quinta-feira, julho 02, 2015

Maioridade penal

Cheguei a pensar em redigir um longo comentário sobre o tema da maioridade penal, mas acho que posso resumir.

Todos são iguais perante a lei mas, na prática, somos diferentes. Algumas pessoas amadurecem mais depressa, outras tardiamente. Existem indivíduos que, por índole ou formação, desde cedo estão imbuídos de maldade e banditismo. Outros mantêm sua bondade e até uma certa inocência por toda a vida. Por isso, acredito que existam crianças, infantes, menores de 16 anos capazes de cometerem crimes e serem responsabilizados por seus atos. Como não é possível analisar caso a caso sem ferir o princípio da isonomia, escolhe-se uma idade limite que abranja uma faixa segura de imputabilidade. E ela vale para todos. Por mim, essa idade poderia ser 16 anos sem problemas. Mas, se continuar sendo 18, também não vejo motivo para revolta. O importante é que não se desvie o foco do âmago da questão, que é a prevenção e o combate ao crime. Já toquei de leve nesse assunto com outro enfoque em 2007 - leiam meu texto "Alguma coisa".

terça-feira, junho 30, 2015

Site Meter continua amalucado

Seria uma pena se o Site Meter deixasse de funcionar e encerrasse seus serviços. Esse provedor de estatística vem me atendendo bem desde que o instalei, em setembro de 2006. Como já comentei antes, primeiro ele começou a indicar quantidades verdadeiramente estapafúrdias de visualizações. Na quinta-feira, parou de contabilizar totalmente os acessos. E assim ficou até a segunda-feira, quando voltou tão aloprado quanto antes. Se os números acima estivessem corretos, teríamos que ninguém acessou o blog de sexta a domingo. Na segunda, apenas sete pessoas teriam visitado este endereço, mas visualizando tópicos 6.915 vezes! Quase mil visualizações por acesso! E depois mais ninguém desde terça. Mesmo que os serviços retornem ao normal, acho praticamente impossível que a contagem real seja recuperada ou corrigida. De minha parte, não me importo que esses números malucos fiquem somados no total, contanto que o funcionamento correto seja restabelecido.

domingo, junho 28, 2015

Chris Squire (1948-2015)

Uma notícia triste neste domingo: morreu Chris Squire, baixista do Yes. Para homenageá-lo, estou publicando aqui todas as fotos que tirei no show do grupo de 26 de maio de 2013 no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre, em que Squire aparece bem.
Quase todos os fâs têm a mesma reação quando morre um ídolo da música: vão correndo ouvir alguma gravação do artista que acabou de falecer. Comigo não foi diferente. Esperei meu filho terminar de ouvir os CDs preferidos dele e tirei da gaveta a edição especial em CD do álbum Fish Out of the Water, de 1975. É um trabalho solo de Chris Squire, em que ele também canta. Não tinha má voz. Esse relançamento traz um DVD bônus com uma entrevista, o clip de "Hold Out Your Hand"/"You By My Side" e comentários do próprio Squire às faixas do disco.
Normalmente os baixistas de destaque se encontram em grupos de hard rock, heavy metal, jazz, rhythm'n'blues ou funk (o legítimo, originário dos Estados Unidos). Pois Squire, numa banda inglesa de rock progressivo, em meio a longos solos de teclado e guitarra, conseguiu se projetar como o melhor instrumentista da formação. Tinha um estilo próprio de executar seu instrumento, muito mais como uma segunda guitarra do que como marcação de ritmo. Aqui em Porto Alegre, o também saudoso Flávio Chaminé (Bobo da Corte, Saracura, etc.) parecia usar uma técnica semelhante.
Chris Squire era o dono da marca Yes. Quando o vocalista Jon Anderson, o tecladista Rick Wakeman, o guitarrista Steve Howe e o baterista Bill Bruford - todos músicos do Yes - se reuniram no final dos anos 80 acompanhados pelo baixista Tony Levin, tiveram que se chamar Anderson Bruford Wakeman Howe. Fizeram shows, lançaram discos, mas era apenas o Yes com outro nome. A grande curiosidade agora é saber como ficará o futuro do grupo sem o seu fundador.
 Nos anos 70, qualquer roqueiro famoso que viesse ao Brasil era recebido com honras de extraterrestre. A partir do primeiro Rock in Rio, em 1985, isso começou a mudar. Percebi claramente os novos tempos da primeira vez que o Yes se apresentou em Porto Alegre, no dia 19 de maio de 1998. Convenhamos que o bar Opinião era um local pequeno para um grupo tão lendário. Enquanto muitos se espremiam como sardinhas enlatadas em frente ao palco, outros optaram por ficar bem tranquilos junto ao bar, tomando sua cervejinha. Eu fiquei mais ou menos no corredor entre os dois espaços, tentando ver os músicos de longe. Quando o baixista começou a solar, o músico Bebeto Alves interrompeu o papo com o crítico Juarez Fonseca para comentar: "Olha o Chris Squire detonando!" Juarez completou: "Ele é ótimo!" E seguiram conversando.
Lá em baixo, depois de todas as fotos, está o vídeo que gravei com o final do show de 2103, em que o grupo cantou "Roundabout". Pode-se ter uma ideia do excelente desempenho do baixista. R.I.P., Chris Squire!
































