terça-feira, junho 28, 2016

Breve aqui, veranico de julho

Quando veio o frio há algumas semanas, ouvi gente dizendo: "Imagina como vai ser o inverno?" Eu respondia: vai ser como sempre foi em Porto Alegre, com alguns dias quentes. A maioria ficava incrédula. Pois o serviço de meteorologia já está anunciando calor para o próximo fim de semana. Incrível: sempre temos "veranico de julho", mas só eu e os meteorologistas lembramos. Cliquem aqui para ler todas as postagens deste blog em que citei o veranico de inverno.

quinta-feira, junho 23, 2016

Força, Zeca!

Meu amicíssimo Zeca Azevedo está hospitalizado. Segundo a irmã dele, teve "um princípio de AVC". Força, muita força, cara! Vamos mandar orações e boas vibrações para ele.

sábado, junho 18, 2016

Iuri na piscina de bolinhas

Hoje eu estava indo com o Iuri pagar o estacionamento do Shopping Praia de Belas quando ele se aproximou da parede transparente que protege a piscina de bolinhas. Colocou o braço por cima, tentando pegar uma bola. Lembrei que, quando pequeno, ele adorava brincar lá dentro. Pensei se ele estaria querendo voltar lá. Pois estava! Ficou só dez minutos, mas como se divertiu! É maravilhoso ver meu filho feliz. Voltaremos mais vezes.

O poder do USB

Já faz algum tempo que gravei a entrevista de um amigo num programa local e depois registrei-a num DVD. Avisei para ele por e-mail. Ele respondeu agradecendo, mas dizendo que hoje vivemos na era do arquivo digital independente do meio. Nesse aspecto, sempre me considerei conservador. Mantenho meu fetiche por CDs e DVDs, mesmo sabendo que é possível obter música e vídeo em outros dispositivos de armazenamento.

Mas um detalhe nunca tinha me chamado a atenção: o que se pode fazer quando equipamentos de som têm uma entrada USB. É um recurso que está presente no meu home theater, num mini-system que uso para ouvir música no quarto e também no som do meu carro. Sim, eu uso pen drive há anos. Mas, para mim, sempre foi uma forma de se copiarem arquivos de um computador para o outro. Ou de se fazer back-up de fotos, textos, música e conteúdos diversos. 

Pois bem: experimentei espetar um pen drive cheio de arquivos em mp3 no player do carro. Nossa! Horas e horas de música para ouvir! Lembro quando, numa viagem a Santa Catarina, levei dois CDs com gravações em mp3 para ir escutando. Se tivesse usado um pen drive, teria fundo musical para a ida e a volta e ainda sobraria. Uma pessoa "normal", que não seja colecionadora, consegue colocar todo o seu acervo de músicas em mp3 num pen drive. 

Mas, como se sabe, o formato mp3 utiliza compressão com descarte de informações. Em outras palavras, a qualidade de som fica levemente comprometida. Então fiz uma experiência: coloquei um pen drive com arquivos WAV no home theater da sala. Esses têm a mesma qualidade de um CD. Bingo! Tocaram normalmente! Aproveitei também para rodar arquivos de vídeo em formato MOV que gravei em alta definição com minha Nikon compacta. Outro bingo! Imagem maravilhosa e som em estéreo! Depois exibi fotos. Ficaram ótimas na tela de 32 polegadas.

Fiz testes semelhantes com um HD externo. Funcionou sem problemas. Aparentemente, dará certo com qualquer meio de armazenamento com conexão USB. Nestas horas lembro de minha juventude, em que o máximo de música ininterrupta que se conseguia eram 45 minutos de um lado de fita de 90 (já que as de 120 não eram recomendadas). Como já comentei aqui, aos 23 anos gravei uma fita para ouvir enquanto pedalava na bicicleta estacionária. Hoje, quem quiser, faz uma festa só com música de pen drive, sem necessidade de alguém para ficar de discotecário.

Enfim, antes tarde do que nunca, estou convencido: não há mais necessidade de CD-R ou DVD-R. Continuo valorizando produtos originais, mas para cópias, um pen drive ou HD externo funciona perfeitamente. Basta usar a conexão USB e os arquivos de áudio, vídeo ou fotos podem ser desfrutados sem qualquer perda de qualidade. Apenas continua existindo a necessidade de se fazerem cópias de segurança de tempos em tempos, já que não há garantia de que esses dispositivos durem para sempre. Mas aí surge outra opção para preservar os arquivos: a "nuvem". Sobre isso, escreverei quando estiver conquistado por esse recurso. 

