se você recebeu um e-mail dizendo que existe numa cidade mineira um bairro com o nome de "Puta Que Pariu", fará um grande serviço aos mineiros e à verdade se simplesmente apagá-lo. É mais uma mentira que circula furiosamente pela Internet. Está tudo explicado neste site aqui.

domingo, abril 12, 2009

Fotos de Caetano e Bowie na Roundhouse

Caetano Veloso afirmou no blog dele que conheceu David Bowie em Londres em 1970, na Roundhouse, apresentado por Ralph Mace. É possível que esse encontro tenha acontecido na noite em que o fotógrafo Alécio de Andrade, da editora Bloch, registrou as imagens acima para Fatos e Fotos. A matéria assinada por Carlos Freire intitulava-se "O lugar mais louco de Londres." Caetano obviamente é citado, mas a legenda para a foto de Bowie diz apenas: "O cantor tenta impor sua voz na barulheira geral." Ele era um artista em começo de carreira para os ingleses e um desconhecido para os brasileiros. (Cliquem para ampliar.)

Caetano e Bowie

Nem os fãs de David Bowie escapam do estereótipo do "torcedor fanático e intransigente". Caetano Veloso comentou no blog dele que, em 1970, quando estava em Londres, foi apresentado a Bowie por Ralph Mace, músico que produziu discos de Caetano e Gil na Inglaterra e tocou teclados no LP "The Man Who Sold The World", de David Bowie. Ralph teria sugerido que os dois trabalhassem juntos, mas Caetano disse que não gostou do show e "não tinha vontade nenhuma de trabalhar com aquele cara". Um jornalista do Globo ainda colocou lenha na fogueira usando a afirmação de Caetano como gancho para uma matéria intitulada: "Caetano conta que esnobou parceria com Bowie nos anos 70". Pronto: lá estão os fãs de Bowie ofendendo Caetano com aquele discurso típico de "tiete ultrajada". Qual o problema de Caetano não querer uma parceria com Bowie em 1970? E o que há de "esnobação" nisso, considerando que o músico inglês ainda lutava pelo reconhecimento e tinha apenas uma música de sucesso ("Space Oddity")? Como é fácil exaltar fanático. Ninguém lê com calma, ninguém pondera. Qualquer afirmação remotamente polêmica é suficiente para fazer a turma pegar em armas. Quem me conhece sabe que nem a mãe de David Bowie era mais fã dele do que eu. Mas nem por isso perdi meu bom senso.

Sósia ou o próprio?

Este cidadão aparece no DVD "O Mundo a Seus Pés" como um ilustre desconhecido que chega ao estádio americano para assistir a uma partida do Cosmos de Pelé. Eu o achei a cara do Dino Sani.

Feliz Páscoa!

Fiquei sem Internet por todo o dia de ontem, mas ela voltou a tempo de eu desejar Feliz Páscoa aos visitantes do blog!

quarta-feira, abril 08, 2009

DVD capenga

Gostaria de agradecer sinceramente à Europa Filmes por ter decidido por mim e por todos os consumidores brasileiros que nós não iríamos nos interessar pelos extras do DVD "O Mundo a Seus Pés". O filme conta a história do New York Cosmos, onde Pelé viveu seu último grande momento como jogador. A edição original, intitulada "Once in a Life Time", traz como bônus diversos trechos de jogos de que Pelé participou, entrevistas sobre o craque e uma cena excluída sobre uma partida em que o Cosmos montou uma falsa seleção do Haiti para substituir a verdadeira. Tudo isso foi cortado do DVD nacional para dar lugar a uma totalmente dispensável versão do filme em MP4. Por essa edição capenga, mais uma vez, meu muito obrigado. Eu pretendia escrever aqui um comentário sobre o filme, mas depois dessa decepção, perdi completamente a vontade.

segunda-feira, abril 06, 2009

Livro

Só o fato de "Nara Leão, a Musa dos Trópicos", de Cássio Cavalcante, ter 686 páginas já despertou minha curiosidade. Admiro quem escreve biografias de fôlego e nossos ídolos da música merecem. E que foto fantástica! Agora vamos ver se a qualidade está coerente com a quantidade.

