quarta-feira, junho 20, 2018

Professor Leonam biografado

Quem teve o privilégio de ser aluno do professor Marques Leonam, na Faculdade de Jornalismo da PUC/RS, não esquece o mestre. Dinâmico, divertido, carismático, ele verdadeiramente encantava os alunos com seus ensinamentos. Em 1991, num curto período em que colaborei com o saudoso semanário Folha Encruzilhadense, de Encruzilhada do Sul, por indicação de meu amigo Ademar Xavier (foi efetivamente a minha estreia no Jornalismo, ainda antes do International Magazine), escrevi uma crônica intitulada "O lápis impiedoso". Era uma referência às anotações que o Leonam fazia em nossos textos, em especial o implacável "já usaste antes", assinalando as repetições. Quando mostrei o jornal para ele em aula, deu uma risada e falou: "Vocês estão criando um monstro, hein?"

Por tudo isso, foi com alegria que tomei conhecimento da publicação do livro "O encantador de pessoas", de Ana Paula Acauan e Magda Achutti. Já terminei de lê-lo. Como eu, as autoras são ex-alunas de Leonam e decidiram homenageá-lo com uma biografia. A infância no Alegrete, a juventude em Santa Maria, a experiência na Folha da Tarde, o convívio com os alunos na PUC, tudo isso é contado nas 160 páginas da obra, incluindo diversas fotos. Em 2016, Leonam recebeu o título de Professor Emérito, o terceiro professor da Famecos (Faculdade dos Meios de Comunicação Social) a merecer essa honra. Pois agora ganha também um livro sobre sua vida, um trabalho a ser apreciado por seus amigos, ex-colegas e ex-alunos. 

sexta-feira, junho 15, 2018

Geoff Emerick em Porto Alegre

Ontem à noite ocorreu a palestra com Geoff Emerick, na sede da Áudio Porto, em Porto Alegre. O mediador foi o jornalista Lúcio Brancato. Como eu imaginava, tudo o que o ex-engenheiro de som dos Beatles contou em pouco mais de uma hora já se conhecia do livro dele, lançado no Brasil pela editora Novo Século sob o título "Minha Vida Gravando os Beatles". Somente ao final, na parte de perguntas, houve alguma diversificação. Eu, por exemplo, questionei sobre o trabalho dele com os Zombies no clássico álbum Odessey and Oracle. Ele respondeu especificamente sobre a música "Time of the Season", acrescentando que as gravações acabaram sendo remixadas em estéreo de forma independente pelo próprio grupo. De hoje a domingo, Emerick segue a programação, agora com a "Master Class" para profissionais de áudio. 

quarta-feira, junho 13, 2018

Mutuca

Teria sido em 1991 ou 1992? Não lembro ao certo. Um colega da Faculdade de Jornalismo, o hoje jornalista Rodrigo Rocha, me pediu um favor. Ele e outros da turma iriam entrevistar o músico Mutuca no próprio estúdio da Famecos para um trabalho de aula. Como ele sabia que eu morava na Erico Verissimo, perguntou se eu não poderia passar na Zero Hora, onde ele, Rodrigo, trabalhava, e lhe dar uma carona. De lá, iríamos até a casa de Mutuca, que era no caminho, para buscá-lo e depois rumar para a PUC. E foi o que fizemos.

Quando Mutuca entrou no meu carro, aquele Gol 89 com que fiquei por mais de 20 anos, ouviu a gravação que eu tinha deixado rodando no toca-fitas e comentou: "Pô, Sukyiaki!" E aí não deu outra, fomos até a Faculdade conversando sobre música. Durante a entrevista propriamente dita, ele contou que, na juventude, uma colega se referiu a ele como "Mutuca, a mosca". Ele não gostou do apelido e, claro, aí mesmo é que pegou.

