quinta-feira, julho 17, 2014

Boa noite

Ontem eu estava relendo o texto "Maus Perdedores", que publiquei em 2006. Ali eu comentava sobre como o nossa torcida era impiedosa quando a Seleção não ganhava a Copa. Como se tivesse obrigação de vencer. Ou como se o desempenho tivesse sido vergonhoso ou desastroso. Ironicamente, neste ano, em que a Copa foi justamente no Brasil, o time brasileiro realmente deu vexame. Ou seja, se o povo estiver revoltado desta vez, não será sem motivo. Nossa equipe não tinha obrigação de vencer, como sempre. Mas deveria ter mostrado empenho, garra, força de vontade. Não aconteceu nada disso. Já falei que eu achava que o Brasil iria vencer a Copa de qualquer jeito. Pois agora eu me pergunto se os próprios jogadores não pensavam algo assim. Que de alguma forma o caminho para o hexa seria facilitado. Espero que todos tirem uma boa lição desse desastre.
-*-
Os cinemas da rede Cinemark estão reexibindo filmes antigos em cópia nova. Ainda não pude prestigiar nenhuma dessas sessões, mas pretendo fazê-lo assim que conseguir. Aplaudo de pé a iniciativa. Houve uma época, no tempo das horrorosas fitas piratas em VHS, que muita gente estava deixando de ir ao cinema. Pois hoje, em plena era do Blu-ray e do home theater, redescobre-se a experiência inigualável de assistir a clássicos na tela grande. Viva! Parabéns, Cinemark!
-*-
Pelo que andei vendo, saíram mais relançamentos em CD (no exterior) de gravações originais da orquestra de Billy Vaughn na DOT (lançadas no Brasil pela RGE). Alguns álbuns são repetidos em relação a CDs anteriores, mesmo assim merecem atenção. Algum selo nacional se habilita a editá-los?
-*-
E o Orkut está mesmo com os dias contados. Uma pena. Eu gostava mais de lá do que do Facebook. Só mudei para acompanhar a "corrente migratória".
-*-
Meu audiobook do momento é "All Shook Up: How Rock'n'Roll Changed America", de Glenn C. Altschuler, narrado por Jack Garrett. O som do meu carro não é compatível com Ipod, mas pela entrada auxiliar é possível alimentar qualquer fonte de áudio. E assim consigo ouvir os livros enquanto dirijo, quando estou sozinho. E nas caminhadas também, claro. Sempre. A propósito, foi lançada em português no Brasil a biografia do ABBA de Carl Magnus Palm. Recomendo.
-*-
Obrigado a vocês que continuam "batendo o ponto" aqui no Blog mesmo em momentos de poucas postagens. Alguns IPs eu já reconheço pela constância, embora não tenha certeza de quem sejam. Não importa. É bom saber que vocês vêm sempre aqui. No mês que vem o Blog vai completar dez anos. Passou rápido, hein?
-*-
Boa sexta-feira e bom fim-de-semana!

quarta-feira, julho 09, 2014

Gérson Conrad e eu

Ontem Gérson Conrad fez participação especial no show da banda El Rey, de Porto Alegre, no Teatro Renascença. Ao final, aproveitei para me encontrar com ele. Peguei autógrafo em seu livro "Meteórico Fenômeno" e deixei de presente um exemplar de "1973, o Ano que Reinventou a MPB", também com minha assinatura no capítulo respectivo. Como escrevi justamente sobre o primeiro LP dos Secos e Molhados, foi uma honra conhecer um dos integrantes da formação clássica e autor da melodia de "Rosa de Hiroshima".

terça-feira, julho 08, 2014

Errei

Agora eu posso dizer. Achei que o Brasil iria ganhar esta Copa de qualquer jeito. As arbitragens em jogos anteriores já mostravam que eu estava errado. O vexame de hoje encerra o assunto.

Espero ao menos que nosso povo continue recebendo bem os torcedores de fora. A Copa não terminou. Nem para o Brasil.

sexta-feira, julho 04, 2014

Denise Tonon no domingo à tarde

Neste domingo, dia 6, às 17 horas, no London Pub & Bistrô (Rua José do Patrocínio 964, em Porto Alegre), tem apresentação da cantora Denise Tonon acompanhada de Jorginho do Trompete e do tecladista Paulo Pinheiro. O show se chama Domingueira Jazz e também inclui MPB e clássicos da Bossa Nova. 

Conheci Denise em 1979, quando sua carreira ainda nem tinha começado oficialmente. Ela tinha 15 anos e já cantava com perfeição. No ano seguinte, venceu o concurso de composição "A Canção Brasileira" com "Noite de Verão", até hoje uma de suas melhores músicas. No mesmo ano, foi uma das quatro premiadas na Guarita da Canção, em Torres. A partir daí teve início uma trajetória dividida entre a noite e festivais. Além de vitórias como compositora, só vi Denise perder uma vez na categoria "melhor cantora feminina", no caso, para Susana Maris. Mas foi uma exceção. Em todas as outras ocasiões, o prêmio foi dela.

