sexta-feira, setembro 25, 2026
quarta-feira, setembro 23, 2026
O Peter dos sebos
No dia 2 de novembro de 2004, quando este Blog ainda não tinha três meses completos, eu abri uma postagem com o seguinte parágrafo:
O ator Paulo Betti está sendo entrevistado no Jô. Quando Jô lhe perguntou sobre os melhores sebos do Brasil, fiquei aqui torcendo: "Porto Alegre... Porto Alegre..." Ele respondeu: "É difícil citar algum para não cometer injustiça, mas eu gosto muito do sebo do Peter, em Porto Alegre". Ahá! Não tem pra ninguém, Porto Alegre é a capital dos sebos de livros e de discos também!
Mais adiante eu confessava meu desconhecimento. Qual é o sebo do Peter? É Peter ou Pitter? Pois logo eu descobriria: era o Beco dos Livros. Há mais de uma livraria com esse nome, todas do mesmo proprietário. Quanto à grafia, costuma-se escrever Peter, mesmo, mas ele se chamava na verdade João Pedro Dullius.
Sim, se "chamava". Faleceu hoje.
segunda-feira, setembro 14, 2026
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terça-feira, setembro 08, 2026
O sucesso brasileiro de Elton John
Em 1973, possivelmente em maio, eu estava circulando pela
Galeria do Rosário, em Porto Alegre. Minha irmã morava no Edifício Oliveira Castro,
praticamente ao lado, na Rua Vigário José Inácio, e eu ia bastante lá.
Aproveitava para circular na galeria porque lá havia três lojas de discos: A
Musical, mais próxima da saída (ou entrada) da Marechal Floriano, Kidiscos,
mais ou menos no meio, e Discorama, perto da Vigário. Eu tinha 12 anos.
segunda-feira, setembro 07, 2026
Volta do CD? Não aqui.
Começaram a surgir postagens no Facebook falando em "volta do CD". Meu primeiro pensamento foi: onde? No Brasil, com certeza, não. Mas logo uma lida rápida no começo das matérias respectivas confirmou: de fato, houve um aumento de vendas nos Estados Unidos. Aí, nenhuma surpresa. Basta verificar o site da Amazon americana para ver que, lá, os CDs continuam sendo lançados e vendidos normalmente. E também formatos físicos de vídeo, como DVD, Blu-ray e uma mídia ainda mais sofisticada que os brasileiros nem sabem que existe, o disco de 4K.
Mas aqui a realidade é outra. A pandemia acelerou um processo que provavelmente era inevitável, que foi o fim da fabricação de mídias físicas em larga escala. Ainda se encontram alguns lançamentos isolados em CD, como MPB-4, projeto Casa Ramil e os trabalhos individuais da família, como de Vitor, Ian e Thiago Ramil. Houve ainda um produto criado com tanto carinho que até chegou a lembrar os bons tempos da indústria do disco: "Tesouros MPB", pelo selo do SESC, uma caixinha de quatro CDs e um livreto de capa dura de 116 páginas com letras e textos explicativos. Resgata gravações ao vivo de 1975 que estiveram guardadas por 50 anos no acervo do músico Guttemberg Guarabyra. Os artistas são Sérgio Ricardo, Jackson do Pandeiro, Maurício Tapajós, Lucinha Lins, Fafá de Belém, Sidney Miller, Ivan Lins, César Costa Filho, Sérgio Sampaio, Walter Queiroz e Sá & Guarabyra. Em Porto Alegre, encontrei essa relíquia na Livraria da Travessa do Shopping Iguatemi, uma das raras lojas da capital gaúcha a oferecer lançamentos brasileiros de CDs e DVDs.
De resto, acabaram as fartas coletâneas e também a torcida por relançamentos em CD. Álbuns de músicos gaúchos que eu aguardava ansiosamente em compact disc saíram somente nas plataformas digitais. Exemplos: Hallai, Saracura, Maria Rita (não a filha da Elis), Annie Perec, o primeiro de Bebeto Alves, Terceiro Sinal de Jerônimo Jardim e vários volumes de festivais nativistas. De artistas de outros estados, cito o de 1982 do Roupa Nova, Dança dos Signos de Oswaldo Montenegro, Cartas, Canções e Palavras de Sá & Guarabyra, Eterno como Areia, Sinal de Amor e Sentimento Meu de Diana Pequeno e muitos outros. É possível comprá-los via iTunes e até gravá-los em CD-R, mas sem a mesma qualidade de um CD original feito a partir das fitas matrizes. Sem falar a ausência de encartes, com todas aquelas informações que a gente gostava de ler. Também não se fabricam mais as tradicionais caixinhas de acrílico. E os players estão desaparecendo de carros e computadores.
Em termos de vendas, o que pode estar acontecendo no Brasil é um aquecimento na procura por usados e importados. Mas isso, me desculpem, não é "volta do CD". Eu ainda tenho pelo formato o mesmo fascínio de quando ele surgiu como novidade no início dos anos 1980. E é uma pena vê-lo tão desvalorizado no Brasil, enquanto retorna o interesse por LPs que, ou custam uma fortuna (no caso de novos), ou estão cheios de chiados, estalidos e pulos.
Tragam de volta os CDs! Mas de verdade. Façam tiragens menores, se for o caso, mas não deixem de lançá-los.
sábado, agosto 22, 2026
segunda-feira, agosto 10, 2026
Aniversário do Blog
Hoje o Blog completa 22 anos. Com bem menos postagens do que nos primeiros tempos, mas sendo mantido no ar como uma vitrine alternativa às redes sociais para minhas manifestações. Em especial, aquelas que eu desejo que fiquem disponíveis para consulta permanente. Mesmo que percam a atualidade, mas se tornarão registros de sua época respectiva. As futuras gerações não entenderão, por exemplo, qual a graça das saudosas "Googladas Incautas", pois a inteligência artificial transformou o Google exatamente naquilo que os incautos pensavam que ele já fosse desde o início: um site que responde a perguntas.
Sigamos!









