Nomes
Pois bem: há algum tempo, o jornalista Márcio Pinheiro divulgou no Facebook um site do IBGE em que é possível verificar a estatística de brasileiros nascidos de 1950 ao ano 2000 por nome, por década. Se quiserem conferir, está aqui. A primeira coisa que fiz foi pesquisar os três nomes que citei acima, para ver se minha percepção se confirmava. Bingo! Vejam abaixo o gráfico para Lucas:
A partir de 1980, verificou-se uma ascensão meteórica dos Lucas, bem como eu tinha notado. Vejamos o nome Tiago:
Aqui, não foi tanto quanto eu imaginava, mesmo assim o ápice aconteceu em 1980. Observem que as escalas dos gráficos não são idênticas. A numeração do eixo vertical é adaptada para preencher o mesmo espaço na tela conforme o resultado. Logo, o número de Tiagos não chega a 150 mil (e depois começa a baixar), enquanto os Lucas ultrapassam 500 mil. Especificamente nesse caso, minha percepção não se confirmou totalmente. Agora, o nome Mateus:
Dos três, é o único que continua em ascensão. Mas fica abaixo de Lucas e acima de Tiago.
Um nome que parece ter virado moda bem recentemente é Lorenzo. De uma hora para outra, houve uma supersafra de Lorenzos. Então resolvi pesquisar, também. Eis o resultado:
A ascensão se confirma, mas os números ainda estão muito baixos. No ano 2000, estava abaixo de sete mil. Mas, quando forem alimentados os dados de 2010 e, futuramente, 2020, pode haver um salto. Afinal, é uma tendência bem recente. Vamos aguardar.
A título de comparação, por amostragem, escolhi três nomes da minha geração para pesquisar. E a perda de popularidade de cada um também se confirmou. Aqui, o nome Rogério:
Viram só? Chegou a 100 mil em 1970, mas baixa para menos de 20 mil no ano 2000. Vejamos Fernando:
Também numa curva descendente. São ou serão, muito brevemente, "nomes de velho". Enquanto isso, os Lorenzos iniciam, devagar e sempre, um movimento para dominar o Brasil
Até pesquisei Emílio, mas não achei relevante divulgar. Tenho esse nome em homenagem ao meu avô materno. Nada a ver com tendência de época, portanto.
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