Novidade na Buzina do Gasômetro

A rádio virtual "Buzina do Gasômetro" traz uma excelente novidade: agora é possível ouvir os programas a qualquer hora, no período em que ficam disponíveis. É só clicar no link respectivo, que a transmissão começa do início, diretamente para o seu computador. E você também pode dar pausa, se precisar. Considerando que são programas pré-gravados de uma hora, é um recurso mais do que bem-vindo. A transmissão por demanda é o maior trunfo das rádios e TVs on-line, que de resto ainda apresentam uma série de desvantagens em relação aos sistemas convencionais.

A Buzina do Gasômetro (um trocadilho com a "Usina do Gasômetro") se intitula "A Rádio Web da Música de Porto Alegre". Recomendo o programa "Paralelo 30", de Rogério Ratner, que além de músico é também pesquisador e prepara um livro sobre a música de Porto Alegre dos anos 60 e 70. Até o dia 10, Rogério mostra os representantes gaúchos da Jovem Guarda. De 13 a 17, o tema será "Elis Regina canta os compositores gaúchos". Lembre-se: é só clicar no link e o programa começa especialmente para você, no horário que você escolheu. Aproveite para explorar o site, também, que é ótimo. Os programas são apenas algumas entre muitas opções.

sábado, abril 04, 2009

Centenário


Hoje é o centenário do Sport Clube Internacional, ou simplesmente o Internacional de Porto Alegre, como muitos o conhecem. Já há tempos eu me considero torcedor "da reserva", como eu sempre digo. Sou "convocado" quando acontecem decisões importantes. E houve várias nos últimos anos. Mas não esqueço as alegrias que o Colorado me deu em minha infância e boa parte da adolescência.

Ao contrário do que vocês talvez imaginem, o meu time do coração não é o de 1975, que foi Campeão Brasileiro pela primeira vez e é considerado o melhor de todos os tempos da história do clube (e do Brasil). Minha paixão pelo Inter foi mais forte do que nunca entre 1970 (por influência óbvia da Copa do Mundo) e 1972. Vamos ver se lembro a escalação: Gainete, Édson Madureira, Pontes, Valmir e Jorge Andrade; Carbone e Tovar; Valdomiro, Claudiomiro, Sérgio e Dorinho. E outros que já estavam no plantel e de vez em quando jogavam, ou viriam a conquistar a posição, como Schneider (goleiro), Bráulio, Hermínio, Vacaria, Didi e muitos mais. Em 1971 eu fui com meu irmão ao Rio de Janeiro e assisti ao Inter empatar sem gols com o Botafogo no Maracanã. Mas a emoção maior foi viajar no mesmo avião dos jogadores, ficar no mesmo hotel que eles e depois ainda pegar uma carona no ônibus da delegação na volta do estádio. Claudiomiro voltou conosco a Porto Alegre porque estava lesionado, mas o restante do time foi para Vitória... e encontrou a derrota. Coisas do futebol.

O Internacional é conhecido como o "clube do povo", entre outras coisas, porque, durante anos, o seu arqui-rival Grêmio não tinha negros no time. Então o Colorado surgiu para ser um clube sem discriminação de cor ou preconceito social. Hoje os tempos são outros e se encontram negros gremistas e descendentes de alemães colorados. Mas o Inter, por sua origem humilde, mantém essa tradição de identificação com todas as classes, sem elitismos.

Vivemos também numa época de "alta rotatividade" no futebol. Quando um jogador se destaca, já se sabe que, muito breve, ele estará brilhando nos gramados europeus. Então temos que desfrutar as proezas de nossos craques como uma ejaculação precoce, do tipo "foi bom enquanto durou". Menos mal que os grandes jogadores não param de surgir, um substituindo o outro rapidamente. O Brasil é o berço dos melhores do futebol e o Internacional já formou vários deles.

Eu, como torcedor, continuo "na reserva". Mas podem contar com minha torcida e pensamento positivo assim que houver outra decisão importante. Como diz o hino, "segue tua senda de vitórias, Colorado das glórias, orgulho do Brasil!"

Leiam também:

Boa viagem, Colorado!
CUMPRIU-SE A PROFECIA!

quinta-feira, abril 02, 2009

Valeu, Aroldo!

O colega blogueiro Aroldo José Marinho, de Brasília, me destacou na última edição do "Cinco perguntas", que ele publica de tempos em tempos. Para ler, é só clicar aqui.