quarta-feira, agosto 31, 2016

Pensamento da hora

Apertem os cintos, a democracia sumiu.

sexta-feira, agosto 26, 2016

Rogério Ratner concorre ao Prêmio Açorianos 2016

Foram divulgadas hoje as primeiras indicações para o Prêmio Açorianos de Música de 2016 (vejam aqui). Um dos concorrentes na categoria MPB é o CD Canções Para Leitores, de Rogério Ratner. Sei que sou suspeito, pela amizade com Rogério e por uma pequena contribuição como co-autor de uma das músicas. Mas, considerando o carinho e a dedicação com que Rogério preparou esse projeto durante dez anos, convidando cantores e letristas para participar, é uma pré-seleção mais do que merecida. Agora é torcer para que ele vença. A foto acima foi tirada por mim no dia 14 de maio, no auditório da Livraria Cultura de Porto Alegre. Da esquerda para a direita: Rogério, Rafael Brasil, Lúcia Severo, Karine Cunha, Ana Krüger, Dudu Sperb e Mônica Tomasi. Minha intenção foi fotografar os cantores, mas deveria ter incluído o músico Ciro Moreau, que produziu o CD e assumiu a parte instrumental. Aí o time estaria quase completo. Faltaria o pianista Michel Dorfman, que tocou em uma das faixas, e a cantora Adriana Marques, que infelizmente faleceu em 2009. 

Leiam também:

Rogério e convidados ao vivo
Show de lançamento do CD de Rogério Ratner (incluindo comentário sobre o CD)

segunda-feira, agosto 22, 2016

Encontro marcado com um supergrupo

Shows com mais de um artista são relativamente comuns, mas não com todos o tempo inteiro no palco. Geralmente acontece um rodízio e apenas em algumas músicas é que as diferentes formações se unem. Pois o "Encontro Marcado" de Sá & Guarabyra, 14 Bis e Flávio Venturini, sábado à noite no Araújo Vianna, foi mesmo o espetáculo de um supergrupo. Somente em "Nascente", de Flávio Venturini, é que o tecladista Vermelho saiu de cena. Em todas as outras, lá estavam, da esquerda para a direita, Guarabyra, Cláudio Venturini, Vermelho, Hely Rodrigues, Flávio Venturini, Sérgio Magrão e Sá. Flávio ganha um crédito à parte no anúncio por estar há bastante tempo em carreira solo, mas no momento em que se reúne aos ex-colegas do 14 Bis, volta a ser um deles. E Sá e Guarabyra tiveram Sérgio Magrão e Flávio Venturini em sua banda de apoio na época do primeiro LP como dupla, Nunca, de 1974.
Graças a essa mágica combinação de talentos, o público pôde ouvir algumas parcerias pela primeira vez com os autores todos juntos: "Criaturas da Noite" (Flávio Venturini e Sá), "Caçador de Mim" (Sérgio Magrão e Sá) e "Espanhola" (Flávio Venturini e Guarabyra). Sobre essa última, Guarabyra narra como compôs a letra completamente bêbado na casa de Flávio e, no outro dia, nem lembrava. (Num grupo de discussão do Yahoo ele contou que nem ele conseguia saber ao certo se estava dizendo amar a espanhola de verdade ou só para não vê-la chorar!) Flávio Venturini interpretou "Nascente" e "Noites com Sol", de sua carreira solo. Do 14 Bis foram executadas, entre outras, "Uma Velha Canção Rock and Roll", "Nova Manhã", "Natural", "Planeta Sonho" e "Linda Juventude". Da dupla Sá & Guarabyra os destaques foram "Primeira Canção da Estrada/O Pó da Estrada", "Me Faça um Favor", "Dona" e "Sobradinho". Sá disse que "Pássaro" foi gravada primeiro pelo Terço, mas errou: saiu antes com Guarabyra em carreira-solo, no lado B do compacto "Só Tem Amor Quem Tem Amor Pra Dar" (o jingle da Pepsi). Houve também uma homenagem a Zé Rodrix com "Jesus Numa Moto/Mestre Jonas".
Como já estava habituado a fazer nos shows com Guarabyra, Sá foi o mestre de cerimônias a maior parte do tempo. Do time do 14 Bis, quem mais falou foi Cláudio Venturini. Ao final da apresentação, estava à venda o CD duplo com o mesmíssimo repertório. Aproveitei para comprar. Daqui a um mês sai o DVD. Havia uma longa fila para autógrafos, mas Guarabyra, Vermelho e Hely não compareceram (segundo me confirmou Rogério Ratner). Também não fiquei para pegar as assinaturas e acabei vendo Vermelho saindo de carona num carro, no estacionamento onde eu havia deixado o meu. Na chegada ao Araújo Vianna, tinha havido um contratempo: o trecho da Oswaldo Aranha antes do auditório estava sem luz. Mas esse estacionamento, especificamente, usava gerador. Na saída, felizmente, tudo se normalizara.
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Depois do show, um rapaz desconhecido para mim me reconheceu e disse que lê este Blog. Aproveitou para recomendá-lo ao amigo que estava com ele. Além do já citado Rogério Ratner, encontrei ainda Paulo Pruss e sua esposa. Todos, inclusive o leitor desconhecido, sabiam de minha aposentadoria e disseram que agora vou poder escrever mais. Tem gente me cobrando livro. Fico feliz, mas vamos com calma. Na hora certa, os projetos acontecerão. Agradeço o estímulo.

