sábado, junho 18, 2016

O poder do USB

Já faz algum tempo que gravei a entrevista de um amigo num programa local e depois registrei-a num DVD. Avisei para ele por e-mail. Ele respondeu agradecendo, mas dizendo que hoje vivemos na era do arquivo digital independente do meio. Nesse aspecto, sempre me considerei conservador. Mantenho meu fetiche por CDs e DVDs, mesmo sabendo que é possível obter música e vídeo em outros dispositivos de armazenamento.

Mas um detalhe nunca tinha me chamado a atenção: o que se pode fazer quando equipamentos de som têm uma entrada USB. É um recurso que está presente no meu home theater, num mini-system que uso para ouvir música no quarto e também no som do meu carro. Sim, eu uso pen drive há anos. Mas, para mim, sempre foi uma forma de se copiarem arquivos de um computador para o outro. Ou de se fazer back-up de fotos, textos, música e conteúdos diversos. 

Pois bem: experimentei espetar um pen drive cheio de arquivos em mp3 no player do carro. Nossa! Horas e horas de música para ouvir! Lembro quando, numa viagem a Santa Catarina, levei dois CDs com gravações em mp3 para ir escutando. Se tivesse usado um pen drive, teria fundo musical para a ida e a volta e ainda sobraria. Uma pessoa "normal", que não seja colecionadora, consegue colocar todo o seu acervo de músicas em mp3 num pen drive. 

Mas, como se sabe, o formato mp3 utiliza compressão com descarte de informações. Em outras palavras, a qualidade de som fica levemente comprometida. Então fiz uma experiência: coloquei um pen drive com arquivos WAV no home theater da sala. Esses têm a mesma qualidade de um CD. Bingo! Tocaram normalmente! Aproveitei também para rodar arquivos de vídeo em formato MOV que gravei em alta definição com minha Nikon compacta. Outro bingo! Imagem maravilhosa e som em estéreo! Depois exibi fotos. Ficaram ótimas na tela de 32 polegadas.

Fiz testes semelhantes com um HD externo. Funcionou sem problemas. Aparentemente, dará certo com qualquer meio de armazenamento com conexão USB. Nestas horas lembro de minha juventude, em que o máximo de música ininterrupta que se conseguia eram 45 minutos de um lado de fita de 90 (já que as de 120 não eram recomendadas). Como já comentei aqui, aos 23 anos gravei uma fita para ouvir enquanto pedalava na bicicleta estacionária. Hoje, quem quiser, faz uma festa só com música de pen drive, sem necessidade de alguém para ficar de discotecário.

Enfim, antes tarde do que nunca, estou convencido: não há mais necessidade de CD-R ou DVD-R. Continuo valorizando produtos originais, mas para cópias, um pen drive ou HD externo funciona perfeitamente. Basta usar a conexão USB e os arquivos de áudio, vídeo ou fotos podem ser desfrutados sem qualquer perda de qualidade. Apenas continua existindo a necessidade de se fazerem cópias de segurança de tempos em tempos, já que não há garantia de que esses dispositivos durem para sempre. Mas aí surge outra opção para preservar os arquivos: a "nuvem". Sobre isso, escreverei quando estiver conquistado por esse recurso. 

Quem deve estar rindo sozinho é o jornalista Ney Gastal, aqui de Porto Alegre. Quando o CD era novidade, nos anos 80, ele já previa que o futuro do áudio e vídeo estaria nos "cartuchos de memória estática". Acertou em cheio.

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