quarta-feira, maio 27, 2026
terça-feira, maio 19, 2026
Kindle: fim de um ciclo
sábado, maio 09, 2026
Tasso Bangel (1931-2026)
sexta-feira, maio 08, 2026
Luiz Sérgio Carlini (1952-2026)

Faleceu ontem o guitarrista Luiz Sérgio Carlini, do Tutti Frutti. A foto acima foi tirada há exatos 28 anos, no dia 8 de maio de 1998, também uma sexta-feira, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre, no show coletivo "Heróis do Rock". Da esquerda para a direita: Deborah do Made in Brazil, Fughetti do Bixo da Seda e Carlini. Com a partida deste, os três se reencontram no outro plano.
domingo, maio 03, 2026
Buscando o empate
Faz tempo que não acompanho futebol, mas hoje eu estava com meu filho na casa dele enquanto a TV mostrava o clássico Flamengo e Vasco. O jogo estava 2 a 0 para o Flamengo quando, na segunda metade, faltando seis minutos para o fim do tempo regulamentar, o Vasco conseguiu descontar. Aí, me interessei pelo jogo. Resolvi torcer para que o time alvinegro fizesse mais um e empatasse a partida. Pois isso aconteceu, pasmem, no sétimo e último minuto da prorrogação. E com um gol de rara feitura: Hugo Moura cabeceou para baixo, a bola quicou no gramado e rumou para o fundo da rede.
Não que isto seja surpresa, mas a postura das torcidas ao final confirmou o que eu sempre pensei, desde a infância, nos meus tempos de colorado fanático: num empate com gols, o time que consegue igualar o placar fica com sensação de vitória. Flamengo e Vasco fizeram o mesmo número de gols, não houve vencedor ou vencido, mas a torcida que comemorava efusivamente ao final, agitando suas bandeiras, era a do Vasco.
Uma curiosidade é que, em 1974, foi o Vasco que cedeu o empate após estar vencendo por 2 a 0, justamente para o meu time, o Internacional. Para o Colorado, aquele jogo não valia nada, mas o Vasco sairia dali Campeão Brasileiro, se vencesse. E ainda assim, por amor à camiseta, o time rubro igualou o escore e adiou o título dos cariocas.
quinta-feira, abril 30, 2026
Aniversário de Beatlemaníaco
sábado, abril 11, 2026
Obsolescência forçada
Eu sou do tempo em que a gente adquiria um produto e, se quisesse, usava-o enquanto ele continuasse funcionando. Fiquei mais de 20 anos com o Gol 1989 que ganhei zero de minha mãe. E, pelo visto, o Uno 2014 que comprei também zero vai pelo mesmo caminho. Já está comigo há 12 anos. Os CDs que venho colecionando desde 1989 ainda tocam perfeitamente e continuam compatíveis com os players. Idem os DVDs que comecei a comprar no ano 2000. Blu-rays, desde 2013. Minha ex-esposa esteve em meu apartamento na pandemia, com nosso filho, e sugeriu que eu comprasse uma geladeira nova, porque a minha "está muito feia". Sim, está enferrujada. Mas funciona. Só precisei mandar consertar uma vez e foi simples. O modelo supersofisticado que minha ex tem em casa faz uns barulhos estranhos de tempos em tempos.
Infelizmente, estamos cada vez mais entrando em um mundo em
que não somos mais nós quem decidimos quando aposentar um produto. O fabricante
nos obriga a isso. Tive que tirar de uso um scanner em perfeito funcionamento
porque se tornou incompatível com o hardware e software do meu computador.
Tenho vários CD-ROMs aqui e nenhum roda no meu equipamento. Mas agora, a meu
ver, a situação está ficando abusiva.
Já comentei aqui de quando recebi um aviso da Microsoft me mandando providenciar um computador novo, pois eles não forneceriam mais atualizações de segurança para o Windows 10. O prazo era até outubro do ano passado. Ora, dos quatro desktops que eu já tive, este é o melhor de todos. Comprei-o em 2017. Não tenho problemas com travamentos ou falhas repentinas. Meu Dell anterior às vezes não queria ligar, eu tinha que insistir ou tentar repetidas vezes. Este é perfeito. O prazo que a Microsoft me deu já passou, mas eu seguirei usando o equipamento enquanto puder.
Há algum tempo, liguei o home theater Sony que tenho desde 2013 e fui surpreendido por um "aviso importante": "Todos os serviços de streaming e navegador de Internet serão encerrados a partir de 16 de setembro de 2025. Pedimos desculpas pela inconveniência". Eu sabia que o aparelho estava fora de linha havia tempos, mas pensei que o que já estivesse nele ficaria para sempre. Ele tinha vários serviços, mas o que eu mais usava era Netflix. Era uma beleza poder desfrutar do som 5.1 diretamente do player para as caixas. Muitas vezes, sintonizei também o YouTube. E, de repente, mais nada. Simplesmente tiraram tudo. Agora só serve para tocar CDs, DVDs, Blu-rays e pen drives, além de poder ser usado com o televisor. Tudo bem, essas foram as principais finalidades para as quais comprei o player. Mas e aqueles extras todos que eram anunciados? Foram-se.
Mas não acabou. Na semana passada, recebi um aviso de que os aparelhos Kindle lançados até 2012 inclusive não terão mais suporte. Conseguem-se ler os livros já baixados nesses dispositivos, mas, a partir de 20 de maio, não se poderão acrescentar mais títulos a eles. E, se desfizermos o registro do aparelho ou restaurarmos as configurações de fábrica, nunca mais poderemos reativá-los. A mensagem ainda termina oferecendo um desconto de 20% nos novos aparelhos Kindle. Ah, sim, muito obrigado! O modelo que comprei justamente em 2012 funciona com "e-ink", sem luz própria e totalmente operado por botões. Eu gosto assim. Tenho outro dispositivo que comprei mais tarde, mas suspeito que também pertença à geração que está sendo condenada à extinção. Pelo menos no smartphone e no computador os aplicativos não serão afetados, suponho. Já não sei mais.
Tomara que automóveis e residências jamais sejam de alguma forma integrados à Internet. Imaginem o carro parar no meio da estrada e aparecer num painel a mensagem: "Atualize o firmware!" Ou você ser obrigado a trocar de veículo porque "o provedor não dará mais suporte a tais e tais modelos". Ou receber um e-mail mandando substituir todos os aparelhos da sua casa – geladeira, fogão, freezer – porque "não serão compatíveis com o novo sistema operacional". É melhor nem dar a ideia!