Neblina particular

Estas fotos são do penúltimo sábado, dia 13, às 7 da manhã, mas só hoje consegui transferi-las do celular para o desktop (no notebook, não deu certo). Naquele dia, o Centro Esportivo do Menino Deus amanheceu com uma "neblina particular". Cliquem nas imagens para ampliá-las.

sábado, agosto 20, 2016

Renato e Seus Blue Caps no Bourbon Country

 Em geral, quando se vai assistir a um show de Renato e Seus Blue Caps, espera-se uma overdose de Jovem Guarda. Pois desta vez o grupo diversificou. Sim, ouviram-se as clássicas "Feche os Olhos" e "Menina Linda", guardadas para o final. E houve também um momento de covers em que foram tocadas "Festa de Arromba" e "Vem Quente Que Eu Estou Fervendo" de Erasmo Carlos e "O Bom" de Eduardo Araújo. Mas algumas surpresas estavam reservadas para o público do Bourbon Country, em Porto Alegre,
Há quem pense que Renato e Seus Blue Caps só gravavam versões. Pois eles abriram com três composições originais brasileiras: "A Primeira Lágrima", "Como Num Sonho" e "Se Você Soubesse". Em um momento posterior, Renato comentou sobre essa falsa ideia a respeito do conjunto e, como costuma fazer em todas as apresentações, cantou algumas de suas criações gravadas por outros artistas: "Devolva-me" (parceria com Lílian), "Eu Não Sabia Que Você Existia" (ambas gravadas por Leno e Lílian), "A Pobreza" (lançada por Leno) e "Não Serve Pra Mim" (do repertório de Roberto Carlos).
A primeira surpresa foi "Hotel California". Durante a introdução, imaginei que Renato tivesse composto uma letra em português, como fazia nos velhos tempos com sucessos da época. Em vez disso, o clássico dos Eagles foi interpretado pelo guitarrista em inglês! Nunca o tinha ouvido cantar nesse idioma. E o tecladista Darcy Velasquez ainda empunhou uma guitarra e encerrou a execução numa dobradinha com Renato. Mas teve mais. Antes do momento intimista das composições próprias, Renato apresentou "Smile", de Charles Chaplin. E a sequência "rock and roll" incluiu "Oh, Pretty Woman" de Roy Orbison, "Day Tripper" dos Beatles e "Satisfaction" dos Rolling Stones. Tanto quanto pude escutar, Renato tem boa pronúncia.
Chamou a atenção a sonoridade da Fender Stratocaster de Renato, a mesma que ele trouxe ao saudoso Le Club em 1986, segundo me disse ele depois, no camarim. "Garota Malvada", versão de "I Call Your Name" dos Beatles, foi prolongada por um incendiário solo da guitarra. E todas as músicas de ritmo acelerado, mesmo as mais ingênuas, ganharam o tempero roqueiro dos acordes pesados.
Na foto acima, a formação atual do grupo: Amadeu Signorelli no baixo, Gelsinho Moraes (filho do saudoso baterista Gélson) na bateria, Cid no vocal, Renato na guitarra e o gaúcho Darcy Velasquez no teclado. O último foi apresentado com bom humor por Renato, por ser de Pelotas. Cid mais uma vez foi introduzido como "membro fundador", mas em seguida Renato explicou que ele entrou para substituir Roberto Simonal (irmão de Wilson) no sax. A plateia com média etária, digamos, condizente para uma banda com 55 anos de carreira mostrou-se bastante animada, dançando e cantando com alegria. Valeu, Renato e Seus Blue Caps!
Depois, graças a uma força de meu amigo Maurício Trilha, promotor do show, uma visita no camarim. Da esquerda para a direita: Cid, Tila, eu e Renato.