Mutuca (Carlos Eduardo Weyrauch) faleceu nesta madrugada em Taquara, onde residia, aos 71 anos, vítima de um enfarte. O rock gaúcho perde um de seus nomes de referência.

terça-feira, junho 12, 2018

Dia dos Namorados

Feliz Dia dos Namorados!

quarta-feira, junho 06, 2018

Canto Livre em nova fase

Para mim, era uma questão de honra comparecer à estreia da nova formação do Canto Livre, nessa terça-feira, às 12 e 30, no Foyer Nobre do Teatro São Pedro. Afinal, eu acompanho o trabalho deles desde o antigo "Coral de Câmara do Rio Grande do Sul", em 1980. Assisti ao primeiro show oficial do grupo no saudoso Teatro Um (ex-Oi Nois Aqui Traveiz), na Ramiro, em 1981. Tenho os dois LPs e o CD que saiu em 2002, quando o conjunto voltou à ativa depois de um longo hiato. Estive na eliminatória gaúcha do Festival dos Festivais em 1985, no Gigantinho, em que eles apresentaram "Esse Gaiteiro", com participação de Borghettinho. Também marquei presença em show no Teatro Renascença em 1987 quando a formação se reduziu a um quarteto (Fernando, Pedro, Cíntia e Joca). Eu não podia faltar no começo de mais este capítulo.
É bem verdade que um fator me ajudou: estar aposentado. Um show de uma hora, ao meio-dia, em dia de semana, acabou resultando numa plateia com faixa etária predominante acima de 60, por um processo de seleção natural. Um dos novos, Flávio Englert, foi o único que iniciou o show já no palco, tocando seu piano. Os sete demais vieram de trás cantando uma paródia de "Bohemian Rhapsody", do Queen. Humor sempre foi um ingrediente obrigatório no Canto Livre, mas teve um efeito colateral: um dos fundadores acabou saindo para virar humorista (mais sobre isso adiante).

Jairo Kobe, Selma Martins e Vânia Mallmann são membros fundadores do Canto Live. Calique Ludwig pode ser considerado "fundador honorário", pois começou como regente do grupo, eventualmente fazendo participações especiais, até que se oficializou na formação em 1989 - a faixa "Não Penso Muito que Dói", da miscelânea "Geração Pop", da RBS discos, registra a sua adesão. Pedro Guisso entrou na segunda formação e é o mais antigo que nunca saiu, ao contrário de outros que foram e voltaram. Os novos são Carmen Nogueira, Maria do Carmo Dischinger e o já citado Flávio Englert.
Belas harmonias vocais sempre foram a marca registrada do Canto Livre. Entre composições próprias e covers bem escolhidas, eu destacaria a belíssima interpretação de "Pampa de Luz", de Pery Souza e Luiz de Miranda, começando com um solo grave de Calique até ser inundada pelas demais vozes. O primeiro sucesso dos Almôndegas, "Sombra Fresca e Rock no Quintal", serviu de pretexto para uma divertida encenação em que todos disputam um único microfone.
Para cantar "Diamante", de Zé Caradípia e Sérgio Silva, foi chamado para participar o ex-integrante Jair Kobe, hoje mais conhecido como o Guri de Uruguaiana. Ele era uma das melhores vozes da formação original e é uma pena que tenha trocado a música pelo humor. Tive que sair logo depois do final, mesmo assim apresentei-me rapidamente a meu ídolo Tasso Bangel, do Conjunto Farroupilha, que também estava lá assistindo. Mas quem ficou mais um pouco teve um bis não programado com "A Whiter Shade of Pale", como registrou em vídeo o músico Jorge Vargas (e divulgou no Facebook). Que venham mais shows e, se possível, um CD. Longa vida ao Canto Livre!

terça-feira, junho 05, 2018

Lembrando

Essa declaração infeliz do sertanejo César Menotti de que "samba é música de bandido" me fez lembrar: eu estive num show de César Menotti e Fabiano no dia 2 de agosto do ano passado, no Auditório Araújo Vianna. Fui para acompanhar minha então (hoje ex) namorada. Eu costumo ser parceiro e respeitar o gosto alheio. E de qualquer forma ela também tinha me acompanhado no filme do Queen em 2016, então pelo menos nisso nos acertávamos. Achei que a dupla é bem carismática e profissional no que faz, mas o estilo realmente não me agrada. Os arranjos bombásticos ("LEILÃO!!!!") não ajudam. Enfim, gosto é gosto. 

sexta-feira, junho 01, 2018

Ainda não

Já vi duas pessoas comentarem que chegamos ao "meio do ano". Não, gente. Ainda não. O meio do ano é no final, não no começo, do mês de junho. Minha mãe desejava "Feliz Meio do Ano" no dia 1º de julho. É quando inicia o segundo semestre.