sábado, fevereiro 28, 2009

Camelódromo

A primeira vez em que ouvi falar no camelódromo, até pelo nome, imaginei que seria um espaço coberto onde os ambulantes se instalariam da mesma forma como já faziam na rua. Tive uma surpresa de ver que, a rigor, eles deixaram de ser camelôs. Agora estão realmente em espaços comerciais, como um shopping popular. O nome "camelódromo" é apenas uma referência ao que eles eram antes. Agora são lojistas de verdade. Há quem reclame da diminuição nas vendas, enquanto outros comemoram o conforto de não ficar todo o dia expostos ao sol. Tenho a impressão de que os que gostaram são os bem intencionados, que querem trabalhar de forma regularizada e honesta. Os descontentes são os que viam vantagens na informalidade.

De minha parte, achei uma evolução fantástica, talvez porque nunca simpatizei muito com camelôs. Roubam espaço da rua e fazem a venda de forma um tanto amadorística. Agora foram devidamente promovidos a comerciantes de verdade. Porto Alegre tem que prestigiar este passo à frente. Tomara que dê certo.

Apenas para registro, um dia desses eu estava atravessando a Júlio de Castilhos quando vi um sujeito cruzar a rua em tempo recorde - "The Flash"- e desaparecer na estação do Trensurb carregando um mostruário de óculos escuros. Sim, ainda há os insistentes.

Leia também:

Duplo sentido
A clandestinidade

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