sexta-feira, junho 26, 2015

Campanha do Facebook

Como bem observou um amigo meu, essas fotos de perfil que estão aparecendo no Facebook parecem os celofanes coloridos que se colocavam em frente aos antigos televisores em preto e branco. Principalmente os modelos pequenos que se viam na rua, com camelôs vendendo antenas ou outros acessórios. Na verdade, é uma forma de demonstrar solidariedade ao orgulho gay pela decisão histórica da Suprema Corte dos Estados Unidos. A partir de agora, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo estão autorizados em todos os estados americanos. Ainda que alguns desdenhem e até debochem do casamento de papel passado, quem ama sabe o que é querer ter esse vínculo com alguém. Não é posse, é uma declaração de amor registrada em cartório. Pois agora os gays de todos os estados americanos podem assinar essa declaração. Caso estejam curiosos, não, eu não sou gay, mas dou total apoio à causa. Não se pode proibir o amor. O Google também colocou uns ícones bem legais em sua página. Parabéns à Corte Americana e a todos os que se beneficiam de sua decisão!

quarta-feira, junho 24, 2015

America renovado e eletrificado

Minha expectativa para o show do America, ontem, no Auditório Araújo Vianna, era de assistir a algo previsível, mas de qualidade. O famoso "mais do mesmo" que não decepciona. Afinal, eu já tinha visto o grupo em 1997 e o repertório não mudou muito. A fórmula é o tradicional desfile de sucessos com uma ou duas músicas de trabalhos recentes. Mas houve uma diferença: a banda de apoio. O sangue novo veio pelas mãos do guitarrista Bill Worrell, de 30 anos (mal comparando, o America lançou seu primeiro LP há 44 anos) e do baterista Ryland Steen, prestes a completar 35, com seu visual de roqueiro nerd dos anos 80. Ambos ingressaram no time no ano passado. Richard Campbell, 56 anos, no baixo de cinco cordas, juntou-se à turma em 2003. O resultado é que o America, um grupo essencialmente acústico em sua origem, apresentou um som eletrificado, renovado e com muita vitalidade.
Desde a saída de Dan Peek em 1977, o America é uma dupla formada por Dewey Bunnell, hoje com 63 anos, e Gerry Beckley, que completará a mesma idade em setembro. A voz aguda e levemente anasalada de Beckley mostra sinais de fadiga em alguns momentos, mas o timbre mais grave de Bunnell parece estar em forma. Já virou praxe os grupos estrangeiros antecederem a entrada no palco com um vídeo retrospectivo, incluindo imagens de capas de disco. Concluída a introdução, pontualmente às 9 da noite os músicos já estão todos no palco para abrir com "Tin Man". Depois, um raro sucesso de fora da década de 70, "You Can Do Magic", de 1982. "Don't Cross the River", uma das composições do ex-membro Dan Peek preservadas nos shows (o America raramente compõe em parceria - é de fato um "consórcio de solistas", como já referi várias vezes).  A linda balada "Daisy Jane", de Beckley, que ele sempre encerra com um "thank you, Daisy"!
A seguir eles anunciaram que cantariam três faixas do álbum de estreia, de 1971. A primeira foi "Riverside". Depois a romântica "I Need You", que teve o seu clima prejudicado por algumas pessoas chegando atrasadas ao show. (Aliás, vários lugares das primeiras filas estavam vagos, especialmente os mais distantes do centro do palco. O alto preço não deve ter sido convidativo para ver o espetáculo de um ângulo não muito privilegiado). A terceira foi "Here", que em sua parte mais vibrante permitiu ao baixista Richard Campbell e ao guitarrista Bill Worrell ganharem destaque solando em seus instrumentos.
Beckley falou que eles iriam tocar uma composição do último CD, Lost and Found, (uma coletânea de sobras inéditas de estúdio) e apresentaram "Driving". Logo após informou que fariam outra de um trabalho recente, My Back Pages, onde gravaram músicas "que gostaríamos de ter composto". Entenda-se: um álbum de covers. E interpretaram "Woodstock", de Joni Mitchel. Em seguida vieram "Cornwall Blank" e "Hollywood" emendadas, em forma de medley. E mais outra do projeto de covers, "Til I Hear it From You", original de Gin Blossoms.
"The Border" teve sua roupagem pop levemente trazida para o lado do rock, com o desempenho enérgico dos músicos. "Green Monkey", com suas guitarras pesadas, manteve-se fiel à gravação original do álbum Hat Trick. Finda a execução, Dewey comentou que Bill Worrell reproduziu "nota por nota" o solo de guitarra gravado em 1973 por Joe Walsh, acrescentando que o atual integrante da banda de apoio não era nem nascido naquele ano. Em "Woman Tonight", uma curiosidade: Worrell vai para os teclados e faz vocal solo na segunda parte ("I get the shivers", etc). Seguem-se "Only in Your Heart", "California Dreamin'" (cover de The Mamas and The Papas) e o maior sucesso de autoria do ex-integrante (e hoje já falecido) Dan Peek, em parceria com sua esposa: "Lonely People". Em 1997 ela era cantada pelo baixista Bradley Palmer, mas com a saída dele, é Dewey Bunnell, mesmo, quem assume o vocal.

