quinta-feira, maio 11, 2017

Jango, etc.

O livro de João Vicente Goulart, filho de Jango, superou minhas expectativas. "Jango e eu - Memórias de um exílio sem volta" é simplesmente o testemunho com o ponto de vista mais próximo do alvo do golpe de 1964. Claro que João Vicente era criança quando tudo começou. Mas, como já soube acontecer em outra família de político cassado, o trauma leva a um amadurecimento precoce. Com a memória complementada pelos registros históricos, o autor nos conduz por seus anos de juventude em países estrangeiros, tentando entender e se adaptar às novas realidades. Esta obra deveria ser leitura obrigatória para quem diz que "só terrorista" sofreu repressão naqueles anos. O maior injustiçado com certeza foi o próprio Jango, que nunca mais pôde voltar ao Brasil sem ter cometido nenhum crime. E seu filho foi preso e torturado aos 16 anos pela ditadura uruguaia.  
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Hoje entrei em uma loja de uma conceituada rede de produtos de informática em Porto Alegre. Disse ao vendedor que queria usar o áudio de meu computador em "surround" e perguntei que caixas deveria comprar. Ele respondeu que não saberia me informar e que o melhor era eu procurar ler o manual ou pesquisar na Internet. Incrível, não se encontra mais nada nas lojas, nem mesmo informações. Só o que se vende atualmente são sofisticados telefones celulares. Qualquer coisa além disso, é como se não existisse. Tive que recorrer ao Mercado Livre para encontrar um home theater igual ao que tenho na sala para colocar no meu quarto. Pelo visto, terei que fazer o mesmo para o som do meu PC.
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Numa situação normal eu talvez não me preocupasse com o destino do ex-Presidente Lula. Mas o golpe de 2016 merece uma resposta nas urnas. Independente do que acontecer depois. O povo precisa mostrar sua real vontade, que se manifesta legitimamente no voto e não na rua. Como eu já escrevi aqui uma vez, quem resolve assunto na rua é gigolô e traficante. Vamos ver qual será a próxima manobra para tentar impedir Lula de concorrer em 2018.
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Já comentei aqui sobre o período em que meu pai trabalhou como jornalista do Diário de Notícias, nos anos 40. Pois recentemente encontrei uma matéria assinada por ele que foi publicada em todo o Brasil nos jornais dos Diários Associados, sobre o Convento das Carmelitas, em Porto Alegre. Assim que tiver mais tempo, pretendo transcrevê-la na íntegra e postá-la neste Blog. Aguardem.
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Meu sobrinho Rodrigo segue tendo pequenas melhoras dia a dia, mas continua sendo um lento processo. Minha irmã está emocionada com as mensagens de solidariedade que vêm de todas as pessoas que o conhecem. Como ele é querido! O que não é surpresa, pois é um rapaz carismático, comunicativo e com um enorme coração. Mais uma vez: força, Rodrigo!

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