quarta-feira, fevereiro 14, 2007

"Gonna fly now..."

No dia 15 de dezembro de 2005, escrevi sobre minha admiração pelo personagem do cinema Rocky Balboa ("Rocky, um vencedor"), comentei genericamente os filmes da série e terminei dizendo: "O que estará fazendo hoje Rocky Balboa? Eu iria ver um Rocky VI sem pensar duas vezes."

Sem que eu soubesse, já estava em andamento a produção para a volta do pugilista criado e interpretado por Sylvester Stallone. Hoje, finalmente, fui ver o filme "Rocky Balboa". Os clichês de roteiro continuam os mesmos, mas com uma diferença: 30 anos se passaram desde o primeiro filme, "Rocky, um Lutador", 21 anos desde "Rocky IV", o último em que o personagem aparecia lutando profissionalmente, e 16 desde "Rocky V", que fechou a série original (o ano-base para os cálculos foi o da filmagem, 2006). Assim, o retorno de Rocky Balboa aos ringues tem um componente extra de volta aos bons tempos e de provar que a idade e um longo período de inatividade não destroem a capacidade de lutar (literal e metaforicamente). A cena mais emocionante não é a da luta final, mas a seqüência que mostra vários momentos do treino de Rocky ao som do clássico tema "Gonna Fly Now". Quando se ouve a fanfarra de introdução e Rocky já está correndo pelas ruas da Filadélfia, é impossível para quem é fã do personagem desde os anos 70 não ficar arrepiado. É como se nossa adolescência de 1976 ressurgisse das cinzas para retomar os sonhos, os planos que mudaram na roda viva, as coisas boas de que por algum motivo nos afastamos. Se Rocky não está velho demais para lutar, nós também podemos tentar de novo.


Não tem como errar: se você gostou pelo menos de um dos três primeiros filmes da série (já que o quarto e o quinto realmente deixaram a desejar), vai adorar "Rocky Balboa". E, se for da minha geração, sairá do cinema com a sensação reconfortante de que ainda não entregamos os pontos.

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