domingo, julho 02, 2006

Fim amargo

No meu tempo de colorado fanático, acompanhando cada partida com interesse, em alguns jogos eu tinha a impressão de que o Inter não iria fazer gol de jeito nenhum. Não sei explicar, mas eu ficava com a sensação de estar torcendo pelo impossível. De que, por mais tempo de partida que restasse, eu estava querendo demais. O gol não iria sair.

Senti isso de novo no jogo do Brasil contra a França. E o olhar resignado de Parreira parecia transmitir que também ele sentia o mesmo. No fundo, todos sabíamos que este seria o primeiro adversário de verdade do Brasil nesta Copa. Diante do gol, foi como se todos se rendessem ao destino. Acabou.

É curioso pensar que os jovens torcedores de 16 anos, ou mesmo um pouco mais velhos, estão vendo o Brasil ser eliminado de uma Copa pela primeira vez. A última tinha sido em 1990, contra a Argentina. Eu tinha retornado de uma temporada de três meses em Brasília. Voltaria para ficar mais dois, mas vi os jogos em Porto Alegre. Gravei em vídeo a derrota para a Argentina e tive chance de reavaliar a partida quando foi revelado que Branco foi dopado, no ano passado. A análise está
aqui.

Mesmo não me considerando um expert em futebol, achei que Parreira teve muita sorte em sua vitória em 1994. Pois agora seu destino está selado. Dificilmente ele volta. Mas acho curioso quando vejo os que supostamente entendem do riscado falando com uma segurança incrível sobre o que o técnico deveria fazer. Cada um deles me convence de que seria melhor treinador do que qualquer um que estivesse lá. E acho que eles se julgam realmente capazes. Eu, com certeza, não serviria para a função.


É uma pena que o futebol tenha perdido sua alegria. Quando a Seleção sai da Copa, o torcedor brasileiro fica com raiva. Não deveria ser assim. Paciência, toquemos a vida em frente. Já somos penta. E depois, ainda temos por quem torcer: dá-lhe Felipão! Pois pois...

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