quarta-feira, junho 06, 2018

Canto Livre em nova fase

Para mim, era uma questão de honra comparecer à estreia da nova formação do Canto Livre, nessa terça-feira, às 12 e 30, no Foyer Nobre do Teatro São Pedro. Afinal, eu acompanho o trabalho deles desde o antigo "Coral de Câmara do Rio Grande do Sul", em 1980. Assisti ao primeiro show oficial do grupo no saudoso Teatro Um (ex-Oi Nois Aqui Traveiz), na Ramiro, em 1981. Tenho os dois LPs e o CD que saiu em 2002, quando o conjunto voltou à ativa depois de um longo hiato. Estive na eliminatória gaúcha do Festival dos Festivais em 1985, no Gigantinho, em que eles apresentaram "Esse Gaiteiro", com participação de Borghettinho. Também marquei presença em show no Teatro Renascença em 1987 quando a formação se reduziu a um quarteto (Fernando, Pedro, Cíntia e Joca). Eu não podia faltar no começo de mais este capítulo.
É bem verdade que um fator me ajudou: estar aposentado. Um show de uma hora, ao meio-dia, em dia de semana, acabou resultando numa plateia com faixa etária predominante acima de 60, por um processo de seleção natural. Um dos novos, Flávio Englert, foi o único que iniciou o show já no palco, tocando seu piano. Os sete demais vieram de trás cantando uma paródia de "Bohemian Rhapsody", do Queen. Humor sempre foi um ingrediente obrigatório no Canto Livre, mas teve um efeito colateral: um dos fundadores acabou saindo para virar humorista (mais sobre isso adiante).

Jairo Kobe, Selma Martins e Vânia Mallmann são membros fundadores do Canto Live. Calique Ludwig pode ser considerado "fundador honorário", pois começou como regente do grupo, eventualmente fazendo participações especiais, até que se oficializou na formação em 1989 - a faixa "Não Penso Muito que Dói", da miscelânea "Geração Pop", da RBS discos, registra a sua adesão. Pedro Guisso entrou na segunda formação e é o mais antigo que nunca saiu, ao contrário de outros que foram e voltaram. Os novos são Carmen Nogueira, Maria do Carmo Dischinger e o já citado Flávio Englert.
Belas harmonias vocais sempre foram a marca registrada do Canto Livre. Entre composições próprias e covers bem escolhidas, eu destacaria a belíssima interpretação de "Pampa de Luz", de Pery Souza e Luiz de Miranda, começando com um solo grave de Calique até ser inundada pelas demais vozes. O primeiro sucesso dos Almôndegas, "Sombra Fresca e Rock no Quintal", serviu de pretexto para uma divertida encenação em que todos disputam um único microfone.
Para cantar "Diamante", de Zé Caradípia e Sérgio Silva, foi chamado para participar o ex-integrante Jair Kobe, hoje mais conhecido como o Guri de Uruguaiana. Ele era uma das melhores vozes da formação original e é uma pena que tenha trocado a música pelo humor. Tive que sair logo depois do final, mesmo assim apresentei-me rapidamente a meu ídolo Tasso Bangel, do Conjunto Farroupilha, que também estava lá assistindo. Mas quem ficou mais um pouco teve um bis não programado com "A Whiter Shade of Pale", como registrou em vídeo o músico Jorge Vargas (e divulgou no Facebook). Que venham mais shows e, se possível, um CD. Longa vida ao Canto Livre!

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