terça-feira, julho 11, 2006

Maus perdedores

O assunto Copa do Mundo, por mim, já poderia estar encerrado. Acabou, o Brasil não venceu, a Itália é tetra, melhor sorte da próxima vez. Fim de papo, bola pra frente.

Infelizmente, não é o que está acontecendo. E é nestas horas que vejo a diferença entre mim, que há mais de vinte anos me desinteressei de futebol, e o brasileiro comum. O fato de a Seleção ter feito fiasco na Copa está sendo motivo de indignação, raiva, revolta. Como se os jogadores nos tivessem traído. Prometeram o hexa e não cumpriram. Ah, gente, o que é isso? É apenas uma competição esportiva. Qualquer dos times pode vencer e só um pode ser campeão. O Brasil fez feio? Paciência! Parabéns à Itália, que tem um belo histórico de Copas e fez por merecer a taça. Voltemos a nossos afazeres, que a vida continua.

Mas não, a impressão que eu tenho é que o povo brasileiro vai passar todo o resto do ano de 2006 chorando e rangendo dentes por causa da Seleção. Isso se não fizerem assim até a próxima Copa. Se a ginasta Daiane dos Santos ou o tenista Guga decepcionam, a torcida entende. Mas no futebol o Brasil tem obrigação de ganhar. Não existe mais espírito esportivo. A lógica é de que os altos salários percebidos pelos jogadores se justificam pela contrapartida de aliviar as frustrações de um povo sofrido. Mas se não cumprem a sua parte, são execrados.

Em suma, no futebol, somos maus perdedores. Agimos feito crianças mimadas que não ganharam o doce. Mas eu tenho mais o que fazer do que me preocupar com a meia de um ou os quilos a mais do outro, que mesmo assim conquistou o seu sonhado recorde. A Copa acabou. Vamos às eleições.

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