Em 1989, apresentou no Teatro de Câmara o antológico show "Gata Vadia". Em seguida, passou uma temporada em São Paulo, depois viveu por sete anos em Portugal. De volta a Porto Alegre, ela se reencontra com seu mais antigo e fiel público. Sua mãe Elayne, falecida recentemente, era amiga de meus pais. Sua irmã Cláudia também tem ótima voz e chegou a cantar por um tempo no saudoso Le Club, no final dos anos 80. Denise e Cláudia fizeram backing vocal para Dante Ramon Ledesma em "América Latina". Mas apenas Denise se manteve firme na carreira artística. Agora só falta o CD, já que seus únicos lançamentos em disco foram faixas isoladas em LPs de festivais.

segunda-feira, junho 30, 2014

Bom CD instrumental de Tony Babalu

O veterano guitarrista Tony Babalu, de São Paulo, iniciou sua carreira nos anos 70. Uma passagem marcante de seu currículo foi a participação em discos da lendária banda paulistana Made in Brazil, sendo inclusive co-autor de faixas do LP Pauliceia Desvairada, de 1978. Live Sessions at Mosh, como diz o título em inglês, foi gravado "ao vivo" no estúdio Mosh, o que significa dizer que os músicos tocaram todos juntos, ao mesmo tempo, como num show. Para demonstrar isso, o CD inclui um vídeo em MP4 em que a banda aparece interpretando "Valsa à Paulistana", a primeira faixa do álbum, com quase nove minutos de duração. 

Das seis músicas do álbum, apenas duas ficam em menos de oito minutos - no caso, ambas com menos de cinco: "Pompeia's Groove" e "Vecchione Brothers". A segunda, como se pode deduzir, é uma homenagem aos irmãos Oswaldo e Celso, do Made in Brazil. Nenhuma surpresa, portanto, que seja um rock direto 4/4 na melhor tradição do grupo citado. "Suzi" se estende em exatos nove minutos, uma bonita balada num clima meio jazz. "Brazilian Blues" é um blues suave com quase doze minutos de duração. A mesma leveza se ouve em "Halley 86", essa mais suingada, faltando pouco para fechar nove minutos. É notório o entrosamento entre os instrumentistas. Além de Tony, tocam Franklin Paolillo na bateria, Adriano Augusto nos teclados e Leandro Gusman no baixo. O álbum é lançamento do selo Amellis Records, com distribuição da Tratore. Recomendado para quem curte boa música instrumental.

terça-feira, junho 24, 2014

Coleção completa

Todos os álbuns de estúdio da discografia oficial do ABBA foram relançados em edições de luxo em CD, cada uma delas incluindo faixas-bônus, DVD e livreto. Saíram aos poucos, ao longo dos anos, não necessariamente na mesma ordem cronológica dos discos originais. Mas agora a coleção está completa. Assim que tiver tido tempo de analisar com calma cada um desses títulos, pretendo publicar um comentário bem detalhado aqui no Blog.

quarta-feira, junho 18, 2014

Em clima de Copa

Já há bastante tempo não tenho mais o mesmo interesse por futebol que tinha nos anos 70. Mesmo assim, arrependo-me de não ter ao menos tentado conseguir ingressos para os jogos em Porto Alegre. Eu moro perto do Beira Rio, seria facílimo para mim ir até lá.

Hoje pela manhã, estava em dúvida se fazia ou não a minha caminhada. Mas acabei me animando. Fui até a Praça Itália, ao lado do Shopping Praia de Belas, perto do meu antigo endereço. Ali, como ontem, estava parado um helicóptero da Brigada Militar. Só que hoje ele decolou, pousou e subiu de novo. Foi aí que lamentei não estar com minha máquina fotográfica. Valeria a pena até gravar um vídeo. 

Logo surgiu outra novidade que me fez sentir falta da câmera. Em meio à multidão que caminhava pela Av. Borges de Medeiros em direção ao Beira-Rio, surgiu um caminhão de som com um animador falando e cantando músicas num idioma estrangeiro. Em torno do veículo, um grupo dançava e cantava junto, com entusiasmo. Eram holandeses. Quem diria: no meio de Porto Alegre, um pedacinho da Holanda se movimentava em direção ao estádio. 

Depois de fazer meu exercício por uma hora, passei no supermercado. Saí pela Av. Getúlio Vargas, carregando minhas sacolas. De repente, avistei outra turma de torcedores, vestidos de verde-amarelo, saindo de um pub. Seguiram por um bom tempo na mesma direção que eu. Bebiam cerveja e cantavam: "Olé olé olé olé... we are Aussies!" Dessa vez eram australianos, sorrindo e acenando com simpatia a todos na rua. Alguns portoalegrenses pediam para tirar foto com eles. Ao entrar na Barbedo, ainda me virei para um deles e disse "g'day mate", mas falei baixo demais. Ninguém ouviu.

Bonito esse congraçamento. Fico feliz de ver essa troca de boas energias entre povos de diferentes países. Tomara que continue assim. Sobre o jogo de ontem, achei que o México fez por merecer o empate fora de casa, pela persistência e espírito de equipe que demonstrou. Nunca estive no país deles, mas quem já foi garante que eles têm um carinho imenso pelos brasileiros. Pois espero que tenha sido correspondido aqui.