domingo, novembro 17, 2019

Fim de Feira do Livro

Aí estão minhas aquisições da Feira do Livro de Porto Alegre deste ano. O encerramento foi hoje, mas estive lá pela última vez ontem. Acabei falhando com amigos que fizeram sessão de autógrafos e eu, infelizmente, não consegui comparecer. Acontece. A questão agora é: qual deles leio primeiro? E não são só as compras da Feira que estão na fila. Tem também a biografia de Renato Barros, que já citei aqui. Em Kindle (e-book), consegui também "No Rastro da Notícia", de Roberto Cabrini. Em audiobook, estou escutando "Biografia da Televisão Brasileira", de Flávio Ricco e José Armando Vanucci. Oportunamente, quero comentar com mais detalhes as opções que encontrei de audiolivros em português. Por fim, amanhã devo me encontrar com um escritor que irá me entregar um exemplar de sua obra para divulgação. Ufa! Como se não bastasse tudo isso, ainda estou trabalhando no meu livro. Acho que as leituras terão que esperar. A prioridade agora é escrever. 

sábado, novembro 16, 2019

Hique Gomez na Feira do Livro

Hoje foi o penúltimo dia da Feira do Livro de Porto Alegre. No Teatro Carlos Urbim (montado na Av. Sepúlveda especialmente para o evento), Hique Gomez falou sobre sua carreira e seu livro "Para Além da Sbornia" ao jornalista Roger Lerina. Lembrou o começo do Tangos e Tragédias com o saudoso Nico Nicolaiéwsky, a integração de Dilmar Messias como terceiro integrante na plateia, as apresentações no Jô Soares (ótimas) e no Faustão (totalmente inapropriada). Ao final, quando abriram para perguntas, lembrei que o Tangos também apareceu no Perdidos na Noite, programa anterior de Fausto Silva, na Bandeirantes. Hique comentou que essa participação foi "quase ótima", pois o Perdidos ia ao ar tarde da noite, em meio de semana, com audiência menor. Outro questionamento meu foi sobre uma novela em que ele e Nico fizeram uma ponta. Hique não recordou o nome, somente que foi no horário das 18 horas. Ficou na minha lembrança a imagem dos dois tocando no que deveria ser um restaurante em Paris, no passado. 
A pedido de Roger, Hique leu um trecho do seu livro.

 E às 19 e 30, finalmente, a sessão de autógrafos. Uma longa fila que se movia lentamente, mas valeu a pena esperar.

sexta-feira, novembro 15, 2019

Material promocional do livro "1973"

Quando fui convidado por Célio Albuquerque (por indicação de Marcelo Fróes) em 2013 para participar do livro coletivo "1973, o Ano Que Reinventou a MPB", não imaginei que o projeto fosse continuar "rendendo" por tantos anos. Em 2017, houve uma segunda edição. Em 2018, nova sessão de autógrafos. Não pude participar, mas fui muito bem representado por Gérson Conrad, ex-integrante dos Secos e Molhados, que autografou na página de meu texto sobre o primeiro LP do grupo (vejam aqui). Também em 2017 foi gravado o especial "1973, o Ano da Reinvenção", para o Canal Brasil, que estreou no ano passado. No dia 30 de outubro, no Rio de Janeiro, houve um evento musical alusivo ao livro, intitulado "1973, Uma Trilha Sonora".
Na semana que passou, recebi pelo correio um envelope enviado por Célio Albuquerque contendo um caderno de atividades promocional do show e também o crachá confeccionado com meu nome por ocasião do do relançamento do livro. Vejam acima o "Caça Palavras" e tentem achar meu sobrenome (uma dica: está ao contrário). Célio já prepara um novo projeto de livro semelhante a esse e me convidou para participar. Uau! Vamos nós, de novo.

