sábado, fevereiro 03, 2007

Eu mereço!

Ninguém nasce sabendo, diz o clichê. Mas o que me impressiona às vezes é quem não sabe, pensa que sabe e ainda se enche de razão para tentar demonstrar um conhecimento que não tem. Lembro quando a professora de literatura Jane Araújo citou aquele texto de Paulo Sant'ana sobre amizade em uma comunidade do Orkut. Imediatamente um pseudointelectual contestou: "Esse texto é de Vinicius de Moraes. Você devia verificar melhor as suas fontes." Ora, quem tinha que verificar melhor as fontes era ele, pois a atribuição de "Meus Secretos Amigos" a Vinicius começou na Internet. O texto é mesmo do Sant'ana. Que o rapaz não soubesse disso, tudo bem. Mas da forma como respondeu, até parece que conhecia o autor de fonte segura, quando foi apenas mais um entre muitos incautos a confiar cegamente na Internet. E ainda tentou dar uma "ganhada" numa das internautas mais bem informadas do Orkut.

Em 16 de junho de 2005, publiquei um comentário rápido que transcrevo aqui:

Quando me disseram que tinha surgido uma tradutora no Orkut se dizendo "auto de data", achei que fosse gozação. Mas experimentem pesquisar "auto de data" no Google, somente em páginas em português, e vejam o que aparece!

P.S.: Isso prova o quanto faz falta um professor...

Hoje me aparece este comentário assinado por um tal de Thiago, que não deixou e-mail nem endereço de site:

Auto de data, uma expressão composta e admissível. Atualize-se!

Tudo bem, Thiago. Eu estou sempre pronto a aprender. Então vamos fazer o seguinte: indique-me uma fonte confiável que confirme a existência dessa expressão. Se eu estiver errado, faço a correção. Perdoe-me, mas eu me recuso a desperdiçar o precioso espaço deste blog explicando a formação da palavra "autodidata". Meu público-alvo são as pessoas esclarecidas.

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