sexta-feira, julho 03, 2020

Pensamento da hora

Com que idade você ficou sabendo que... a maioria das "grandes revelações" que começam assim não passam de informações falsas?

Trilha do Rock em reprise

Eu até que estava de olho na programação do Canal Brasil, mas, incrivelmente, esta informação me escapou. Antes tarde do que nunca, aviso aqui que a série "A Trilha do Rock no Brasil" está sendo reprisada, como parte do "Mês do Rock" na emissora. Começou no dia 1° e vai até o dia 13, um episódio por dia. Se entendi bem, às 17 e 45 é apresentado um novo capítulo e reprisado no dia seguinte às 6 e meia da manhã (então seria, na verdade, até o dia 14, mas vamos acompanhar e conferir). Eu apareço no episódio 10, "Longe Demais das Capitais", sobre rock gaúcho, que deve ir ao ar no dia 10 e na manhã do dia 11. Abaixo seguem imagens que capturei minha e de amigos que apareceram e agora estarão de novo na telinha. 








sexta-feira, junho 26, 2020

Revendo a adolescência na Internet

Em 2015 eu publiquei um texto intitulado "Revendo a infância na Internet". Pois estou descobrindo lembranças de adolescência, também. 

No final dos anos 1970 e começo dos 1980 eu adorava espiar as revistas importadas que eram vendidas no Stand Vera Cruz, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. Elas ficavam expostas na parte de trás. A gente tinha que entrar para ver. Que eu lembre, foram pouquíssimas vezes em que o vendedor pediu que eu não as folheasse. Em geral eu ficava livre para vê-las, até porque eu não me demorava muito e, quando fosse algo do meu interesse, eu comprava. Eu adorava Hit Parader, que já comentei aqui.

Uma revista que eu nunca comprava era "16". Essa era para adolescentes e, embora eu fosse um, com certeza eu não me enquadrava no público-alvo das publicações "teen", geralmente para garotas, com matérias aos montes sobre David Cassidy, Leif Garrett, Donny Osmond e outros "meninos bonitos" do pop americano. Mas, entre as figurinhas carimbadas da "16", havia um grupo pelo qual eu me interessava e muito: Kiss. É exatamente por essa identificação com o público "teen" que o Kiss sempre teve sua legitimidade questionada como grupo de rock. E só foi ganhar capa da revista Rolling Stone em 2014, algo que nem eles mais esperavam conseguir.

Pois sempre que aparecia alguma matéria sobre o Kiss na "16", eu procurava dar uma lida rápida. E algumas ficaram guardadas na lembrança. Eu, como todos os fãs do grupo na época, tinha uma curiosidade imensa de conhecer o verdadeiro rosto dos integrantes por trás da maquiagem. E eu nunca esqueci destas fotos de Gene Simmons que apareceram em 1978:
Elas estavam em páginas diferentes, mas fiz a montagem. Também guardei na memória as respectivas legendas. Outro "point" do centro de Porto Alegre para quem gostava de revistas importadas era a Miscelânea, na Andrade Neves, onde hoje fica uma barbearia (ou "cabeleireiros"). Foi lá que encontrei outra "16" focalizando o Kiss, também em 1978, dessa vez o baterista Peter Criss. E as fotos que eu vi e nunca mais esqueci (inclusive as legendas) foram estas:
Hoje já se sabe que não foi Lydia, a primeira esposa de Peter, a musa inspiradora de "Beth", e sim a mulher de um ex-integrante de uma das bandas anteriores do baterista. Mas essas eram as lendas que se divulgavam na época. É curioso que, atualmente, qualquer fã do Kiss é capaz de identificar Peter Criss nessa foto, mesmo aparecendo apenas os olhos,* mas na época era uma visão inédita para o grande público. A propósito, essas imagens foram copiadas do excelente blog "Lansure's Music Paraphernalia", farto em digitalizações de revistas de música e material promocional de artistas diversos. A parte do Kiss é ótima e a de David Bowie, melhor ainda. Confiram.

