terça-feira, julho 12, 2016

Tiro no vazio

Não quero ser agourento mas, como ávido consumidor de refrigerantes diet/light/zero, não vejo futuro para essa nova fórmula com stévia e "menos açúcar". Quem é diabético não vai poder tomar. Quem não consome açúcar refinado vai dispensar, também. Afinal, se o "normal" tem uma overdose de açúcar, o que é uma overdose de açúcar reduzida à metade? É quase o mesmo que lançar uma cachaça com "menos álcool" para quem é alcoólatra. A turma da geração saúde foge de qualquer tipo de refrigerante e também vai recusar. Quem não se importa de tomar o refrigerante comum vai continuar tomando. E quem quer um refrigerante com o mínimo possível de calorias, como é o meu caso, vai permanecer fiel ao diet/light/zero. Em suma, acho que miraram num público-alvo que não existe na prática. Em todo o caso, vamos observar o que acontece.

2 Comments:

Blogger José Elesbán said...

Penso de maneira muito parecida contigo. Não vejo muito futuro nessa Coca-Cola com stévia e menos açúcar.

10:34 PM  
Blogger Emilio Pacheco said...

Vamos ver o que acontece. Quando o DVD era um formato novíssimo, com meses de existência, surgiu nos Estados Unidos um tal de Divx. O nome ainda existe hoje, mas com novo significado. O Divx era uma espécie de DVD que só podia ser visto X vezes. O preço era para ser baratíssimo. O objetivo era competir com as locadoras. Em vez de alugar uma fita ou DVD que você teria que devolver, você compraria um Divx praticamente pelo mesmo preço. Se quisesse, você poderia pagar para "reabilitar" seu Divx e assistir de novo. Tudo pela loja Circuit City. Eu logo vi que estava fadado ao fracasso. Ninguém compra nada pensando que vai querer usar uma vez só. Quem é consumista compra um item novo pensando que vai aproveitá-lo pelo resto da vida. Mesmo assim, alguns americanos que haviam recém aderido ao DVD ficaram com medo da concorrência. Na época eu participava de um fórum e disse a eles que não se preocupassem. o Divx era complicado demais para realmente pegar. Tanto que não pegou.

Outro produto que eu logo vi que não iria dar certo era o Digital Compact Cassette ou DCC. Era um gravador de fita digital compatível com fitas cassete comum. Você só podia gravar em fita DCC, mas podia continuar ouvindo suas velhas fitas analógicas. Ora, quem é audiófilo sério a ponto de se interessar por gravador digital não vai se preocupar com as velhas fitas cassete. Esse tipo de consumidor quer o melhor possível, sem concessões. O DCC usava um algoritmo de compressão com descarte semelhante ao do mp3.

Por outro lado, eu já errei em minhas previsões. Imaginei que o futuro do "home video" estaria nas fitas de 16mm, pela praticidade. Em certa época, meu sonho de consumo era um videocassete de mesa 16mm, que só existia no exterior. Também achei que o MD (mini-disc) faria sucesso. No momento em que surgiu o CD gravável, o MD teve vida curta.

10:48 PM  

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