quarta-feira, janeiro 27, 2016

David Bowie e o Brasil

David Bowie veio duas vezes ao Brasil, mas vários outros fatos aconteceram que, de uma forma ou outra, ligam o nome dele ao do nosso país. É impossível apresentar uma lista completa desses eventos, até porque o critério de inclusão, em alguns casos, é subjetivo. Algumas de minhas escolhas são pessoais. A vantagem de se ter um blog é que qualquer postagem pode se tornar um eterno work in progress, com correções e atualizações sendo feitas de tempos em tempos. Assim será neste tópico.
- Até prova em contrário, este foi o primeiro disco de David Bowie lançado no Brasil, em 1970. Tenho curiosidade de saber quem comprou esse compacto simples e se as rádios tocaram.
- Em 1970, Bowie foi apresentado a Caetano Veloso na Roundhouse, em Londres. É possível que o encontro tenha acontecido no dia em que foram tiradas as fotos acima, publicadas em uma revista da editora Bloch. Quem tentou aproximar os dois foi Ralph Mace, produtor de Caetano e Gil no exílio e tecladista no álbum The Man Who Sold The World, de David Bowie. Em 2009, quando Caetano lembrou esse fato em seu blog, localizei o e-mail de Ralph Mace e fiz uma longa entrevista à distância com ele, com a colaboração de Marcelo Fróes. A intenção era publicar a matéria no International Magazine, mas o jornal parou de circular bem na época. Uma versão bastante reduzida do texto acabou saindo no Globo. Especificamente, isto foi o que disse Mace sobre a tentativa de entrosar Caetano e Bowie:

"Eu lembro de ter apresentado Bowie a Caetano. Embora eu sempre tenha sido um grande fã de Caetano, achava que suas letras em inglês, ainda que cheias de pensamentos e imagens fascinantes, não eram fáceis para o mercado inglês e que era mesmo necessário algo em um idioma ou vernáculo mais básico. Minha ideia era tentar fazer com que Bowie ou alguém de inteligência e imaginação trabalhasse em letras com ele. Mas Bowie não mostrou qualquer interesse nisso e, como Caetano não gostou da ideia, ela foi descartada."

Esse encontro é citado no livro "David Bowie: Any Day Now: The London Years 1947-1974", de Kevin Cann. Em 1976, ao biografar Bowie para a revista Rock, a História e a Glória, Ana Maria Bahiana mencionou esta curiosidade:
Eu já tinha me comunicado por e-mail com Angie, a primeira esposa de David Bowie, então resolvi escrever novamente para ela, questionando esse fato. Ela respondeu, mas "viajou" um pouco:

"Essa história de Carmen Miranda parece meio fora da casinha. Seu amigo, o empresário Guilherme de Araújo, deve estar usando drogas das boas. Eu própria usei uma roupa de Carmen Miranda desenhada por Natasha Korniloff para uma sessão de fotos com Terry O'Neill e sou uma grande fã dela. Mas nunca falei em 'transformar' David em nada, muito menos em Carmen Miranda, que é divina e maravilhosa, mas muito pequena. Embora David tenha apenas 5'10" [quase 1,78m] de altura, ele não é baixo o suficiente para ser Carmen Miranda."

Guilherme de Araújo já tinha falecido quando enviei o e-mail e nunca foi meu amigo. Nem aleguei que fosse. E é claro que qualquer plano de transformar David "numa nova Carmen Miranda" não teria o significado literal de fazer dele um clone da Pequena Notável. A resposta de Angie acabou ficando de fora da matéria, mesmo a versão mais longa que não chegou a ser publicada. Curiosamente, o já citado livro "Any Day Now" indica que teria sido Caetano quem aventou a ideia de "um musical" tendo Carmen Miranda como tema ao conversar com David. Provavelmente, outra confusão.
- Contribuição de Emmanuel do Vale: a Rádio Jornal do Brasil, enxergando na frente, programou David Bowie no dia 21 de setembro de 1972. Nenhum dos discos acima havia tido lançamento nacional ainda. E observem que The Man Who Sold The World é citado em sua rara edição original da Mercury, não o relançamento da RCA.
 