sexta-feira, agosto 19, 2016

Texto meu em site

Só ontem descobri que um texto que escrevi há dez anos foi publicado em fevereiro no site "Fãs da Psicanálise".

quinta-feira, agosto 18, 2016

Sinal de vida

Fico feliz quando vejo nas estatísticas de acesso que os "de sempre" (mesmo que não saiba exatamente quem sejam, pelo menos não pelo IP) continuam vindo aqui. Garanto que este meu primeiro mês de aposentadoria não foi nada ocioso. Mas é bom poder escolher a melhor hora do dia para dar minha caminhada, pedalar em casa e até tirar uma sesta. O resto vai se ajeitando. Continuo em dívida com meus livros, mas chego lá. Sempre tem um em leitura, fora os audiobooks. E os DVDs estão saindo das gavetas, também.

Amanhã tem show de Renato e Seus Blue Caps no Bourbon Country. E sábado é a vez de uma overdose de musicalidade e talento com Sá & Guarabyra, 14 Bis e Flávio Venturini no Araújo Vianna. Já vi os três, mas em shows separados. Considerando que Venturini é ex-integrante do 14 Bis, a presença dele na mesma noite com o velho grupo promete, quem sabe, uma reunião (não quis pesquisar o roteiro do show, prefiro ser surpreendido). Só faltou convidarem Sérgio Hinds para agregarem mais uma banda ao cardápio: o Terço. Mas aí também seria querer demais. Em todo o caso, fica a sugestão.

Não estou assistindo à Olimpíada, a não ser quando tenho companhia e a TV fica ligada. Torço para que dê tudo certo. Ainda lembro da tarde em que eu estava almoçando num restaurante próximo do local de trabalho quando vi na TV, lá dentro, o momento em que o Rio de Janeiro foi anunciado como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Bom fim de semana!

sábado, agosto 13, 2016

Grosseria bilíngue

Eu sou chato. Vocês sabem que eu sou. E eu também sei. Não preciso que me digam. Feita essa ressalva, vamos ao que interessa.

Esta postagem de uma brasileira que, mesmo entendendo, recusou-se a falar inglês com um turista, está sendo bastante criticada:
Pisou na bola a moça. Existe uma diferença enorme entre alguém que se muda para um país e um turista que comparece a um evento de interesse mundial. No primeiro caso, espera-se que o imigrante estude e domine o idioma de sua nova pátria. Mas cidades turísticas, como o Rio de Janeiro, costumam estar preparadas para lidar com estrangeiros. Ainda mais durante a Olimpíada. Se a garota em questão não tivesse entendido, tudo bem. Mas compreendeu e teimou em responder em português. Uma atitude grosseira e totalmente injustificada. 

Imagino que o inglês dela seja bom o suficiente para ter prestado a informação solicitada de forma compreensível. Mas, ao relatar o incidente, ela cometeu quatro erros. Primeiro: não se diz "an information". Nem "one information", nem "informations". O substantivo "information" é incontável! O americano pode ter dito "some information", "a piece of information" ou apenas "information". Segundo: o que aquele "isn't" está fazendo no final da frase? Fica difícil até de entender o que ela quis dizer. "Né", talvez? Sei lá. Terceiro: a grafia correta é "Olympic", com "y" depois do "l". Por fim, com "you" usa-se "do", não "does", como ela escreveu.

