quinta-feira, setembro 20, 2018

Áudios falsos

Pensem bem: por que, em plena era dos telefones digitais com câmera, alguém faria uma gravação somente em áudio?  A resposta é simples: porque é falsa! Fica mais fácil fazer uma encenação imitando somente a voz. Desconfiem de todos os áudios que surgirem por aí na época da eleição. Ou melhor, desconfiem sempre. 

segunda-feira, setembro 17, 2018

Combinação de rostos

Sean Lennon postou esta foto ontem em seu perfil do Facebook, onde ele aparece ao lado de sua mãe Yoko. Agora vejam a montagem abaixo:
Ele não está igual ao rosto bem do meio? Este single foi lançado em 1971. A junção dos rostos de John e Yoko deve ter sido feita manualmente, por sobreposição de negativos. O sonho do casal de conseguir ter um filho só veio a se realizar em 1975. E hoje o rosto de Sean se assemelha à combinação das duas imagens acima.

sexta-feira, setembro 14, 2018

Dois livros obrigatórios

Notícia sensacional para quem gosta de ler biografias de música, em especial as que focalizam personagens gaúchos. Depois de nos presentear com um trabalho de fôlego sobre Júlio Reny, o jornalista Cristianos Bastos, desta vez em parceria com Pedro Brandt, entrega a vida e a obra de Júpiter Maçã, o roqueiro Flávio Basso, que também se assinava Júpiter Apple. Com passagem pelo TNT e pelos Cascavelletes, o músico conquistou o respeito da crítica nacional com o antológico álbum A Sétima Efervescência, de 1997. Faleceu precocemente em 2015, aos 47 anos.

Já Ayrton dos Anjos, o Patinéti, continua muito vivo aos 76 anos. A foto acima é de 27 de abril de 2015, quando ele esteve na Livraria Cultura de Porto Alegre para a sessão de autógrafos de "Elis Regina - Nada Será Como Antes", de Júlio Maria. O produtor teve um papel fundamental no fomento do mercado de discos gaúchos, que veio a estourar na gravadora Continental, em especial nos anos 70. (Nada a ver com a rádio homônima do mesmo período, mas de qualquer forma o nome "Continental" parece ter uma ligação cármica com a música do Rio Grande do Sul daquela década.) Márcio Pinheiro já havia biografado Borghettinho e agora se une a Roger Lerina para contar a história desse admirável sujeito. As duas obras são lançadas pela editora Plus, que está de parabéns pela iniciativa.

sexta-feira, setembro 07, 2018

Belo documentário sobre o Joelho de Porco

Só estavámos eu e um casal assistindo a "Meu Tio e o Joelho de Porco" hoje na sala 8 do Barrashopping Sul, em Porto Alegre. O documentário sobre a lendária e genial banda paulistana está sendo exibido exclusivamente no horário das 19 horas, somente nesse cinema. É uma bela produção dirigida por Rafael Terpins, sobrinho de Tico Terpins, guitarrista fundador da banda que veio a falecer em 1998. 

Não tem como contar a história do Joelho em apenas uma hora e meia, mas a edição fez um apanhado bem abrangente de depoimentos e imagens de arquivo. O grupo surgiu nos anos 70, teve várias formações, flertou com gêneros diversos, mas sempre pautado pela irreverência. O vocalista Próspero Albanese contribui com um relato bastante sincero, inclusive admitindo que o show com Aracy de Almeida e a fase final com Zé Rodrix não eram bem o estilo dele. Ricardo Petraglia, creditado como "Dick Petra", também dá um testemunho divertidíssimo de sua passagem pela banda. 

É uma pena que Billy Bond não tenha aceitado dar entrevista nem autorizar o uso de sua imagem. Sempre que a formação com o vocalista argentino aparece em algum registro, seu rosto é ocultado eletronicamente. É o caso da apresentação de "São Paulo by Day" (o rock dos trombadinhas), que, curiosamente, se ouve no filme com dublagem da primeira versão, com vocal de Próspero. Billy é um veradeiro "herói de dois mundos", com uma história na Argentina e outra no Brasil, então é uma lástima que a contribuição dele ao documentário se resuma à leitura de um e-mail que ele escreveu em resposta a um contato.

Por fim, o próprio Tico Terpins acaba fazendo uma participação simbólica na forma de uma animação miniaturizada. Essa aparece diversas vezes ao longo do filme, sempre dando um toque bem humorado. Suas duas esposas são ouvidas, assim como outros músicos envolvidos com o grupo, inclusive o baterista Netinho dos Incríveis. Quem se interessa por rock brasileiro tem que assistir a este filme. E não saiam antes do final dos créditos, ou perderão o recado de despedida de Tico!

P.S.: O Joelho de Porco merece um livro. Billy Bond também - esse, de preferência, escrito a quatro mãos por um jornalista brasileiro (paulistano, se possível) e um argentino, com edições em português e espanhol. 

P.S. 2: Esqueci de agitar uma antiga bandeira minha: bons tempos em que a língua oficial do rock brasileiro era o português!

quinta-feira, setembro 06, 2018

Bolsonaro

Hoje a democracia levou mais uma facada, desta vez no sentido literal. Não importa de onde venha ou a quem atinja, coisas assim não podem acontecer! Jamais votarei em Jair Bolsonaro, mas seu direito de manifestação deve ser respeitado. Seu direito à vida, mais ainda. 

quarta-feira, setembro 05, 2018

Sonhos eleitorais

Incríveis as paixões partidárias. No Facebook, já vi três candidatos diferentes citados como tendo chance de vencer no primeiro turno. Três! E no primeiro turno! Também já vi rejeição explícita a dois candidatos, tipo, "Fulano não pode ser eleito!" E no fim vai acontecer o que sempre acontece: cada um vai votar em quem quiser. 

segunda-feira, setembro 03, 2018

Alerta de falso Verissimo

Atenção: o texto "Não acabo amizade por causa de política" não é de Luis Fernando Verissimo. 

Museu Nacional

Quem me conhece, sabe do meu apreço por museus e afins. Aliás, dizem que minha casa é um museu. E não deixa de ser, só falta organizá-lo. Por isso, é claro que estou muito triste com o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Uma tragédia irrecuperável para a História.

Por outro lado, sei que os ânimos estão acirrados, ainda mais em ano de Eleição Presidencial. Mas não concordo com a postura acusatória que está sendo assumida tanto por pessoas de esquerda quanto de direita. Um lado culpa o outro pelo ocorrido. Vocês sabem de minha posição política, mas este é um caso em que não cabe partidarização. Existem responsabilidades, sim, mas elas me parecem generalizadas e não específicas. Até que eventuais investigações provem o contrário.

A propósito, o que está sendo feito pelo Museu de Comunicação Hipólito da Costa, em Porto Alegre? E quando poderemos frequentar o arquivo de jornais livremente de terça a sábado, como era antes, e não apenas duas tardes por semana com hora marcada? São só perguntas.