sexta-feira, julho 06, 2018

Brasil fora, etc.

Eu juro que não estava nos meus planos ignorar a Copa este ano. Mas foi o que acabou acontecendo. A cada jogo do Brasil eu tinha um trabalho a fazer bem na hora, então deixava o televisor ligado às minhas costas. Se acontecia um gol, eu me virava para ver o replay.

Já hoje foi diferente. Minha postagem anterior foi o passeio pela área reinaugurada da Avenida Beira-Rio. Entusiasmado com o sol e temperatura de 20 graus, fui de camiseta de manga curta e bermuda. Talvez se eu tivesse apenas feito a minha caminhada em ritmo acelerado, como era o plano original, não teria havido maiores consequências. Mas acabei parando para fotografar e o fim de tarde foi trazendo uma temperatura mais baixa. O resultado é que passei a semana toda tossindo e com chiado no peito.

Hoje pela manhã, cansei de esperar que o problema se resolvesse apenas com própolis e nebulizações: fui à emergência do Hospital Mãe de Deus. Tive que fazer raio X e exame de sangue e já estou tomando antibiótico. Isto me dá uma bela desculpa para ficar mais um tempo sem atualizar o blog: "estou de atestado"!

Enfim, cheguei em casa às duas da tarde, ainda tinha um trabalhinho para terminar e às cinco horas sairia para buscar meu filho. Então o que fiz bem na hora do jogo do Brasil? Tentei dormir um pouco. Nem liguei a TV. Pelo silêncio na vizinhança, imaginei que o placar estivesse zero a zero. Ao levantar, conferi no Clicrbs e já estava dois a zero. Não me passou pela cabeça que ninguém iria comemorar ruidosamente os gols do adversário. Quando vi que o Brasil marcou um, aí sim, liguei a televisão para acompanhar o finalzinho. Mas não deu. 

Já houve um caso anterior em que não vi um jogo inteiro do Brasil em Copa do Mundo transmitido pela TV (descontada a Copa de 70, em que eu tinha nove anos, ainda não gostava de futebol e acabei assistindo somente a metade da seminfinal e depois toda a final): foi em 1990. No horário do primeiro jogo da Seleção, eu e minha então esposa estávamos voltando de Brasília a Porto Alegre, de avião. 

A verdade é que, depois do penta, Copa do Mundo perdeu a graça, para mim. Antes existia o desafio de conquistar um título sem Pelé. Mas não só isso. Lembro bem da emoção que foi para mim rever os jogadores da Seleção de 1970 em seus respectivos times brasileiros no chamado Robertão (Torneio Roberto Gomes Pedrosa), antecessor do Campeonato Brasileiro. Já há bastante tempo isso acabou. O futebol brasileiro está esvaziado e nossos craques estão todos na Europa. 

Por fim, faço coro ao consolo da maioria: pelo menos não foi sete a um... 

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