sábado, novembro 09, 2019

Fotos da semana

 Esta foi a primeira semana da Feira do Livro, em Porto Alegre. No dia 5, às 19 e 30, fui prestigiar a sessão de autógrafos de Cristiano Bastos, que está lançando "Nélson Gonçalves, o Rei da Boemia". Com certeza é um livro que terá repercussão e boa vendagem em todo o Brasil. Ele é ótimo biógrafo, como já demonstrou em seus trabalhos anteriores sobre Júlio Reny e Júpiter Maçã.
Aproveitei para comprar também "Teixeirinha, Coração do Brasil", de Daniel Feix, e "Pop, Rock e Cafezinho", do radialista Mauro Borba. A cada ano sempre aparecem bons livros de não-ficção para se adquirirem na Feira. Quem sabe o que virá no ano que vem?
Na noite do dia 7, compareci ao Studio Clio para assistir ao documentário "Zuza Homem de Jazz", sobre o crítico musical Zuza Homem de Mello. Fiquei surpreso de saber que ele estudou música e chegou a tocar piano e baixo. Ao final, o próprio estava lá para responder a perguntas. Aproveitei para questionar por que ele começou como músico e veio a se tornar jornalista musical. Ele respondeu que sempre teve esse objetivo, desde que passou a se destacar pelos textos que escrevia na infância. Mais um para desmentir a furada tese de que os críticos são músicos frustrados.

A propósito: nesta semana que passou, oficialmente, comecei a escrever meu livro. O que eu tinha redigido até agora eram parágrafos esparsos. Desta vez, iniciei pra valer. Mas as pesquisas e entrevistas continuam. 

sexta-feira, novembro 08, 2019

Pensamento da hora

Nada como 580 dias depois do outro.

sábado, novembro 02, 2019

Um livro para homenagear Renato Barros

"Renato Barros - Um Mito! Uma Lenda!" é um volume de 644 páginas inteiramente dedicado ao fundador e líder da banda Renato e Seus Blue Caps. Não é uma biografia no formato tradicional. Está mais para um almanaque ou, seguindo um padrão bastante usual no mercado editorial estrangeiro, uma longa FAQ ("perguntas mais frequentes"). Ou então "Renato Barros por suas próprias palavras". Há anos que a fã Lucinha Zanetti realiza entrevistas períodicas com Renato por telefone e grava as conversas. Pois o livro é a transcrição desse material praticamente na íntegra, sem aglutinar assuntos ou eliminar repetições. A divisão de capítulos é que facilita a orientação do leitor para encontrar o que deseja. Renato conta a história da banda, comenta praticamente todos os discos, faixa por faixa, menciona composições suas gravadas por outros e responde dúvidas de fãs sobre as gravações.

Além dos diálogos, a obra inclui também algumas matérias de revistas antigas, fotos raras (muitas a cores), curiosidades, grupos de que Renato participou anonimamente (como os Super Quentes), artistas que produziu e muito mais. É claro que estou escrevendo tudo isso com base numa lida no índice e uma folheada rápida. O livro chegou ontem para mim, não haveria como eu já tê-lo lido por inteiro. Mas é suficiente para recomendar "Renato Barros - Um Mito! Uma Lenda!" a todos os fãs de Renato e Seus Blue Caps. Lucinha legou para a posteridade uma coleta preciosa de informações sobre um músico de importância histórica no rock brasileiro (embora ele não se considere roqueiro). O lançamento é da Editora Nelpa mas, para compra, entrem em contato diretamente com a autora pelo Whatsapp 19 997651015.

terça-feira, outubro 29, 2019

Música para fazer rir

Passei longos anos de minha juventude lendo as críticas de discos que Ayrton Mugnaini Jr. escrevia para Somtrês e outras revistas de música. Inclusive, várias delas apareceram no pente fino que passei em diversas publicações de meu empoeirado acervo. Mas Ayrton também é músico. Já participou de grupos como Língua de Trapo e Magazine. Em seu trabalho solo, ele exercita o humor, mas sem baixarias ou palavrões. Seus versos bem construídos vão de temas como falsos discos ao vivo, feira de vinil no Trianon, amor no metrô até um romance impossível, porque a amada não tira da cabeça um "Zé Mané" (eu confesso que me identifiquei muito com esta!). Sua diversidade de estilos passa pelo samba, onde demonstra uma confessa influência de Adoniran Barbosa. Neste momento complicado pelo qual passa o nosso país, o CD "Sujeito Determinado" consegue fazer a gente rir mesmo nos piores dias. É um humor direto, simpático e sem sutilezas. Nesta página aqui vocês encontram as letras e comentários do próprio Ayrton sobre o trabalho. Mas faço questão de transcrever apenas uma estrofe:

Mas veja bem, nem todo bule
Tem bom café
E quem não sabe andar pra frente
Dá marcha-a-ré
Mas você, quem sabe, até merece
O Zé Mané

Obrigado, Ayrton!