domingo, maio 03, 2026

Buscando o empate

Faz tempo que não acompanho futebol, mas hoje eu estava com meu filho na casa dele enquanto a TV mostrava o clássico Flamengo e Vasco. O jogo estava 2 a 0 para o Flamengo quando, na segunda metade, faltando seis minutos para o fim do tempo regulamentar, o Vasco conseguiu descontar. Aí, me interessei pelo jogo. Resolvi torcer para que o time alvinegro fizesse mais um e empatasse a partida. Pois isso aconteceu, pasmem, no sétimo e último minuto da prorrogação. E com um gol de rara feitura: Hugo Moura cabeceou para baixo, a bola quicou no gramado e rumou para o fundo da rede. 

Não que isto seja surpresa, mas a postura das torcidas ao final confirmou o que eu sempre pensei, desde a infância, nos meus tempos de colorado fanático: num empate com gols, o time que consegue igualar o placar fica com sensação de vitória. Flamengo e Vasco fizeram o mesmo número de gols, não houve vencedor ou vencido, mas a torcida que comemorava efusivamente ao final, agitando suas bandeiras, era a do Vasco. 

Uma curiosidade é que, em 1974, foi o Vasco que cedeu o empate após estar vencendo por 2 a 0, justamente para o meu time, o Internacional. Para o Colorado, aquele jogo não valia nada, mas o Vasco sairia dali Campeão Brasileiro, se vencesse. E ainda assim, por amor à camiseta, o time rubro igualou o escore e adiou o título dos cariocas.