Quem deve estar rindo sozinho é o jornalista Ney Gastal, aqui de Porto Alegre. Quando o CD era novidade, nos anos 80, ele já previa que o futuro do áudio e vídeo estaria nos "cartuchos de memória estática". Acertou em cheio.

sexta-feira, junho 17, 2016

Paul McCartney: mais uma biografia de referência

O inglês Philip Norman é um renomado biógrafo de músicos famosos. Escreveu obras de fôlego sobre, entre outros, Beatles, Rolling Stones e Elton John. Seu extenso volume sobre John Lennon, publicado em 2008, tornou-se uma nova referência sobre a vida do ex-Beatle. Pois desta vez ele arregaçou as mangas e produziu um trabalho de porte semelhante sobre o parceiro Paul McCartney. O audiobook muito bem narrado por Jonathan Keeble totaliza 30 horas de audição.

O que causa surpresa é que Paul se mostrou simpático à proposta de Norman de contar sua história, embora não seja uma biografia "autorizada" no sentido clássico do termo. Em 1981, o autor publicou "Shout!", sobre a carreira dos Beatles, e pegou pesado com o baixista. Desde então, vigora a ideia de que existiria uma certa antipatia entre eles. Se de fato havia essa animosidade, parece ter sido superada.

A narrativa presume que o leitor já conhece de antemão os fatos marcantes da trajetória de Paul McCartney. Logo, inexiste a preocupação de "não estragar surpresas" (ou, usando o termo estrangeiro tão em voga, não se evitam "spoilers"). Assim, sempre que a maconha entra em cena, o texto faz referência ao revés que Paul enfrentaria em 1980 no Japão. Quando Heather Mills surge na vida do músico, o autor apresenta informações sobre ela, citando que algumas foram colhidas do processo de divórcio.

O que este livro teria para contar que já não se saiba? Philip Norman aprofunda a análise da relação de Paul com seus familiares: o pai, o irmão, os filhos e as esposas. Fica-se sabendo, por exemplo, que a filha mais velha de Linda, a primeira Heather na vida de Paul, voltou a ter contato com o pai biológico, Joseph Melville See, chegando a residir por dois anos na mesma cidade que ele, Tucson, Arizona (o que levam muitos a supor que ele seja o "Jo Jo" da letra de "Get Back"). Na época do lançamento de "Anthology", em 1995, o telefonema ao ex-baterista Pete Best para lhe informar do dinheiro que receberia por sua participação em algumas faixas teria sido dado pelo próprio Paul. 

A carreira turbulenta e cheia de guinadas de Paul garante uma leitura (ou, no meu caso, audição) cativante e nada monótona. Os Beatles, o boato de que Paul estaria morto, o casamento com Linda, o sucesso dos Wings, a prisão no Japão, a conturbada relação com Heather Mills, tudo isso é contado numa escrita saborosa e farta em informações. Ao final, Philip Norman explica em que termos Paul concordou com a biografia e como isso facilitou o acesso às fontes mais próximas ao personagem principal. Agora é aguardar e torcer por uma edição traduzida para o português.

terça-feira, junho 14, 2016

Os 50 anos de Adriana Marques

Nesta data a cantora gaúcha Adriana Marques, falecida em 2009, estaria completando 50 anos. Haverá um show em sua homenagem hoje às 20 horas, com entrada Franca, no Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa. Segundo informação do jornalista Roger Lerina em Zero Hora, serão recriados os grupos musicais que Adriana integrou: Tocaia, Bando Barato pra Cachorro e Cuidado que Mancha. Aproveito para indicar dois tópicos deste Blog em que Adriana foi destacada: um comentário com link para a entrevista exclusiva que ela concedeu a Rogério Ratner e também sua participação no CD Canções para leitores, de Rogério. As duas gravações - a entrevista e a música - foram divulgadas postumamente. O trabalho de Rogério como pesquisador e músico acabou levando-o a efetuar esses preciosos registros finais de Adriana.

sábado, junho 11, 2016

Dia dos Namorados

Feliz Dia dos Namorados!

terça-feira, junho 07, 2016

Rogério Ratner também em livro

Este é o ano em que Rogério Ratner está concluindo seus projetos. Além do CD Canções para leitores, agora sai também o livro "Woodstock em Porto Alegre". Trata-se de uma obra sobre o movimento musical gaúcho de 75 e 76 capitaneado por "Mr. Lee" (o radialista Júlio Fürst) na Rádio Continental. Na verdade é um e-book em formato epub, o qual pode ser adquirido no site da editora Já. Novamente, Rogério me prestigiou convidando-me para escrever o prefácio. Esse convite, aliás, me foi feito há cerca de dez anos, quando as pesquisas do compositor e escritor estavam apenas iniciando.