quinta-feira, julho 21, 2016

Bom dia

Não sei se é mania de velho que já estou pegando aos 55 anos, mas cheguei a uma conclusão: eu gosto de dormir e acordar cedo. Só não faço mais vezes porque nem sempre é possível. Aliás, muito raramente. Não há como já estar dormindo, por exemplo, às 11 da noite, quando se tem um dia bem aproveitado. Mas de vez em quando é bom. Sempre lembro que uma vez, aos 16 anos, cheguei da aula de inglês caindo de sono e disse a meus pais que já queria ir deitar. Não sei por que isso aconteceu, só sei que dormi 13 horas seguidas. Isso ocorreu mais uma vez aos 20 e poucos anos. Hoje, se durmo muito cedo, acordo mais cedo ainda. E é claro que em algum momento eu vou querer dormir de novo, antes do tempo. Eu sempre gostei de dormir. É um prazer. Mas estou concluindo que gosto de acordar cedo, quando é sem sacrifício. Como hoje, por exemplo.
Há tempos eu vinha "namorando" essa caixinha de cinco CDs que aparecia disponível para pronta entrega em uma conhecida loja on-line brasileira. Acabei encomendando. O grupo Boney M foi criado em 1976 pelo produtor alemão Frank Farian, o mesmo que lançou o Milli Vanilli. As duas bandas tinham em comum o fato de usarem falsos membros para fazer shows, dublagem e figuração nas capas dos discos. Os verdadeiros cantores nas gravações eram outros. Mas, enquanto o Milli Vanilli foi desmascarado e isso acabou com a carreira da banda, o Boney M seguiu normalmente sua bem sucedida trajetória no gênero Eurodisco. O pecado do Milli Vanilli talvez tenha sido o de ganhar um Grammy de Melhor Artista Estreante em 1990. Aos olhos da crítica, isso lhes conferia uma acintosa credibilidade. Já o Boney M fez tranquilamente o seu sucesso comercial com deliciosas canções pop como "Daddy Cool", "Ma Baker", "Rivers of Babylon" e "Gotta Go Home". Hoje já se sabe que a voz masculina que se ouvia nas músicas não era de Bobby Farren, mas do próprio produtor Frank Farian.
Depois de Close to the Edge (1972), The Yes Album (1971) e Relayer (1974), mais um disco do Yes ganha uma edição especial em Blu-ray 5.1: Fragile (1971 - lembrem-se do que comentei sobre artistas lançarem até dois discos por ano na década de 70). Esse foi o primeiro com o tecladista Rick Wakeman e traz a clássica "Roundabout". Enquanto álbuns de outros artistas remixados em 5.1 só estão disponíveis em caríssimos pacotes cheios de extras dispensáveis, o Yes está fazendo a coisa certa e criando produtos de bom tamanho. Aqui temos um CD e um Blu-ray com versão 5.1, estéreo, cópia direta do vinil original e outtakes das sessões de gravação, incluindo a inédita "All Fighters Past".

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