sexta-feira, janeiro 13, 2017

Testando o Netflix

Não sou assinante do Netflix. Sempre gostei de ter minha própria videoteca, um sonho que acalentava desde que comprei meu primeiro videocassete em 1985 (como já contei aqui), mas que só consegui realizar plenamente na era do DVD. Comentei isso com um colega no ano passado e ele respondeu que, com o Netflix, a gente "tinha" os filmes, só que de outra forma. Achei interessante a ideia e comecei a pensar no caso de aderir a essa nova tendência do mercado de vídeo. Atraiu-me a possibilidade de escolher uma produção mais rara ou um documentário para desfrutar a qualquer momento.

Tive minha primeira decepção ao encontrar, na Internet, uma notícia sobre os filmes que seriam retirados do Netflix. Ah, então eles não ficam em definitivo? Ponto a favor da minha videoteca. Mas ontem, na casa de amigos, pela primeira vez dei uma examinada no Netflix. Na condição de visita, eu não iria ficar assistindo a um filme de uma hora e meia. Mas aproveitei para explorar as opções. Com o controle remoto na mão, comecei a fazer algumas buscas. Beatles? Nada. Bowie? Nada. Pink Floyd? Nada. Até apareciam alguns títulos, mas estavam indisponíveis. Por exemplo, quando pesquisei Phil Ochs, a ferramenta de busca listou o documentário "There But For Fortune", mas não para ser visto. Após mais algumas tentativas frustradas, desisti.

Para não dizer que não encontrei nada que me interessasse, quando fiz as procuras pelos nomes relacionados a música, apareceram sugestões de outros filmes com temas semelhantes. Um deles era "Don't Stop Believing: Everyman's Journey", um documentário sobre como o filipino Arnel Pineda veio a ser o cantor da banda americana Journey. Uma espécie de história de "cinderelo". Assisti aos primeiros dez minutos, apenas por curiosidade. 

Pode ser que eu um dia assine o Netflix, se não pesar muito no orçamento. Mas para complementar meu acervo de vídeo, jamais para substituí-lo. Depois do teste de ontem, concluí que não passa de uma versão eletrônica das "locadoras de bairro" bem comuns, daquelas que só têm filmes recentes e/ou manjados. É para espectadores casuais, não para consumidores de um nicho mais específico. Por isso, continuo preferindo a minha videoteca.

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

E verdade! Procurei no Netflix o filme Esposamante que gostaria de rever e não encontrei.É um filme bastante antigo, admito, mas de que adianta só ter filmes atuais ou da moda?
Abr.
Lasek

1:34 PM  
Blogger Emilio Pacheco said...

Exatamente. Minha impressão do Netflix foi a mesma que tive das primeiras locadoras de vídeo que frequentei, lá nos anos 80: decepção pelo potencial desperdiçado. Poderia ser uma preciosa filmoteca. Em vez disso, oferece o mesmo "menu básico" da TV aberta.

5:53 PM  
Blogger Serbão said...

ola emilio! sobre o acervo de filmes, tenho a mesma impressão que você teve. mas o netflix tem um outro lado, mais interessante: as séries que produz são muito boas. ali tem espaço para experimentações como Black Mirror e OA, a consagração de House of Cards e Orange is the new black e o resgate saudosista dos anos 80 em Stranger Things. por isso, acho que vale a pena.

1:25 PM  
Blogger Emilio Pacheco said...

Valeu a dica, Serbão. Eu acho que não tenho mais ânimo de conhecer séries novas. Coleciono as antigas. Tenho em DVD "Os Invasores", "O Rei dos Ladrões", a primeira temporada de "O Homem de Seis Milhões de Dólares", as três temporadas de "A Mulher Biônica" e, em Blu-ray, "Batman". Tudo importado, porque nada disso saiu no Brasil. E tenho algumas que saíram por aqui, também, como "Agente 86", "Missão Impossível", "Perdidos no Espaço" e "Jornada nas Estrelas". Haja tempo para ver tudo isso.

6:26 AM  

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