- No comecinho de 1973, saiu no Brasil o álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, ou simplesmente Ziggy Stardust, como muitos o chamam. Na Inglaterra e nos Estados Unidos, o lançamento foi em 1972. É o primeiro LP de David Bowie a ser lançado no Brasil.
- Também em 1973, a RCA brasileira lançou o LP Aladdin Sane. A capa original trazia o nome "David Bowie" no canto superior direito. No Brasil, o nome foi colocado acima do título do disco, para dar lugar ao "Victor", que ainda complementava a marca da RCA. Outra diferença é que estão faltando as últimas notas de piano da faixa-título. Provavelmente foi um erro de masterização, pois a música parece terminar. O que seria um "fim falso" acabou virando "fim verdadeiro" no Brasil.
 - No primeiro semestre de 1974, o "Sábado Som" exibiu o clip promocional de "The Jean Genie", com apresentação de Nélson Motta. A música é do LP Aladdin Sane.
- Em agosto de 1974, o Fantástico mostrou o clip de "Life on Mars". A edição original é um pouco diferente da que viria a sair em VHS, laserdisc e, por fim, DVD. Esta teria as cenas de shows removidas e o brilho saturado. Presume-se que não encontraram uma boa matriz para lançamento e usaram desse recurso para ocultar as imperfeições. O diretor Mick Rock disse num chat da BowieNet que não foi responsável pelas alterações. A música é do LP Hunky Dory, que só seria lançado no Brasil em 1990, por outra gravadora. A RCA brasileira perdeu a chance de fazer o lançamento atrasado do disco, como aconteciam com outros artistas que vinham a fazer sucesso no Brasil. Pink Floyd e Billy Paul são exemplos de nomes que tiveram sua discografia atualizada antes tarde do que nunca em terras brasileiras.

-  Também em 1974, o programa humorístico Satiricom mostrou uma vinheta em que um sujeito aparecia dançando maquiado como Alice Cooper, mas o que se ouvia eram os riffs de guitarra de "Panic in Detroit", de David Bowie!
- Ainda em 1974, a Odeon lançou no Brasil um LP de David Bowie pela série "Disco de Ouro". Os menos atentos presumiram ser uma coletânea de sucessos ou melhores músicas. Quem sabia que os novos discos de David Bowie estavam saindo pela RCA deve ter percebido a mudança de gravadora. Esse na verdade era o LP The World of David Bowie, aqui com outro nome e capa. Tratava-se de uma reunião de faixas diversas gravadas por Bowie em 1967 e 1968 para o selo Deram. Esse disco é um item de colecionador procurado no mundo inteiro por ser a única edição de The World of David Bowie a usar uma foto da época "certa" das gravações. No caso, a imagem foi tirada da capa do primeiro LP de David, de 1967. Algumas faixas coincidem entre os discos, mas não todas.

- Os leitores da revista Pop elegeram David Bowie o melhor cantor internacional de 1974.

- Tenho quase certeza que foi em fevereiro de 1975 que a revista Pop publicou, em seu suplemento Hit Pop, que David Bowie poderia vir ao Brasil. O anúncio teria sido feito por Nélson Motta. Agradeço e dou o devido crédito a quem me enviar uma imagem dessa nota. Ainda que não se tenha concretizado, não era notícia falsa. A vinda foi realmente cogitada e é citada em pelo menos dois livros: "David Bowie", de Steve Gett, e "David Bowie, a Chronology", de Kevin Cann. Este último afirma que o motivo da desistência teria sido a informação de que as estradas eram ruins no Brasil. Nessa época, David não viajava de avião de jeito nenhum.

Outra fonte para confirmação é a revista feminina inglesa Mirabelle, que publicou "diários de David Bowie" de julho de 1973 a abril de 1975. Embora fossem assinados por David, os textos eram escritos na verdade por Cherry Vanilla, assessora do cantor, na época. Ela misturava atividades dela com as de David em seus relatos, sempre atribuindo tudo a ele, inclusive elogios a ela própria em seu trabalho paralelo como atriz underground. Mas ela não podia deixar de registrar fatos importantes do dia a dia de David. O site David Bowie Wonderworld transcreveu todos os diários que conseguiu localizar. Alguns estão faltando. Mas, no dia 21 de dezembro de 1974, consta o que se segue:

"Parece que não irei ao Brasil, afinal de contas - pelo menos não para o motivo originalmente planejado.

