sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Amenidades

Com certeza voltarei a escrever sobre política aqui no Blog, ainda mais em ano de eleição. Queiramos ou não, estamos vivendo um momento histórico. Como eleitor e jornalista, eu faço questão de me posicionar. Até para que minhas opiniões fiquem registradas para a posteridade. Mas, por ora, vamos dar uma trégua em assuntos delicados e falar de prazerosas amenidades.
O pesquisador Ruy Godinho, residente em Brasília, me enviou o quarto volume de sua excelente série "Então foi assim", que conta a história de como foram compostos diversos clássicos da música brasileira. Desta vez entraram mais duas composições de autores gaúchos: "Maria Fumaça", de Kleiton e Kledir, e "Purpurina", de Jerônimo Jardim. É um trabalho precioso que merece ser divulgado e lido.
Embora Ruy sempre me envie os seus livros, até como retribuição por minha modesta colaboração colocando-o em contato com os autores gaúchos, desta vez fizemos uma "troca de oferendas". Mandei para ele "Foi Assim", coletânea de crônicas de Lupicínio Rodrigues contando como compôs muitas de suas inesquecíveis canções. Ou seja, é um trabalho muito semelhante ao do próprio Ruy, inclusive no título.
Por falar em livro, só hoje fiquei sabendo que um texto que escrevi para o International Magazine em 2003 foi citado como fonte em "Rádio e Capitalismo no Rio Grande do Sul", de Luiz Artur Ferraretto. É um volume com mais de 600 páginas que eu lembro de ter comprado talvez em 2008, um ano depois do lançamento. Mas não havia percebido a referência. Descobri por acaso, ao verificar no Google se a matéria em questão ainda se encontrava disponível no site Let's Rock. Sim, está lá. Cliquem aqui para ler.
Meu audiobook do momento é "Off the Cliff", de Becky Aikman, sobre o filme "Thelma e Louise". Nunca fiz uma lista de minhas produções cinematográficas preferidas, mas esta, com certeza, estaria entre as dez primeiras. Não cheguei ao fim ainda, mas já me senti motivado a pegar o Blu-ray e assistir ao documentário e demais extras. É interessante saber a polêmica que o roteiro causou entre todos os envolvidos, em especial o final totalmente inesperado.
Este CD de Ronnie Von é um dos muitos relançamentos legais que a gravadora Discobertas está colocando nas lojas. O LP é de 1984, mas com certeza "Cachoeira", de Luiz Guedes e Thomas Roth, já tocava nas rádios em 1983. Gravando bons autores e com uma produção esmerada, Ronnie conseguiu realizar um trabalho bonito, agradável e em sintonia com o som pop da época. Hoje a audição nos transporta para as boas lembranças dos anos 80.
A série "Tons", da Universal, é sempre bem-vinda, embora nos deixe com um gostinho de "quero mais". Até agora, as caixinhas da coleção vêm incluindo de dois a quatro CDs por lançamento. Isso serve apenas para uma amostra da obra do artista. No caso de Fafá de Belém, os álbuns escolhidos são simplesmente maravilhosos: Água (1977), Banho de Cheiro (1978) e Estrela Radiante (1979). Mas por que não puseram logo quatro CDs para acrescentar o disco de estreia Tamba-Tajá (1976), no mesmo nível dos demais? Aí, sim, teríamos a melhor fase da cantora paraense completa num só pacote. Mesmo assim, vale a pena a compra.
Já comecei o meu "aquecimento" para o show de Steve Hackett em Porto Alegre, em março. Iniciei a leitura da biografia autorizada, consegui cinco álbuns do começo da carreira solo numa caixinha e tirei da gaveta uma compra mais antiga, um Blu-ray com show de Liverpool, provavelmente o mesmo que ele trará ao Brasil. E já está em encomenda um documentário em DVD. Até lá, quem sabe, escrevo um texto mais longo sobre o ex-guitarrista do Genesis.
A série "Zorro" com Guy Williams já apareceu em DVD por aqui, mas era uma edição incompleta e de fonte duvidosa, somente com o áudio em português. Agora sim, saem duas temporadas completas, com a opção de se ouvir o áudio original em inglês. Fica-se sabendo que os atores falavam com sotaque espanhol. A imagem é boa, também. Nos Estados Unidos a produção havia sido lançada na sofisticada série "Walt Disney Treasures" e está há bastante tempo fora de catálogo. Eu tinha dito que não escreveria sobre política, mas é só uma citação rápida. Assisti ao show de Nei Lisboa no Teatro São Pedro na noite de 23 de janeiro, véspera do julgamento de Lula, mas acabei não comentando nada por aqui. Todos sabem o alinhamento político do músico gaúcho. Mas ele abordou o tema com bom humor o tempo todo. (Não sei como foi o show no dia seguinte.) Aqui está o "discurso de abertura" que gravei completo e subi para o YouTube hoje mesmo. 

Bom fim de semana a todos.

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