quarta-feira, outubro 01, 2014

Dream Theater em Porto Alegre

Ontem foi noite de ver Dream Theater no Pepsi on Stage, em Porto Alegre. Descobri o grupo por acaso, ainda no século passado, por um de seus CDs mais obscuros, A Change of Seasons, de 1995, considerado um EP (equivalente ao antigo "compacto duplo"). O disco estava tocando em uma locadora de CDs (no tempo em que isso ainda existia) e uma das muitas covers (Elton John, Queen, Led Zeppelin, Deep Purple) me chamou a atenção. Aluguei o CD para escutar com calma e anotei o nome da banda. Tempos depois, os álbuns da discografia oficial começaram a aparecer em oferta e comprei vários. Mas ainda sou um aprendiz em Dream Theater e estou lendo a biografia "Lifting Shadows", de Rich Wilson, para me instruir. Minha intenção era ter concluído a leitura antes do show, mas o atraso na entrega do livro pelo correio frustrou meus planos.
O show de abertura foi do guitarrista gaúcho Guga Munhoz, que tocou por cerca de meia hora sobre bases pré-gravadas. Foi muito bem recebido pelo público. Ele anunciou que deverá terminar de gravar seu CD ainda neste ano.
Pontualmente às 22 horas, como anunciado, a banda americana deu início a seu show. Tecnicamente, são todos perfeitos. Os membros fundadores John Petrucci (guitarra) e John Myung (baixo) esbanjam destreza e entrosamento em suas execuções rápidas e enérgicas. O bem humorado tecladista Jordan Rudess não fica atrás e o baterista Mike Mangini, que ingressou em 2011, já se mostra plenamente ambientado no grupo.

Mas claro que o mestre de cerimônias é o vocalista canadense James LaBrie, com sua extraordinária presença de palco. Ele pode ser considerado um membro fundador honorário, já que entrou para o grupo a partir do segundo CD, Images and Words, lançado em 1992. O som do Dream Theater, infelizmente, foi prejudicado pela péssima acústica do Pepsi on Stage. Não que a plateia tenha se importado. Estavam todos entusiasmados, cantando junto e se movimentando ao ritmo das músicas. E assim, por três horas, incluindo um breve intervalo de dez minutos e o bis, o público gaúcho (incluindo gente vinda do interior) teve a sua dose de prog metal, como é chamado o gênero da banda.
O solo de bateria de Mike Mangini.

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