A princípio eu estava indo para fazer shows para os brasileiros e agora parece que irei apenas tirar umas férias nos trópicos. Eu tive uma ideia muito louca: eu iria pegar um navio bem cedo que iria me deixar em uma extremidade do Brasil, depois iria dirigindo por todo o Rio Amazonas até chegar ao Rio.

Descartei a ideia quando descobri que isso iria significar muitas milhas - milhares, talvez - então terei que descobrir a paisagem da América do Sul em outro momento! Agora, o que eu vou fazer é pegar um navio diretamente para o Rio. É uma cidade tão empolgante e mal posso esperar para relaxar um pouco. Gostaria de estar indo durante o Carnaval. Dizem que é incrível - as festividades são muito loucas. Todos usam fantasias e dançam - e vêm pessoas do mundo inteiro celebrar! Mas tenho certeza que o Rio é uma loucura o ano inteiro, então não estou tão chateado de perder o Carnaval." 

Bowie não veio nem para uma coisa, nem para outra. E, pela data em que o diário foi escrito, daria tempo de marcar a vinda para o Carnaval, presumo eu. Lembrem-se: foi Cherry Vanilla, não David, quem escreveu o texto acima. Pode ter muita invenção aí. Mas uma coisa é certa: a vinda ao Brasil foi mesmo cogitada. Se tivesse acontecido no começo de 1975, teriam sido os únicos shows de David nesse ano.
- Em 1975, a revista Ele e Ela focalizou David Bowie em sua série "Gênios do Rock".
- Em 1976, a revista Rock, a História e a Glória publicou a primeira biografia realmente bem escrita de David Bowie no Brasil, assinada por Ana Maria Bahiana.
 - Em 13 de dezembro de 1976, estreou na Globo a novela "Duas Vidas". O LP internacional viria a incluir "Golden Years", de David Bowie, que assim se transformou num dos maiores sucessos do cantor até então no Brasil.
- A série de LPs "Sua Paz Mundial", iniciada em 1973 para promover a Rádio Mundial do Rio, chegou ao volume 6 em 1977 (saíram dois volumes nesse ano). Uma das faixas era "Sound and Vision", de David Bowie.
- Desta vez a RCA brasileira foi esperta e lançou um compacto com as duas faixas que haviam sido destacadas nos LPs acima, inclusive usando o nome da novela na capa. Esse é outro disco brasileiro cobiçado por colecionadores do mundo todo.

