sábado, maio 19, 2007

Pelo telefone

Duas rapidinhas. A primeira foi um amigo meu quem contou, mas deve ser verdadeira. Uma família estava interessada em contratar uma cozinheira. Achou o telefone de uma e ligou. Perguntou o preço. Resposta:

- Olha, com "penso" é tanto, mas sem "penso" é menos, é tanto.

Brilhante, não? As empregadas costumam reclamar da dificuldade de ter que pensar no que cozinhar nas refeições. Pois essa achou a solução perfeita, que foi cobrar um adicional de "penso". O que afinal é justo, pois as nutricionistas não devem cobrar barato por elaboração de cardápio. A diferença é que o "penso" não inclui compromisso com dietas balanceadas e similares.

Já esta aconteceu comigo mesmo. Eu devia ter 19 anos quando liguei para um amigo e perguntei:

- O Daniel está?

Quando a empregada respondeu, achei ter entendido mal. Mas depois liguei de novo e a resposta foi a mesma. Eu tinha entendido certo. Ela disse:

- Não, não chegaste.

Como assim, não chegaste? Não estou perguntando se eu cheguei! Então percebi que ela devia ter uma patroa exigente, dessas que vivia corrigindo:

- Não é tu chegou, é tu chegaste!

Aí ela aprendeu que "chegou" é errado, o certo é "chegaste". Tem lógica, não tem?

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