sábado, julho 16, 2011

Continuam as legendas forçadas

Lá em 2004, que foi o primeiro ano de existência do Blog, eu manifestei meu protesto contra a configuração dos DVDs do selo Studio Canal. Eles não permitem que se assista ao filme no idioma original, sem legendas. Existe uma "amarração" entre as legendas e a opção de áudio. Se você escolher áudio em português (dublado), a legenda sai. Se escolher áudio original, a legenda entra automática e forçosamente. Você não consegue removê-la. Com isso, desperdiça-se um dos recursos do DVD, que é a possibilidade de ver um filme no idioma original, sem legendas.

Pensei que a equipe do Studio Canal iria corrigir essa implementação absurda, mas continua tudo igual. Esta é uma reclamação complicada de se fazer, porque sempre pode parecer que a gente está querendo esnobar. Mas tenho certeza que não sou só eu: muitos brasileiros dominam um idioma estrangeiro de forma a conseguir entender a pronúncia falada. Não fosse assim, os serviços de TV por assinatura não ofereceriam canais estrangeiros como CNN, Fox News, Bloomberg, RAI, Deutsche Welle e outros.

O raciocínio que a equipe do Studio Canal provavelmente faz é: quem vai fazer questão de retirar a legenda? Se é assim que se veem os filmes no cinema, qual o inconveniente de tê-las também na tela de TV? Se o sujeito entende inglês, vai continuar entendendo com ou sem legendas, certo? Sim, faz sentido. Mas essa forma de pensar, que parece ser a que predomina na empresa citada, é típica de pessoas de visão estreita, sem o refinamento cultural necessário para trabalhar nessa indústria. Eu, por exemplo, adoro assistir a DVDs em inglês, sem legendas. Quando estou sozinho, é claro. Ou quando o Iuri está ouvindo música ali no quarto e eu estou conferindo um DVD aqui mesmo, no computador. E, nesses casos, a legenda se torna intrusiva, indesejada, irritante, mesmo. Depois que nos acostumamos com certas opções, fica difícil aceitar que elas nos sejam retiradas por mera arbitrariedade de gente despreparada e sem noção.

Enfim, quase sete anos depois (pois minha postagem de 2004 foi em outubro), reitero o que disse antes: fica aqui o meu protesto ao Studio Canal por esta incômoda limitação. Este continua sendo mais um caso em que a cultura está em mãos erradas.

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