Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Kindle para o PC

Já comentei aqui sobre o Kindle, o e-reader da Amazon que já está disponível também para o Brasil. Pois agora o site está lançando uma versão gratuita do Kindle para o PC. Já instalei e baixei algumas amostras de livros, para testar. Nem todas abriram.

Eu até pagaria para baixar certos livros em versão digital, mas não dessa forma. O problema do Kindle para o computador é que ele "amarra" o livro que você baixou ao computador registrado. Não tem como salvar o arquivo para ler em outra máquina. Também não é possível selecionar o texto para copiá-lo e colá-lo no Word, por exemplo. Tudo foi muito bem implementado para que você só possa ler o livro no computador em que o baixou. Ou no aparelho Kindle, se o tiver. O objetivo, obviamente, é evitar cópias.

Se eles vendessem livros em formato PDF eu até compraria, de vez em quando. A possibilidade de começar a ler o texto imediatamente seria irresistível. Mas aí o arquivo seria meu para eu fazer o que quisesse com ele, inclusive copiar para os amigos. No final das contas, a conclusão a que se chega é: nada substitui o velho e bom livro impresso.
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Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Chuva

Hoje tomei banho de chuva torrencial. Normalmente eu sou precavido e levo o guarda-chuva para o trabalho em dias instáveis, mas desta vez apostei no sol e me dei mal. Pensei em vir de táxi, mas quando um colega meu me disse que havia chamado um e a previsão de espera era "de 15 a 20 minutos", senti o drama. Como não podia perder tempo, encarei a água. Percorri mais ou menos seis quadras me encharcando. Mas já estou aqui, são e salvo. Quando cheguei em casa, tomei outro banho... de chuveiro. Água quentinha é outra coisa.
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Domingo, Novembro 15, 2009

Googlada recente

Continuo anotando as "googladas incautas", embora não as publique mais mensalmente. Talvez no final do ano eu apresente uma nova lista. São os argumentos de busca mais incríveis usados pelos internautas para chegar até este Blog. Muita gente não entende como funciona o Google. Pensa que é um programa de inteligência artificial avançadíssimo, capaz não apenas de entender uma frase em linguagem corrente mas também de trazer de bandeja o que foi pedido. Só o que o Google faz é procurar sites onde apareçam as palavras digitadas. Nada mais. Mas as pessoas continuam "fazendo pedidos" ao Google.

Só que hoje apareceu uma "googlada incauta" tão impagável que não dá pra esperar. Vai ser publicada imediatamente:

montagem para fazer exatamente agora com montagem de amigas para pegar foto do meu orkut entendeu agora

Acho engraçadíssimo quando alguém escreve "agora" nas pesquisas do Google. Deve ser porque já fez várias pesquisas mal formuladas que obviamente não tiveram o resultado pretendido. Então o internauta imagina que, se escrever "agora", o Google vai parar de enrolar e mostrar logo o que ele procura. A "frase" acima está mal redigida, mas imagino que a intenção do incauto foi dizer mais ou menos o seguinte: "Montagem para fazer exatamente agora! (...) Entendeu? Agora!" Para de enrolar, Google! Já expliquei bem o que eu quero! Mostra duma vez! Agora, entendeu?

O que será que esses incautos imaginam que vai acontecer se não escreverem agora? Que vão receber o resultado da consulta por e-mail em 30 dias? Para evitar de pagar esses micos, leiam o meu "Curso rapidíssimo de Google".
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Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Poucas vendas na Feira do Livro

Leio na Zero Hora de hoje que a Feira do Livro de Porto Alegre tem sido fraca em vendas. Houve uma queda de 17% em relação a 2008. Casualmente eu fui uma vez só à praça e comprei bem menos do que em anos anteriores, mas por motivos pessoais. No entanto, ao ver as causas cogitadas pela matéria, fiquei surpreso de constatar que quase todas coincidem com as minhas. Senão, vejamos:

Falta de variedade e mesmice – A reportagem de ZH houve por bem apresentar esses dois itens separadamente, mas vejo-os como um só. Com efeito, do ano passado para o atual, não vi muita mudança. Mesmo na ala internacional, já comprei todos os dicionários, gramáticas e livros de referência que me interessariam. Quanto à afirmação de que todas as barracas oferecem basicamente os mesmos títulos, não vasculhei a Feira com a calma necessária para confirmar.

Concorrência com os grandes – Segundo o escritor Rodrigo Rosp, as pessoas se perguntam por que ir à Feira se podem "ir na Cultura, sem multidão, fazendo em três vezes no cartão e com ar condicionado?" No meu caso, isso se aplica em parte. Adoro a Livraria Cultura e também a Saraiva. Mas, até agora, a existência dessas duas opções não me afastava da Feira do Livro nem diminuía meu entusiasmo por ela.

