quarta-feira, novembro 29, 2017

Por que não quero Whatsapp

Acho curioso quando as pessoas me pedem "meu Whats" sem nem perguntar se tenho ou não. Não tenho e não quero ter. Aliás, meu celular é bem simples, o que chamam de "dumb phone". E assim será enquanto eu puder resistir. Adoro a Internet, mas somente no computador, confortavelmente instalado em minha cadeira, com um teclado de verdade para escrever frases por extenso, com todas as vírgulas e acentos. Quando ponho o pé na rua, quero me desconectar! E se alguém precisar falar comigo, é muito fácil: basta telefonar, como sempre se fez. 

Ainda assim, alguns insistem. Acham que sou muito resistente e que não teria nada a perder. Teria, sim. O meu sossego. A minha tranquilidade. No momento em que todos soubessem que eu tenho Whatsapp, ele passaria a ser usado como o canal único de comunicação comigo. As pessoas deixariam de me telefonar, porque achariam mais fácil "passar um Whats". Então todas as mensagens que me fossem enviadas, de recados urgentes a abobrinhas inoportunas, chegariam via Whats. E eu seria obrigado a ler tudo, pois poderia ser algo importante. Algum assunto relacionado ao meu filho, por exemplo. Imaginem eu bem tranquilo dando minha caminhada, aí tendo que parar, colocar meus óculos e ler: "Olhem como David Bowie está lindo nesta foto!" Agora mesmo queriam me incluir num grupo de fãs dos Bee Gees. 

Não ter Whatsapp é um bom filtro. As mensagens urgentes vêm por telefone. As não urgentes eu posso ler em casa, com calma. Whatsapp é uma invenção totalmente desnecessária que acabou virando moda. Dispenso.

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