sexta-feira, abril 07, 2006

A traiçoeira água doce

Leio no jornal que uma jovem de 16 anos morreu afogada nadando nas águas do Guaíba, nas proximidades da Usina do Gasômetro. Sempre que ocorre um caso como esse eu me pergunto: que forças misteriosas são essas que tornam a água doce tão traiçoeira? Quem costuma ir à praia conhece o comportamento do mar, sempre agitado, com suas ondas, seus repuxos e buracos. Mas a água doce se mostra tranqüila e não parece oferecer riscos a quem está acostumado a nadar no mar e em piscinas. E, no entanto, volta e meia ocorre mais um caso de afogamento em rios ou açudes.

Não que eu esteja disposto a eu mesmo ir verificar, mas deve haver, sim, alguma correnteza oculta sob a superfície de um rio. Não deve ser só a menor densidade em relação ao mar que faz com que tantas pessoas sejam vitimadas. A formação do leito, a movimentação da terra ao fundo, tudo isso deve provocar alterações na flutuabilidade. Quando o nadador menos espera, a água que parecia tão calma e estável o suga para o fundo.

Enfim, havia uma placa alertando que a água era imprópria para o banho. Infelizmente, não foi observada.

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