- Ainda em 1976, a revista Pop destacou David Bowie como "letrista anos 70".
 - Em 1977, estreou no Brasil o filme "O Homem que Caiu na Terra", primeiro longa metragem estrelado por David Bowie. Além de ser a edição americana, bem mais curta que a inglesa (excluindo a cena de nudez de Bowie e Candy Clarke disparando balas de festim), ainda houve cortes adicionais da censura brasileira. O recorte acima é do Correio do Povo, de Porto Alegre.
- Em 1981, Fábio de Mello fundou o primeiro fã-clube brasileiro de David Bowie: o "David Bowie Rio de Janeiro Fan Club". Não chegou realmente a deslanchar, mas valeu a intenção.
- O primeiro fã-clube brasileiro de David Bowie que realmente deu certo foi organizado por Rosa Kaji, em São Paulo. Usando máquina de escrever e xerox, Rosa chegou a publicar cerca de 30 edições de seu fanzine. Para a época, era uma fonte preciosa de informações em português. A edição acima, de abril de 1983 (nº 11), comemora um ano de existência do fã-clube.
- Em 1985, para revolta geral dos roqueiros brazucas, a Globo adquiriu os direitos de exclusividade sobre o festival Live Aid somente para exibir um especial de uma hora no programa Clip Clip. A primeira música apresentada foi justamente "Rebel Rebel", com David Bowie. Hoje, felizmente, quem quiser pode importar o evento quase completo em DVD.
- David Bowie e Mick Jagger gravaram um clip da música "Dancing in the Street" especialmente para o Live Aid. A regravação incluía uma citação de Bowie às "ruas do Brasil" que não constava no original de Martha and The Vandellas.
 - Em 1986, o filme "Labirinto" provavelmente conquistou mais fãs brasileiros (ou, melhor dizendo, fãs brasileiras) para David Bowie do que qualquer de seus álbuns. O cantor nunca incluiu nenhuma música da trilha sonora em seus shows, mas a balada "As The World Falls Down" tornou-se um sucesso radiofônico local em FMs como Antena 1 e similares.
- Em 1989, a banda gaúcha Nenhum de Nós preparava seu segundo LP, Cardume. O disco já estava praticamente pronto quando, de última hora, o grupo resolveu gravar uma versão de "Starman", de David Bowie. Chamou-se "Astronauta de Mármore". A faixa de trabalho do álbum era para ser "Eu Caminhava", mas as rádios começaram a tocar "O Astronauta de Mármore", que assim se tornou um dos maiores êxitos da história do conjunto. Isso incomodou um pouco os velhos fãs de Bowie no Brasil, principalmente porque o público em geral não conhecia "Starman", lançada em 1972. Até hoje muitos pensam que "O Astronauta de Mármore" seja uma composição original do Nenhum de Nós. A intenção de Thedy Correa e companhia foi de homenagear o ídolo. Em 1990, antes de cantar "Starman" no Olympia, em São Paulo, Bowie falou: "Esta é uma música que vocês conhecem em português."
 - Em setembro de 1990, finalmente, aconteceu a primeira vinda de David Bowie ao Brasil. Os shows originalmente marcados foram para o dia 20, na Praça da Apoteose, Rio de Janeiro, e 22 e 23 no Parque Antártica, em São Paulo. De última hora, foi acertado para o dia 25 um show no Olympia, em São Paulo, um local relativamente pequeno (cerca de três mil pessoas), com ingressos mais caros. Mas foi perfeito para um velho fã como eu. Já contei minha experiência aqui. A Globo fez um especial de uma hora com o show do Rio, que hoje se encontra no YouTube e circula entre colecionadores.
- Para promover a turnê brasileira, a EMI lançou um LP promocional que, embora não colocado à venda, logo apareceu nas lojas de discos raros. Também é um item procurado por colecionadores do mundo inteiro.
- A MTV estreou no Brasil no dia 20 de outubro de 1990. Bowie gravou uma vinheta em português especialmente para o novo canal, dizendo: "Quero minha MTV!" Pode ser vista aqui, na marca de 3:09.
 - Em 1991, a editora Martin Claret lançou a primeira biografia de David Bowie publicada em livro no Brasil, com texto de Marisa Adan Gil. Embora a parte gráfica seja paupérrima, as informações estão muito bem pesquisadas, sem erros. De quebra, inclui dados sobre a primeira vinda do cantor ao Brasil no ano anterior.
- Em 1997, David Bowie veio novamente ao Brasil. Dessa vez, fui aos três shows: Curitiba (com credencial do International Magazine, em 31 de outubro), São Paulo (1º de novembro) e Rio (2 de novembro). Já contei tudo aqui. O CD liveandwell.com, distribuído exclusivamente para sócios da hoje extinta BowieNet, supostamente inclui duas faixas gravadas ao vivo no Rio, no Metropolitan: "Hallo Spaceboy" and "Voyeur of Utter Destruction". Mas tenho dúvidas se a primeira é mesmo do show do Rio. A segunda, com certeza, é. Dá pra ouvir um sujeito que ficou o tempo todo gritando a plenos pulmões: "I'm Derang-ed". As câmeras do Multishow registraram essa apresentação, mas o canal não obteve autorização para exibi-la. Bowie deu uma entrevista a Bruna Lombardi em seu programa "Gente de Expressão".
- Em 23 de agosto de 1999, David Bowie gravou um especial em Nova York para o programa "VH1 Storyteller". Na plateia estavam 50 fãs sorteados entre sócios da BowieNet e um deles era o saudoso jornalista Laszlo Varga, de São Paulo, que escreveu uma matéria a respeito para a revista Isto É.
 - Em 2002, foi lançada a coletânea "Best of Bowie", com seleções de faixas personalizadas para países diversos. Infelizmente, a edição para o Brasil não incluiu "As The World Fall Down", que até hoje é o típico "sucesso brasileiro" de Bowie. Talvez por não ter sido lançado em single, escapou ao radar dos compiladores.
- Em 2003, Davie Bowie lançou o álbum Reality. Segundo ele, que sempre foi fã do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, a música "The Loneliest Guy" é parcialmente inspirada em Brasília. Embora ele nunca tenha visitado a Capital Federal, criou sua própria imagem da cidade através de fotos e informações que obteve. Eis o que ele explicou à revista canadense Toro:

