sábado, maio 19, 2018

A segunda sessão

A segunda sessão de autógrafos do livro "DEZmiolados Volume 2" foi prejudicada pela chuva torrencial e pela chegada triunfal do frio em Porto Alegre, no sábado. Nem mesmo os autores todos puderam comparecer. Aí estão os que se fizeram presentes bravamente, no lado direito da mesa. Começando lá do fundo: Milton Gérson, Marne Rodrigues, eu, Anderson Cerva e Paulo Motta. As moças do outro lado são, ao fundo, Sionara, esposa do Gérson. À frente, Denise, amiga do editor Auber Lopes de Almeida, que aparece de pé, à esquerda. Como a área do Shopping Nova Olaria não é totalmente fechada, estávamos protegidos da chuva, mas não de um vento frio que vinha da nossa esquerda. Conversamos bastante, rimos muito e até vendemos alguns livros. Ainda sobraram vários exemplares, caso alguém queira.  

quinta-feira, maio 17, 2018

Nova sessão de autógrafos

Para quem perdeu a primeira, neste sábado, dia 19, haverá nova sessão de autógrafos do livro "DEZmiolados Volume 2". No mesmo local e horário da anterior: no Mr. Pickwick, no Shopping Nova Olaria, das 17 às 21 horas. Eu e mais nove autores estaremos lá autografando. O livro custa 30 reais. Espero vocês lá.

domingo, maio 13, 2018

Rita Pavone com todo o pique

Sendo a cantora Rita Pavone italiana, é de se estranhar que sua turnê se chame "Rita Pavone is Back" (Rita Pavone está de volta), em inglês. Mas o repertório apresentado ontem no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre, deixou claro o porquê: ela interpretou várias canções em inglês, incluindo diversas covers de seu álbum-duplo Masters, lançado em 2013. Este é nitidamente um show formatado para o mercado internacional.
Pontualmente às 21 horas as luzes se apagaram e a banda começou a tocar uma introdução em clima de rock. A cortina se abriu e Rita entrou sorridente, cheia de energia, mandando beijos para a plateia. A música, no caso, era "All Night Long", de Bobby Darin, mas num arranjo eletrificado, bem diferente do swing que se ouve no álbum Masters. A cantora já iniciou resgatando sua veia roqueira dos anos 60. E não decepcionou. Embora o rosto não esconda seus 72 anos, sua movimentação de palco é pura juventude, dançando e saltitando com alegria. Houve realmente uma comunhão de euforia entre a artista e o teatro lotado de sessentões e setentões (e alguns de seus filhos ou irmãos mais jovens, como era o meu caso: levei minha irmã!).

Rita começou perguntando se queriam que ela falasse castelhano ou italiano. O público escolheu o idioma pátrio dela. E assim ela conversou bastante, simpaticíssima, comentando seu último álbum e lembrando os momentos marcantes de sua carreira. Muitos dos sucessos antigos foram apresentados com novas roupagens, mas sem descaracterizar a essência das composições: "Non é Facile Avere 18 Anni", "Alla Mia Etá", "La Partita di Pallone", "Come te Non C'é Nessuno", "Che M'Importa Del Mondo" (numa versão com partes em italiano, espanhol e francês), "Fortissimo" e "Il Ballo Del Mattone/Amore Twist". Já "Datemi un Martello", "Cuore" (que Rita anunciou como sua "signature song", assim mesmo, em inglês) e o final apoteótico com "Il Geghegé" tiveram seus arranjos originais preservados.
Ouviram-se também dois clássicos do cancioneiro italiano que Rita regravou: "Sapore di Sale" e "Io Che Amo Solo Te", em belíssimas interpretações. Das canções em inglês, foram apresentadas, entre outras, "What's the Matter, Baby", de Timi Yuro, "Where is the One", de Bobby Darin (com certeza um ídolo de Rita, que gravou 14 faixas originais dele em Masters) e uma versão incendiária de "Proud Mary", do Creedence, lembrando Tina Turner. Uma surpresa foi a homenagem a Roberto Carlos com "A Distância" em espanhol e francês. Na banda de apoio havia guitarra, baixo, teclado, uma vocalista e uma seção de metais com três instrumentistas.
Ao cabo de uma hora e meia, demonstrando um "cansaço feliz", Rita se despediu do público passando três vezes à beira do palco, não só apertando ou tocando as mãos de quem ali estava, mas também assinando rapidamente dois ou três autógrafos para fãs que lhe estenderam velhos compactos e uma caneta. Rita Pavone está em forma, com plena vitalidade e cantando como nunca. Alô pessoal de Curitiba, São Paulo e Rio: preparem-se para uma noite inesquecível!
Minha irmã Beatriz (Neca) assistindo à cantora de sua adolescência. Ela chorou em várias músicas.

