sexta-feira, abril 22, 2016

Prince

Prince era daqueles artistas com quem eu me sentia em dívida. Reconhecia o talento dele, mas ainda queria pesquisar mais sobre a vida e a obra. Tanto que o audiobook com a biografia dele está aqui, na fila de espera. Também estava na minha lista de pendências conseguir a discografia completa dele em CD. Breve ela deverá ser relançada, imagino.

O que eu achava curioso no Prince é que, em sua essência, as canções que ele compunha nada mais eram do que criações da velha e boa soul music, com inclinações eventuais para o funk (o legítimo gênero americano) e o rhythm'n'blues. Não muito diferente do que faz o lendário Stevie Wonder e até do que fazia Michael Jackson na fase adulta, em seus rompantes mais arrojados. E muitos outros bons compositores na mesma linha. No entanto, era nos detalhes que Prince se diferenciava. Pequenos ajustes nos arranjos davam a suas gravações um toque de rebeldia e originalidade. Por cima disso tudo, ele colocava uma imagem provocante e misteriosa. E assim ele conseguia combinar a musicalidade e o ritmo do soul com a postura agressiva do rock. Nesse mix de ingredientes, eu diria que ele foi único. 

Prince faleceu ontem, aos 57 anos. Ele era apenas dois anos mais velho que eu. Os tempos andam difíceis. 

1 Comments:

Blogger José Elesbán said...

Os tempos andam difíceis mesmo.

3:38 PM  

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