Uma revista que eu até comprava de vez em quando era a "Rock Scene", uma espécie de publicação de fofocas do mundo do rock destinada a um público mais "cabeça". Não sei por que não adquiri o número de setembro de 1978, pois continha várias reportagens do meu interesse. Talvez o dinheiro de minha mesada tivesse acabado. Mas dei a tradicional lida rápida no Stand Vera Cruz e me chamou a atenção um texto sobre o fim do Kiss e o lançamento de discos solo por cada um dos ex-integrantes. Sim, saíram álbuns solo, mas não com títulos individuais, como eu lembrava de ter lido. E nem o Kiss se separou. Concluí, tempos depois, que deveria ser um artigo de ficção. E pude confirmar isso neste endereço aqui. O link leva direto para a revista em questão (é preciso habilitar o Adobe Flash Player para conseguir folhear virtualmente as páginas), mas o site contém todas as edições digitalizadas da "Rock Scene". Um verdadeiro tesouro.

Eu tinha 17 anos em 1978. Foi um ano marcante por diversos motivos, mas principalmente por ter sido o último do 2º grau no Colégio Pio XII. De algumas coisas, tenho saudade. Mas acho, sinceramente, que sou mais feliz hoje. 

*Sobre identificar alguém apenas pelos olhos, é o que está acontecendo agora, durante a pandemia, em que estamos todos de máscara. Eu reconheço os vizinhos e eles me reconhecem. A tática do Cavaleiro Negro, de preservar sua verdadeira identidade cobrindo parte do rosto, não funciona na vida real.

sexta-feira, junho 19, 2020

Kleiton e Kledir no Jornal do Comércio

O Jornal do Comércio de hoje traz uma reportagem cultural de Patrícia Lima sobre os 40 anos de Kleiton e Kledir incluindo um depoimento meu. Cliquem aqui para ler. 

domingo, maio 31, 2020

Fim de mês

Eu não queria deixar o mês terminar sem fazer pelo menos mais uma postagem aqui no Blog. Pois vamos lá.

Eu me atrapalhei (o que não é algo raro, admitamos) e não me dei conta que o prazo de validade do IPVA de 2019 era uma coisa e a data de vencimento para pagamento do IPVA de 2020 era outra. Meu IPVA venceu e, por conta disso, não pude pagá-lo na lotérica. Quem me salvou foi minha irmã. Ela tem conta em um dos bancos que aceita pagamento via Internet. Depositei o dinheiro para ela e ela pagou para mim. Ufa! Agora vem a próxima parte chata, que é conseguir receber a nova documentação. Desta vez é praticamente certo que estarei em casa, mas meu interfone continua sem funcionamento. Fora esses contratempos, eu diria que está bom assim. Um dia desses, dava pra ouvir alguém tentando ligar para os apartamentos tarde da noite. Escutava-se ao longe aquele ruído típico de "telefone ocupado". 

Na penúltima sexta-feira, estive no Zaffari Menino Deus e, quando passei pela PanVel que tem lá dentro, chamou-me a atenção um cartaz: "Temos exame de Covid-19". Como sei que estava sendo muito procurado, resolvi me informar. É um convênio da farmácia como o laboratório Exame. Decidi fazer. Estive no laboratório na última sexta pela manhã e, à noite, o resultado já estava pronto para ser consultado on-line. Tudo OK, não estou infectado, nem nunca tive contato com o vírus. Claro que o exame rápido não detecta infecções muito recentes, mas já é bom saber que as precauções que venho tomando têm dado certo. Agora é continuar assim. Mais adiante, posso fazer novo teste.

No fim, o smart phone que eu comprei só para ter Whatsapp e manter contato com os entrevistados para o meu livro está tendo outra função muito útil: fazer ligações de vídeo para falar com meu filho. Converso com ele, às vezes até canto pra ele, e ele dá beijinhos na tela do celular! O Iuri é autista não-verbal, é difícil pra ele entender o que está acontecendo. Mas, aparentemente, ele está adorando passar os dias inteiros em casa com a mãe dele. De vez em quando eu os levo para fazer um lanche no drive thru do McDonald's.

Desde ontem, minha Internet está instável. Falha, volta, falha, volta. Com isso, fica praticamente impossível desfrutar dos serviços de streaming, como Netflix, Looke e Tidal. É mais um ponto a favor de minhas coleções: meus CDs, DVDs e Blu-rays não dependem de conexão para funcionar. 

