sexta-feira, maio 01, 2009

Fugindo do engarrafamento

Na maioria das vezes em que pego um ônibus ou táxi, meu objetivo é um só: ganhar tempo. Até existem casos em que recorro a esses transportes públicos por conforto. Um exemplo típico é um dia de chuva. Ou então, quando estou carregado de pacotes. Mas é raro eu precisar me deslocar dentro de Porto Alegre numa distância que não me animaria a percorrer a pé. Nunca tive preguiça de caminhar. O problema é que, atualmente, meu tempo livre é escasso. Já fiz longas caminhadas dentro da cidade, mas hoje em dia está difícil.

Vai daí que, se numa dessas situações de querer abreviar o deslocamento, encontro pela frente o trânsito engarrafado, desisto do veículo e sigo caminhando, mesmo. Certa vez, fiquei com pena de um motorista de táxi que eu tirei da fila para andar uma quadra e meia. Foi no final da tarde, no centro. Um grupo de manifestantes organizou uma caminhada bem no horário de fim de expediente. Se o objetivo era chamar a atenção, conseguiram, mas angariar simpatizantes, já não tenho tanta certeza. O trânsito simplesmente parou. Pedi desculpas ao motorista, paguei o valor indicado no taxímetro, desci e fui a pé até o Menino Deus. Quando acontece dentro de um ônibus, a parada mais próxima leva uma eternidade para chegar. Mas uma ocasião desci do Assunção ao lado da Procergs. Acho que foi um jogo no Beira-Rio que provocou a tranqueira na Borges.

Pois ontem aconteceu de novo. Eu peguei o Praia de Belas para ir até o centro. O fim da linha fica ao lado da Estação Mercado do Trensurb, onde eu embarcaria no trem para vir até São Leopoldo. Foi só o ônibus entrar na Siqueira Campos e parou tudo. Percebi que chegaria mais rápido se percorresse toda a extensão da rua a pé. Já havia um passageiro ansioso por desembarcar. No momento em que a porta se abriu, saltei junto. Como ontem era começo de feriadão, a saída da cidade estava congestionada já a partir dali. Mas caminhei rápido e entrei na estação pontualmente às 8. Quase o horário em que eu teria chegado se o ônibus tivesse andado normalmente. A partir dali, acabou o estresse. Esta é a vantagem do Trensurb: para ele, não existe engarrafamento. Se eu tivesse vindo de carro, teria me dado mal.

Na esquina com a Caldas Júnior, encontrei a Dona Marta e seu filho Caio Prates, meu amigo de infância. Foi bom revê-la. Percebendo que ela não havia me reconhecido, identifiquei-me. Continua querida e simpática como sempre. Eles estavam indo para casa no Edifício Marechal Trompowsky, onde morei dos 2 aos 26 anos. Foi criada no Orkut uma comunidade para os antigos moradores do prédio. Bons tempos.

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