A grande surpresa veio em "Sandman": em vez do acompanhamento acústico usual, ouviu-se um arranjo pesado e elétrico, como uma afirmação da nova postura do America em seus shows. A última antes do bis programado foi a sacudida "Sister Golden Hair", que fez vários levantarem de suas cadeiras na segunda parte, mas não chegou a colocar todos a dançar como no Teatro da Ospa em 1997. A banda retorna para encerrar com "Dream Come True" e aquele que é considerado o primeiro sucesso do grupo: "A Horse With No Name". A plateia de todas as idades, incluindo vários na faixa dos 40 e 50, sai satisfeita. Mesmo atendo-se à fórmula segura do repertório conhecido, o America conseguiu surpreender.

domingo, junho 21, 2015

Site Meter pirou

O Site Meter, o provedor de estatística que este Blog vem usando desde 6 de setembro de 2006, pirou de novo. E começou na sexta-feira. Sabe-se lá o que houve que ele está atribuindo dezenas, talvez centenas, de visualizações a cada acesso. A soma de visualizações acaba se dividindo em diversos acessos, também fictícios, resultando numa contagem irreal e totalmente estapafúrdia. Vejam acima. A marca vermelha é a das visualizações. Se fôssemos acreditar nas indicações, o Blog teria sido visualizado mais de 4 mil vezes no sábado, com apenas 205 acessos (também fictícios - a média real tem ficado entre 50 e 60 por dia nos últimos tempos). Para que isso fosse verdadeiro, cada um que acessasse o blog teria que visualizar cerca de 20 vezes o mesmo tópico!
Observem que os acessos de 81 a 100 dessa captura de imagem mostram o endereço da mesma página. Isso até poderia acontecer, mas nesse caso, não ocorreu. É falha mesmo. Caso estejam em dúvida...

...a mostra por detalhes indica o mesmíssimo horário para todos. Acessos simultâneos do mesmo IP à mesma postagem. Impossível na prática, mas é o que o provedor registra.

Por fim, as visualizações de hoje, capturadas há alguns minutos. Imaginem que entre 10 e 11 horas houve mais de 250 visualizações, depois nenhuma entre 11 e 12! Claro que o Site Meter pirou completamente! Tanto que não mostra mais o contador na página, somente um retângulo preto. Espero que essa falha seja logo sanada.