Concorrência com a web – Aqui, sou obrigado a concordar totalmente. Um usuário do Twitter argumenta que "é mais fácil comprar livros bons e baratos na Estante Virtual e outros sites do gênero". No exterior, esses "sites do gênero" já existem há cerca de 10 anos. Sou antigo cliente da Amazon e da Abebooks. Finalmente, a ideia foi adotada no Brasil e deu certo. A Estante Virtual congrega sebos de todo o país. De minha parte, não reclamo nem um pouco de não precisar mais vasculhar de loja em loja para achar o que me interessa. A Internet agilizou o encontro do produto com o cliente interessando, onde quer que esteja um ou outro.

O último item apontado pela matéria é atendimento despersonalizado, com o qual não concordo. O comprador se interessa em primeiro lugar pela mercadoria. Quanto às demais causas apontadas, nenhuma delas é exclusividade desta edição do evento. Podem ser recentes, mas já se observavam antes. O que está acontecendo é que a evolução do comércio de livros em todos os aspectos indicados (Internet, megalivrarias, etc) só agora começa a se refletir na Feira do Livro. Nos velhos tempos, o grande diferencial da Feira era a diversidade de opções. Nesse quesito, ela não tinha concorrência. Em que outro local se encontraria uma multiplicidade de livreiros oferecendo milhares de títulos? Hoje, finalmente, o conceito de megalivraria está consolidado em Porto Alegre. E os leitores descobriram a facilidade viciante que é comprar pela web, sem depender de atravessadores desinformados (a turma do "podemos encomendar", como eu sempre digo).

Mesmo assim, eu não me desinteressei da Feira do Livro. Neste ano, casualmente, fiz a maior parte de minhas compras pela Internet. A minha quota usual de investimento em literatura já estava comprometida. Talvez por isso eu não tenha feito tanta questão de me reorganizar e achar tempo de ir à Feira com mais calma. Só assim eu poderia examinar melhor as barracas e dar uma opinião mais fundamentada. Na visita rápída que fiz na segunda-feira à noite, de fato, me pareceu que havia pouca variedade. No fim-de-semana não poderei ir novamente, de forma que minha contribuição deste ano está encerrada. Lamento saber que fui um dos responsáveis pela queda de vendas da edição de 2009.
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Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Livros gêmeos

Estes dois livros são muito elogiados pelos especialistas em Beatles, que os consideram relatos fiéis e reveladores sobre projeto da Apple (obviamente refiro-me à gravadora e empresa que os Beatles criaram no final dos anos 60 e não aos computadores). O que eu não imaginava é que tivessem capas praticamente idênticas. As duas fotos são da mesma sessão, mas uma delas está invertida. Acabam sendo metáforas para o conteúdo: duas visões diferentes sobre o mesmíssimo tema.
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Terça-feira, Novembro 10, 2009

Muro de Berlim

Como ontem foram comemorados os 20 anos da queda do Muro de Berlim, achei interessante postar este vídeo que estava em meu acervo, trazido de Nova York por um amigo americano. É uma matéria do "Channel 2 News" de agosto de 1986 mostrando uma manifestação de protesto no 25º aniversário da construção do Muro. O Embaixador americano em Berlim Ocidental acredita que, um dia, o Muro "não será nada mais que uma das lembranças ruins da história". Em seguida aparece um jovem berlinense afirmando que isso é uma ilusão e que o Muro nunca será derrubado. Felizmente, nem sempre os pessimistas acertam.

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Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Confirmado: livro da Continental na Feira

A informação de Lucio Haeser estava correta: seu livro "Continental, a Rádio Rebelde de Roberto Marinho", está mesmo à venda na Feira do Livro. Como a editora é de Santa Catarina, a obra pode ser encontrada no estande da Câmara Catarinense do livro, que aparece na foto abaixo:
Não é um local onde se esperaria encontrar um título tão fortemente identificado com a cultura de Porto Alegre, mas pelo menos está lá. O estande fica na parte central da Praça da Alfândega, próximo ao Monumento do General Osório. Não esqueçam que o livro vem com um CD sensacional com gravações exclusivas da rádio, incluindo vinhetas e comerciais, além de músicas de Almôndegas, Hermes Aquino, Inconsciente Coletivo, Hallai-Hallai e muitos outros (vejam a lista completa com comentários aqui) . Obrigatório!
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O encontro

Para os amigos comuns (na verdade amigas) que estavam indóceis querendo saber como e quando seria o grande encontro, aí estão as fotos. Eu e Janete à esquerda, Aline e Roberto à direita. Dois casais unidos por um gosto comum: a música de Kleiton e Kledir. A Aline veio de Brasília para passar uns dias em Porto Alegre e conhecer pessoalmente o Roberto. Os dois são vegetarianos, mesmo assim foi ele quem indicou a galeteria.
Aqui outra foto tirada pelo Roberto. Nosso jantar foi no sábado, dia 7.
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