terça-feira, dezembro 08, 2009

Mais uma googlada

Na última semana, o ibope do Blog aumentou um tiquinho, graças a um link postado no site "Lápis Raro". Juliana Sampaio compilou uma lista de 19 links numerados de 1 a 20 (o 13 ela pulou, em respeito aos supersticiosos), sob o título de "Links on The Rocks", e incluiu o meu "Curso rapidíssimo de Google". Ela o indicou para quem estivesse precisando de um "curso de Google for dummies". Pelo menos um internauta deve ter achado interessante, pois divulgou no Twitter.

Quem acompanha o Blog há mais tempo já sabe que criei aquele "curso" diante da constatação de que muita gente não sabe usar o Google. Há pessoas que "fazem pedidos" ao Google e explicam em detalhes o que procuram, sem perceber que ele é apenas uma ferramenta que busca as palavras digitadas na Internet. Mas um aspecto que me impressiona nesses "incautos", como eu chamo, é que eles não observam a "amostra" que o Google oferece na lista de resultados. Simplesmente pressupõem que, se o Google mostrou, é porque ali vai estar o que eles procuram. Hoje, por exemplo, alguém chegou a este Blog digitando o que segue:

musica tema quadro vai dar namoro shuller

Não conheço esse quadro, nem sei quem é "shuller", portanto esse é um assunto que, com certeza, nunca abordei aqui. Mas casualmente as palavras aparecem dispersas na página de janeiro de 2008. Refiz a pesquisa só para ver o que apareceu para o incauto em questão. O Blog era a sétima indicação da lista, mostrada desta forma:


Se a visita foi registrada pelo Site Meter, isso significa que a pessoa em questão chegou a entrar no Blog, ou seja, ela clicou no link. Mas... pra quê? Não bastaria olhar bem para a "amostra" acima para constatar que ela não contém o assunto procurado? As palavras que o internauta digitou ainda estão em negrito, para salientar. Fica evidente que os termos aparecem em frases distintas. A impressão que eu tenho é que os incautos escrevem seu "pedido" bem explicadinho para o Google, "quero achar tal coisa assim assado, blá blá blá", e depois saem clicando de link em link, sem critério nenhum, presumindo que vão achar o que procuram em algum lugar da página. "Se o Google mostrou, tem que estar aqui!" Até um telefonema já recebi por conta de uma pesquisa dessas (como comentei aqui).

Houve uma época em que eu postava mensalmente os argumentos de busca mais incríveis que haviam chegado a este Blog. Criei a expressão "googladas incautas", que inclusive foi adotada por Zé Alfredo, do blog "
Voltas em Torno do Umbigo", mas depois descobri que a ideia em si não era nova. Rafael Galvão já publicava desde 2003 as "Alegrias que o Google Me Dá". O "Butuca Ligada" tem o "Momento Google".O Championship Vinyl tem o "Diga-me o que procuras... e te direi quem és". Em Portugal, o blog "Lei de Murphy" tem as "Googladas que vieram cá dar". E até as dicas que eu dei no meu "curso" já foram apresentadas de forma bem mais sintética na "Casa da Cris" ao comemorar os 10 anos do Google. Não, ela não copiou de mim. Apenas deu orientações semelhantes.

Enfim, eu continuo aguardando que algum caderno de informática de jornal de grande circulação publique uma matéria sobre esse tema. Acho que é válido e necessário.

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