Dia das Mães

Certa vez fui a um culto de Dia das Mães na Igreja Episcopal. Passou alguém distribuindo rosas e minha mãe me explicou: "Quem tem mãe tira uma rosa vermelha. Quem não tem mãe tira uma branca." Eu e ela pegamos rosas vermelhas, pois minha avó materna ainda era viva.

Hoje lembro dessa ocasião e questiono o critério. Acho que minha mãe não foi muito feliz na sua explicação. Teria sido melhor dizer: quem ainda tem mãe viva. Minha mãe faleceu em 1989, mas eu considero que "tenho mãe" até hoje. Ora, quem me colocou no mundo? Quem aparece citada na minha carteira de identidade? E da forma como ela se fez presente na minha vida, sempre com muito carinho e dedicação, ela me deixou um legado de amor que está vivo dentro de mim até hoje.

Mãe, onde estiveres, te mando uma rosa vermelha em pensamento. Obrigado por tudo. Feliz Dia das Mães!  

sexta-feira, maio 11, 2018

Meu primeiro amor

Quem me conhece sabe que sempre fui do tipo romântico e apaixonado, desde a mais tenra idade. Mas qual terá sido o meu primeiro amor? Tive uma namoradinha no Jardim aos cinco anos, inclusive reconheço-a na foto da turma, mas não lembro o nome dela. Digamos que não foi nada sério. No primeiro ano primário, aí sim, tive um namoro firme com uma menina um ano mais jovem, com direito a beijinhos inocentes na Kombi que nos deixava em casa (morávamos no mesmo prédio e éramos os últimos a sair) e troca de presentes no dia 12 de junho de 1968. No quarto ano, não namorei ninguém, mas tive pela primeira vez a sensação de estar realmente apaixonado por uma colega de aula. Com apenas dez anos? Sim, eu garanto a vocês que era um amor muito verdadeiro. Mas acho que não foi correspondido.
Pensando bem, o meu primeiro amor mesmo, de verdade, foi... a Rita Pavone! Eu tinha quatro anos, mas juro a vocês que eu gostava dela. Deem um desconto, eu era inexperiente, ainda não havia amadurecido o meu gosto para o sexo feminino. Mas alguma coisa naquele rostinho sardento e sorridente me encantava. Eu dizia a todos que iria casar com ela. Lembro que fiquei bem chateado quando meu irmão João Carlos me falou que ela estava namorando não sei quem (hoje sei: era o Netinho dos Incríveis). Isso foi na mesma época em que descobri Beatles e Jovem Guarda com meus irmãos, que eram adolescentes.

Depois disso, veio aquele período entre seis e dez anos em que me afastei da música e passei a ouvir discos infantis. Mas, de vez em quando, tinha algumas recaídas musicais. Na Kombi que me levava para casa em 1969, o motorista vinha escutando a parada de sucessos no rádio. Todos os finais de tarde, invariavelmente, eu ouvia "Stella" com Fábio, "Sentado à Beira do Caminho" com Erasmo Carlos e... "Zucchero", com Rita Pavone. Foi um sucesso menor da cantora num período em que esteve na gravadora Ricordi (o locutor sempre dizia o nome do selo). Numa tarde em que fiquei doente e não fui à aula, meu pai comprou o disco para mim. Jerry Adriani chegou a gravar uma versão, "Açúcar".

Aos 11 anos, meu gosto musical foi reacendido e nunca mais se apagou. Acabei resgatando Beatles e Jovem Guarda nos LPs que adquiria com o dinheiro de minha mesada. Rita Pavone? Quase não havia mais nada em catálogo dela. Quando queria matar a saudade da minha paixão de infância, escutava o primeiro LP dela, que era de meus irmãos e acabou ficando para mim. Ali estavam quase todas as minhas músicas preferidas, como "La Partita di Pallone", "Alla Mia Etá", "Clementine Cherie", "Sul Cucuzzolo", "Come Te Non C'é Nessuno" e "Il Ballo del Matone". De vez em quando, ouvia também o compacto "Zucchero". Bem mais adiante, já nos anos 80 e 90, começaram a sair coletâneas de Rita Pavone em vinil e CD. Comprei algumas.