Mas tudo bem. Feliz Dia dos Pais!

quinta-feira, agosto 11, 2016

Audiobook revela mentirinha

Estou ouvindo o audiobook "My Bass and Other Animals", de Guy Pratt, mais conhecido como o músico que assumiu o baixo nos shows do Pink Floyd com a saída de Roger Waters. Também seguiu acompanhando David Gilmour em sua carreira solo e esteve em Porto Alegre com o guitarrista para o show de 16 de dezembro do ano passado na Arena do Grêmio. É o próprio Pratt quem faz a narração, com sua dicção rápida mas clara, apesar do forte sotaque britânico. Entre muitas historinhas de bastidores, aviões e hotéis, ele conta do dia em que arrumou sua mala com antecedência, certificando-se de verificar em todos os cantos do quarto para ver se não tinha esquecido nada. Só muito depois que sua bagagem tinha sido levada pelo camareiro é que percebeu que não havia separado a roupa que iria vestir! A solução foi descer ao saguão do hotel de roupão mesmo e comprar uma camiseta, uma bermuda e um par de tênis.

De repente, de forma inesperada, ele diz que tem algo especial para quem está ouvindo o audiobook: ele confessa que esse episódio não ocorreu com ele, mas com o guitarrista Mick Ralphs, do Mott the Hoople e do Bad Company. Foi o próprio Ralphs quem lhe contou. Pratt achou interessante incluir o relato em seu livro e diz mais: quando saiu a primeira edição, muitos colegas da turnê do Pink Floyd disseram lembrar desse fato. Mas, como ele mesmo admite, "nunca aconteceu".  Já conferi a edição Kindle, que comprei em pacote casado com o audiobook, e de fato a mentirinha está lá, incólume.

Por que Pratt decidiu contar a verdade a seus "ouvintes"? Terá sido uma decisão de última hora, ao microfone? Essa curiosa revelação me fez questionar a veracidade de vários testemunhos contidos no livro. Mas não só isso: quantas obras supostamente de "não-ficção" conterão invenções em suas páginas? Angie Bowie, primeira esposa de David, publicou duas autobiografias. Em cada uma delas, perdeu a virgindade num local diferente. Kevin Mitnick, em dois de seus livros, conta como conseguiu entrar em uma empresa à noite fazendo-se passar por empregado, mas os detalhes não fecham de um relato para outro. Quase como se a história tivesse se repetido com pequenas alterações, o que não acredito ser o caso. Quem é o responsável por "enfeitar" ou mudar os acontecimentos? O protagonista ou o redator final? Moral da história: não acredite em tudo o que lê.

quarta-feira, agosto 10, 2016

Faz 50 anos

Na mais tenra infância, eu não tinha a mínima ideia de que vivíamos em anos numerados. Ou em que ano estávamos. Até que, aos cinco anos, começando no segundo semestre, ingressei no Jardim de Infância da Comunidade Evangélica. Eu nem sabia que tinha esse nome, mas ficou registrado no verso de uma foto da turma inteira que, infelizmente, se perdeu em minhas mudanças. Talvez ainda apareça. Só tenho as duas fotos que aqui estão. A de cima foi tirada por minha mãe, inaugurando uma tradição que manteve até o 3º ano de comemorar meu aniversário no último dia de aula. A foto abaixo, acho que é do mesmo negativo da que se perdeu. Enfim, todos os dias, no começo da aula, a professora (ou "tia", como queria ser chamada) nos fazia dizer em uníssono o dia do mês, o ano e o dia da semana. "Ho-je é di-a on-ze de a-gos-to de mil no-ve-cen-tos e ses-sen-ta e seis, quin-ta fei-ra!"
Aí estou eu, com mais dois colegas, rezando antes da merenda. "Papai do Céu abençoa / esta hora de alegria / a merendinha tão boa / que tu nos dás cada dia." O menino à esquerda tinha o apelido de Neco, mas não lembro o nome. A menina era chamada de Côni (ou "Connie"), mas o nome mesmo era Cornélia. Esse foi meu primeiro colégio, já que a tentativa de minha mãe comigo no Criança Alegre (na Caldas Júnior, quase esquina Riachuelo) no primeiro semestre não tinha dado certo. Senti uma certa dificuldade de entrosamento com meus colegas, mas pode ter sido porque eu entrei na metade. Uma lembrança marcante foi aprender a cantar a versão em português de "Dó Ré Mi", do filme "A Noviça Rebelde". Outra foi que, de tempos em tempos, a professora me perguntava que atividade eu queria fazer. Entre as duas opções que me oferecia, eu sempre recusava "o livro do palhaço". Se eu soubesse que livro é esse, até tentaria achar em sebos, para não deixar essa pendência. Em uma das últimas aulas a professora disse que, naquele dia, iríamos terminar as tarefas que havíamos começado e não concluído durante o ano. Eu imediatamente falei: "Nunca fiz nada do livro do palhaço!"

