terça-feira, janeiro 04, 2011

Perdas

Estou com pouco tempo para escrever aqui, mesmo assim não posso deixar de registrar duas perdas que a música teve recentemente. A primeira delas é a do pianista, arranjador e compositor Geraldo Flach, de Porto Alegre, que faleceu ontem, de câncer, aos 65 anos. Ouvi falar nele pela primeira vez quando a Rádio Continental divulgou uma gravação de "Nos Cantos Escuros" com vocal do também saudoso Fernando Ribeiro. Não lembro ao certo se foi num "Mr. Lee" de 1976 ou já no "Mestre Júlio" em 1977. Depois Berê lançou a música em seu LP, que saiu em 1978. Em 1985, ele e Jerônimo Jardim concorreram no Festival dos Festivais com "Pátria Amada", interpretada por Gélson Oliveira e Solange. Flach e Jardim aparecem no vídeo abaixo, entrevistados por Carlos Dornelles:

Outra triste baixa ocorreu ainda hoje: foi a do cantor e compositor escocês Gerry Rafferty. Eu conheci o trabalho dele em 1974, ainda como integrante do Stealers Wheel ao lado de Joe Egan. Mais tarde, já na era do CD, fui atrás dos álbuns que ele gravou com os Humblebums e também do primeiro disco solo, "Can I Have My Money Back", lançado em 1970. Mas sua música mais conhecida é "Baker Street", de 1978, que toca a todo o momento em FMs como a Antena 1 e a Continental. Rafferty tinha problemas com o álcool e acabou falecendo aos 63 anos. Caso não tenham identificado pelo nome, aí está "Baker Street":


No fim, acabei não falando nada sobre o radialista Ricardo Barão, que também se foi no dia 25 de dezembro de 2010, com 56 anos. Lembro dele na antiga Bandeirantes FM, no programa Estúdio 576. Em 1982 ele fez um especial sobre o álbum duplo de Simon e Garfunkel no Central Park. Já no segundo semestre de 1983 eu ouvi quando ele anunciou que breve a programação da Bandeirantes migraria para a Ipanema e sugeriu que os ouvintes tentassem sintonizar a frequência 94.9, que já estava no ar em transmissão simultânea. Estive algumas vezes na loja dele, a Disco Voador. A Zero Hora exagerou ao dizer que era "a maior loja de discos de rock de sua época", mas foi uma das primeiras a se estabelecer com um público-alvo diferenciado. A segunda parte de um especial de rock gaúcho de 1986 que postei no YouTube mostra Barão ainda no tempo da Ipanema:


Geraldo Flach também é citado por Mutuca, que conta uma história bem engraçada sobre o músico.

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