Rita Pavone veio ao Brasil em 1987, mas não a Porto Alegre, infelizmente. Naquele tempo, cheguei a assinar o fanzine brasileiro "Pavoníssimo", como forma de obter informações atualizadas sobre ela. Na era pré-Internet, quem quisesse saber mais sobre seus ídolos tinha que recorrer a fã-clubes. Anos depois, tomei conhecimento de que ela tinha abandonado a carreira artística. Por isso, foi com grata surpresa que fiquei sabendo não só que ela estava voltando aos palcos, mas que finalmente viria à capital gaúcha! Foi uma notícia ótima e inesperada. Convidei minha irmã para ir comigo, pois era com ela que eu ouvia Rita Pavone na infância. Estaremos lá amanhã, na primeira fila do Teatro do Bourbon Country, realizando um sonho de mais de 50 anos. Quem diria que eu ainda teria a chance de ver de perto o meu primeiro amor. Hoje é apenas um ídolo da música, que fique bem claro! Mas uma artista que teve um significado quase histórico na minha vida.

domingo, maio 06, 2018

Para relembrar os Stylistics

Já comentei diversas vezes que adoro a série "Classic Albums", que relança cinco LPs de uma tacada só em CD com reprodução miniaturizada das capas originais em papelão (comumente chamadas de "mini-LPs"). Graças à dica de meu amigo Zeca Azevedo, tomei conhecimento de que o grupo vocal americano Stylistics teve parte de sua obra resgatada nessa coleção. Os relançamentos se baseiam nas versões inglesas, de modo que Round 2 aparece como Stylistics 2 e Heavy consta com o título From the Mountain, incluindo as fachadas respectivas, diferentes das edições americanas. É uma pena que tenham deixado de fora o terceiro disco, Rockin'Roll Baby, que inclui a clássica "You Make Me Feel Brand New". Já que a obra não caberia toda nessa caixinha, mesmo, teria sido melhor manter os cinco primeiros álbuns em ordem cronológica e deixar de fora o sexto, Thank You Baby.

Os Stylistics surgiram no começo dos anos 70, como parte do chamado "Som da Filadélfia". A fórmula do grupo era a mesma de outras formações da época, como Spinners: cinco cantores negros, com dois vocalistas solo, um de voz grave, outro com timbre bem agudo, alcançando as notas mais altas. O forte do repertório eram as baladas, seguindo a receita dos Delfonics. Sob a batuta do genial produtor Thom Bell, os Stylistics lançaram seu primeiro LP em 1971, basicamente com composições de Bell em parceria com Linda Creed. O tenor de Russel Thompkins Jr. levava muitos a supor que fosse uma mulher cantando. A partir dos discos seguintes. a voz grave de Airrion Love conquistou se espaço, de forma que o conjunto passou a ter dois cantores principais.  

Aqui no Brasil, a obra dos Stylistics ganhou uma força das trilhas sonoras de novelas. Os LPs "internacionais" tocavam nas "reuniões dançantes" dos anos 70 e os adolescentes dançavam abraçadinhos ao som de "Betcha By Golly, Wow" ("Supermanoela"), "Let's Put it All Together" ("Corrida do Ouro"), "The Miracle" ("Cuca Legal") e "We Can Make It Happen" ("O Espigão"). Esta última talvez tenha sido sucesso somente no Brasil, já que fugia do padrão das "músicas de trabalho" do grupo, com solo exclusivamente da voz grave de Airrion Love. E isso permitiu que o ator Carlos Eduardo Dolabella gravasse sua própria versão do tema do seu personagem, com voz correta e boa pronúncia de inglês (vejam aqui).

Logo os Stylistics trocaram de arranjador, passando às mãos do competente Van McCoy, com produção e composições da dupla Hugo & Luigi. Em 1974, surgiu um grupo para rivalizar com eles no quesito baladas românticas: Blue Magic. E assim a década de 70 seguiu ao som de canções maravilhosas, criadas com instrumentos de verdade, sem sintetizadores. Os Stylistics ainda existem, pelo que acabei de pesquisar na Wikipedia, mas apenas com Airrion Love (o "vozeirão") e Herb Murrel da formação original.

quarta-feira, maio 02, 2018

Zero Hora

Estou na página 23 da Zero Hora de hoje. Meio com cara de brabo, mas estou. A foto é de Anderson Fetter, tirada na sexta-feira, pouco depois das 9 da manhã. É uma matéria de William Mansque sobre o fim do Via-RS.

sábado, abril 28, 2018

Dando um alô

Bem, vocês já sabem que às vezes eu me ausento por algum tempo do Blog, depois reapareço. Na semana passada tive uma endoscopia que acabou desregulando meu sono e desorganizando meus compromissos. Cheguei a anotar todas as pendências numa folha de papel, para não esquecer nada. E ainda deixei para fazer o Imposto de Renda de última hora, mas já mandei. Assunto não falta, mas gostaria de preparar cada texto com calma, para que valha a pena publicar. Na verdade eu agradeço a Deus por ser um aposentado cheio de afazeres. Aí a vida não se torna monótona e eu tenho certeza de que valeu a pena me aposentar. Não que eu não sinta falta dos meus colegas. Até sonho com eles, de vez em quando. 

Por enquanto é isso. Mais postagens em breve. Ótimo fim de semana para vocês.