quinta-feira, janeiro 09, 2014

Adeus Gol

Incrível pensar que peguei esse carro zerinho em 1989 e só hoje, 24 anos depois, ele teve sua venda formalizada. Ganhei de presente de minha mãe meses antes de ela falecer, mas não foi por vínculo afetivo que eu o mantive por tanto tempo. Por muitos anos ele funcionou bem. Quando começaram a aparecer os problemas típicos de veículo "cansado", eu não estava num momento financeiramente propício para trocar de automóvel. Faltava legalizar minha separação, também. Nos últimos anos eu diria que fiquei praticamente sem carro. Não podia mais confiar no que eu tinha, então era como se não tivesse.
A compra foi feita na saudosa Gaúcha Car. Antes desse eu só havia dirigido Fucas (ou "Fuscas", pra quem não é gaúcho). Então estranhei o tamanho do Gol. Dei graças a Deus pelo fato de a PUC ter entrado em greve bem no momento de estrear o novo automóvel, pois o simples ato de adentrar o estacionamento da Faculdade já me assustava. Aproveitei para dar um tempo dirigindo sem rumo, apenas para ir me acostumando. A sensação era de que o carro ia "diminuindo", até que passou a ser, como é natural, uma extensão do meu corpo.
Se esse carro falasse, teria histórias para contar. Quase todas boas. Nos últimos tempos, muitos o viam na rua (geralmente entrando num guincho) e se apaixonavam por ele. "Quanto o senhor quer por esse carro?" Mas a venda está feita. Mãe, onde quer que estejas, obrigado por esse presente e pelo dinheirinho que, indiretamente, ainda está vindo de ti. O próximo veículo eu não pretendo manter por tanto tempo. Mas também não vou trocar anualmente, como muitos fazem. Acho que cinco anos é um bom período. É o prazo do financiamento que tirei. 

A propósito, essas fotos são de janeiro de 2010, ainda no antigo estacionamento, perto de onde eu morava. Foram tiradas logo depois de feita chapeação (ou "lanternagem" pra quem não é gaúcho) nas laterais. Essa providência também levou 20 anos para ser tomada. Basta dizer que os arranhões aconteceram por obra de meu irmão João Carlos, que faleceu em 1993. Ele veio dirigindo com o carro de Goiânia (onde morava) a Porto Alegre, depois de um breve período em que eu fiquei em Brasília.

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