Faz tempo que não escrevo sobre política por aqui. Quem sabe de meu posicionamento já deve imaginar como me sinto com tudo o que está acontecendo. Mas é uma situação complicada. Se eu disser "fora Bolsonaro", estarei indo contra tudo o que argumentei quando tiraram a Dilma, que o mandato dela deveria ser respeitado porque ela foi eleita democraticamente. Então procuro limitar minhas críticas à atuação do Presidente, mas sem ultrapassar a linha que separa a legalidade do golpismo. Se ele cair, meu sentimento provavelmente será o mesmo de quando o Collor foi afastado: por ora, tudo deverá melhorar (e, de fato, foi o que aconteceu no governo Itamar Franco), mas é mais um abalo ao processo democrático. Mas não se enganem, eu jamais iria às ruas para defender o mandato dele! Nem pensar! Ainda não troquei de lado e nunca me misturaria com aquela gente! Apenas acho que estamos passando por um momento delicado. Se ele ficar, só Deus sabe o que pode acontecer, neste instante em que precisaríamos de um líder sério para conduzir da melhor maneira o combate ao coronavírus. Se ele sair, é mais um precedente que se abrirá para futuros golpes do outro lado.

Moral da história: cada um cuide de si e dos seus da melhor maneira possível. Fiquem em casa! E que Deus continue nos protegendo.

domingo, maio 10, 2020

Dia das Mães

Mesmo neste momento atípico pelo qual estamos passando, o Dia das Mães merece registro. Hoje muitas mães não puderam se encontrar com seus filhos em razão do isolamento. Mas temos facilidades como a ligação de vídeo nos telefones celulares para aproximar as pessoas. Minha mãe está em outro plano, então meu vínculo com ela não foi afetado. Ela continua viva dentro de mim. E gostaria de homenagear também a mãe do meu filho, minha ex-esposa, que o está enchendo de carinhos e atenções para que consiga atravessar esta situação da forma mais tranquila possível. Feliz Dia das Mães!

sábado, maio 09, 2020

Bom dia

Bom dia! De vez em quando é bom postar aqui, para quem não pensem que o Blog também está de quarentena. Estou com meu fuso horário totalmente desregulado, dormindo em horários atípicos. Mas nessa madrugada não tive insônia, apenas acordei cedo demais. 

Em uma de minhas postagens anteriores, comentei sobre câmeras ao vivo. Pois outra descoberta no YouTube que me deixou fascinado foi a dos passeios de trem, carro, ônibus, bicicleta ou até a pé que foram gravados em vídeo, muitos deles, em alta definição. Para quem tem esteira ergométrica ou, como é o meu caso, bicicleta estacionária, é uma boa opção para ficar assistindo durante o exercício. Tem-se a impressão de se estar ali, percorrendo o trajeto. Clicando aqui, por exemplo, faz-se uma viagem de trem da Suíça à Itália. Mas também curti assistir aos vídeos do Trensurb, na Grande Porto Alegre. 

Embora eu tenha CDs, DVDs e Blu-ray em quantidade mais do que suficiente para me entreter durante o isolamento, decidi, finalmente, aderir à Netflix. Continuo achando que tem opções muito limitadas em comparação ao universo do cinema, mas encontrei alguns filmes do meu gosto. Já foram devidamente incluídos em minha lista. Aqui, aproveito para tirar o chapéu para o avanço da tecnologia. Eu não imaginava que ainda iria ver transmissão de vídeo digital wireless com a qualidade que temos hoje. Imagem perfeita e som 5.1 que nada ficam devendo aos meus blu-rays. Aliás, esses serviços de streaming de vídeo poderiam aproveitar o recurso 5.1 para incluir álbuns de música que foram remixados nesse padrão. Existem muitos. É uma pena que, aparentemente, o home theater Sony que uso na sala e no quarto tenha saído de linha. Ele é maravilhoso e, entre outras coisas, sintoniza diretamente a Netflix. Assim, o recurso de som é aproveitado no máximo de seu potencial.

E continuo escrevendo o meu livro. Ainda bem que a maior parte da pesquisa em material impresso já havia sido feita antes da pandemia. Em especial, os dois fins de semana que passei em Pelotas, no ano passado, na casa de meus amigos Cristina e Márcio, foram muito proveitosos. Eu ainda teria alguns jornais para conferir, mas eles terão que esperar.

Fiquem em casa. Que Deus proteja a todos nós.

terça-feira, abril 14, 2020

Curiosidade

Examinando meus diários, verifiquei que a "data da 1ª habilitação" que consta em minha Carteira de Motorista não é a do dia em que eu efetivamente tirei a primeira carteira, mas sim a do exame teórico e psicotécnico, que foi bem antes. Acho interessantes esses detalhes. Estou descobrindo e anotando também a data em que conheci amigos que estão comigo até hoje. Tudo isso tem valor pra mim.