sexta-feira, março 30, 2007

Ainda a polêmica Kiss x Secos e Molhados

José Carlos Lima, do blog "Mensário de Júpiter", publica uma resposta enfurecida a meu texto "Secos e Molhados e Kiss: fim de polêmica", chamando-me de "gente de plantão=pronta=colonizada=idiota". Ele está tão exaltado que já mudou o texto no mínimo três vezes nesta manhã. Por exemplo, agora ele tirou a frase em que questionava: "Que interesse tem um jornalista que faz isso?" Postei uma resposta no site dele. Os comentários lá são moderados, de forma que não é certo que minha resposta seja publicada. Mas de qualquer forma eu a copio aqui:

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Se você tivesse lido com calma o que eu escrevi em vez de sair me ofendendo e batendo pé feito criança mimada, você teria visto que EM MOMENTO ALGUM QUESTIONEI QUEM VEIO PRIMEIRO! É óbvio que os Secos e Molhados vieram antes, tanto que lançaram disco primeiro. O que eu digo, em primeiro lugar, é que Ney Matogrosso está equivocado quando afirma que os empresários que o procuraram no México levaram a idéia da maquiagem para o Kiss. O Kiss já tinha disco nas lojas quando os Secos se apresentaram lá. O que eu digo é que a única hipótese de o Kiss ter copiado os Secos e Molhados seria eles terem tomado conhecimento do grupo brasileiro antes do disco. E aí, me desculpe, acho que você deve ser bem mais jovem do que eu. Eu tinha 12 anos em 1973 e lembro bem: naquele tempo não existia Internet, TV a cabo (pelo menos não no Brasil), telefone celular e outros recursos que hoje sim colocam em prática a tão propalada "aldeia global". Não vai muito longe: NEM NO BRASIL os Secos e Molhados eram conhecidos antes do primeiro LP. Tinham seu público local, a revista Pop publicou duas notinhas sobre o grupo com fotos minúsculas (em uma delas sem maquiagem e citando apenas Zé Rodrix no título, por sua participação no LP), mas não eram amplamente conhecidos. E no entanto você quer acreditar, para manter essa sua fantasia, que lá em Nova York um grupo que não tinha nem grana para comprar equipamentos decentes iria tomar conhecimento de um grupo brasileiro que nem o grande público do Brasil conhecia ainda? Lamento, mas quem está redondamente enganado é você quando diz que "foi publicado nos jornais e TV que, pelo que se sabe, são lidos=vistos mundo afora." Naquela época não era assim, ainda mais em se tratando de jornais do Brasil.

Por fim, "que interesse tem um jornalista que faz isso?" ÓBVIO: esclarecer os fatos. Sem paixões, sem xenofobia, sem exaltações. Sou fã de vários grupos, inclusive dos Secos e Molhados. Assisti aos Secos e Molhados ao vivo no Gigantinho em dezembro de 1973. Mas certos fatos são óbvios e não serão discursos infantis, exacerbados e carregados de complexo de inferioridade terceiro-mundista que irão mudá-los. Além do que, nem os Secos e Molhados foram os primeiros. Teve Roy Wood e o grupo italiano Osanna.

Melhoras à sua mãe.

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