Exatamente neste mês, está fazendo 50 anos que comecei nesse Jardim. A escola ficava na Rua Senhor dos Passos, ao lado da Igreja Luterana. Um sobrinho meu estudou lá oito anos depois e disse que o colégio ficava "na Rua Senhor do Espaço"! Há alguns anos, estive lá para ver como estava o local. O espaço ainda existe, mas o Jardim deixou de funcionar nos anos 70.

sábado, agosto 06, 2016

Sábado

Fui deitar ontem à noite, pelos meus cálculos, antes da metade da apresentação das delegações, na abertura da Olimpíada. Mas estava bonito.
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Ontem à tarde fiz algo que há anos não fazia: preenchi vários formulários a mão. Nome, CPF, Carteira de Identidade, endereço, filiação, telefones, de tudo um pouco. O mais difícil foi escrever meu e-mail. Ainda bem que tinha levado meus óculos para pertíssimo. O Word permite que se criem formulários para preenchimento no computador, mesmo assim ainda há quem prefira o método à moda antiga. Talvez seja uma medida de segurança, para prevenir fraude. Só sei que foi bem cansativo. E ainda errei duas vezes e tive que começar tudo de novo.
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Meu audiobook do momento é "Inside Out: a Personal History of Pink Floyd", do baterista Nick Mason - o único a participar de todas as formações do Pink Floyd. Normalmente não me interesso por audiobooks em versão condensada ("abridged"), mas resolvi abrir uma exceção para este por ser narrado pelo próprio Nick. São apenas três horas e 17 minutos de gravação. Mas tenho o livro com o texto completo e com certeza a audição me motivará a finalmente lê-lo. Aliás, os próximos dias serão de resgatar todo o meu acervo Pinkfloydiano para pesquisa e recapitulação. Breve vocês saberão por que, caso se confirme minha participação em determinado evento. Aguardem.
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Minha irmã Beatriz Pacheco está eufórica: vai ser bisavó! Parabéns, Neca!
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Bom fim de semana a todos!

segunda-feira, agosto 01, 2016

Quem garante?

O Governador Sartori vai mais uma vez parcelar os salários dos servidores do Estado. Em razão disso, foi anunciada nova greve de policiais para quinta-feira, dia 4. Novamente a população está sendo aconselhada a ficar em casa nesse dia. Pois hoje leio no Clicrbs que tanto o chefe da Polícia Civil quanto o Comandante da Brigada garantiram que a segurança não será prejudicada. Que a sociedade não ficará desatendida. Acho louvável o empenho desses responsáveis por seu efetivo, mas ao mesmo tempo me pergunto: o quanto eles podem assegurar que isso acontecerá? Aí lembro de um texto que escrevi lá em 2005, chamado "Promessas terceirizadas". Cliquem aqui para ler. Até que ponto uma pessoa pode se comprometer por outra? Que garantias temos de que a promessa será cumprida, já que a palavra está sendo dada à revelia de quem terá que honrá-la? Situação complicada.