"Essa música em particular nasceu de duas ideias. Uma delas, detesto usar a palavra dos anos 70, mas, veio do Zeitgeist de Nova York no momento, combinado com uma imagem que sempre tive em mente de uma cidade concebida por arquitetos, Lucio Costa e Oscar Niemeyer. Niemeyer construiu Brasília, uma cidade virtualmente futurista para se tornar a capital do Brasil. E ninguém jamais se mudou para lá. Acho que uma cidade construída para sete milhões de pessoas com somente 250 mil moradores deve ser inacreditável. Eu li histórias de quadras apáticas dispostas em uma glória quase romana, com ervas daninhas surgindo através das pedras do calçamento e galerias de arte com jeito de discos voadores. Sempre quis ir lá."

Se tivesse ido, talvez Bowie ficasse com uma imagem mais próxima da realidade sobre a Capital do Brasil.

- No dia 8 de setembro do mesmo ano, uma apresentação de Bowie nos estúdios Riverside, em Londres, foi transmitida ao vivo digitalmente para cinemas em diversos países. Uma semana depois, no dia 15, o show foi retransmitido para outros países, entre eles o Brasil, incluindo uma aparição ao vivo de Bowie para responder perguntas de jornalistas nos cinemas respectivos. As três salas digitais que exibiram o show no país foram São Paulo UCI, Shopping Jardim Sul, em São Paulo, Kinoplex, Parque D. Pedro Shopping, em Campinas e UCI, New York City Center, no Rio de Janeiro.  
- Em 2004, no filme "A Vida Marinha com Steve Zissou", Seu Jorge fez o papel de um empregado de um navio que vivia tocando versões de David Bowie em português ao violão. A ideia totalmente inverossímil deve ter sido do diretor Wes Anderson. O próprio músico brasileiro compôs as letras, com exceção de "Astronauta de Mármore", do Nenhum de Nós. E as gravações saíram no CD The Life Aquatic Studio Sessions. Há quem goste dessas interpretações - consta que o próprio Bowie as teria elogiado -, mas em geral os arranjos e as letras não fazem jus aos originais.
 
- Depois de passar pela Inglaterra e pelo Canadá, a exposição "David Bowie is", aqui rebatizada apenas de "David Bowie", chegou ao Brasil em 2014. A mostra foi realizada em São Paulo, no Museu da Imagem e do Som, de 31 de janeiro a 20 de abril. Estive lá e fiz um relato completo aqui.
- Nos dias 4 e 6 de dezembro de 2014, a Rede Cinemark exibiu no Brasil o filme "David Bowie is", sobre a primeira edição da exposição de mesmo nome, realizada em Londres.

Para encerrar, mostro o final do texto que Ana Maria Bahiana escreveu em 1976 para a revista Rock, a História e a Glória. Não sei qual foi a fonte da citação, mas é um fecho perfeito.

3 Comments:

Blogger zealfredo said...

Bah! Muita coisa!

5:42 PM  
Anonymous Anônimo said...

muito legal sua pesquisa, é uma pena que o bowie tenha vindo tão pouco pra cá.

Vi uma reportagem antiga da folha dizendo que ele se apresentaria em sao paulo em março de 1974, n sei se é a mesma apresentação cancelada que você menciona.
A noticia é de 25 de março 74, da pra ver no acervo da folha:
http://acervo.folha.uol.com.br/fsp/1974/03/25/21/

bjs

3:23 PM  
Blogger Emilio Pacheco said...

Anônimo, eu já tinha visto essa notícia no arquivo da Folha. Talvez até eu a inclua na postagem, pela curiosidade. Isso aí foi uma tremenda mancada: devem ter confundido David Bowie e ALICE COOPER! Na época os dois eram vistos como artistas semelhantes, ambos roqueiros andróginos. Não tem nada a ver com a vinda que chegou a ser cogitada, que seria no começo de 1975.

5:08 PM  

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