quinta-feira, julho 25, 2013

Preciso de um capacete

Desde março estou para contar um pequeno acidente que tive aqui em casa. Ironicamente, acabou surgindo um gancho para que eu retomasse o assunto. Então vamos lá

Na noite de 17 de março, um domingo, deixei o Iuri na casa dele e fui direto dar uma caminhada no Centro Esportivo do Menino Deus. Voltando de lá, sentei-me na cadeira abaixo para acessar o computador:
Atirei-me levemente para trás e foi o suficiente para que ela virasse. Bati com a parte de trás da cabeça na quina desse móvel que vocês veem acima. Levantei já com um rumo determinado: o Hospital Mãe de Deus. Nem me preocupei em ajeitar a cadeira, que ainda estava virada quando eu voltei. Cometi uma pequena irresponsabilidade, mas assumindo o risco: como moro perto do Hospital, achei que chegaria mais rápido indo a pé. Eu percebia que havia sangramento no couro cabeludo, mas nada muito profundo. Deu tudo certo e ainda contei com a ajuda de um vizinho que estava por lá. Levei cinco pontos e a enfermeira recomendou que eu não passasse a noite sozinho, então quem me salvou foi a minha "Anja da Guarda" de sempre, a minha irmã. Dormi na casa dela.

Antes de prosseguir, um alerta: não comprem essa cadeira! Ela jamais poderia ter sido aprovada para venda, pois foi muito mal projetada. No outro apartamento ela já tinha caído algumas vezes, mas fui salvo pela mesa que estava logo atrás. Aqui tem espaço, como eu já disse várias vezes, então dessa vez aconteceu o desastre. Nem é preciso dizer que não a estou usando mais. Observem que não estou condenando as cadeiras com rodinhas em geral. Essa aí, especificamente, teria que ser retirada de circulação. As pernas são muito curtas e não garantem o equilíbrio.

Na manhã do dia seguinte eu teria que ir ao centro. Quando estava na fila do ônibus para voltar, um rapaz, talvez um guardador de carros, se aproximou de mim e falou:

- Ontem à noite o senhor passou na minha frente, ali perto do Cannes (restaurante), e estava sangrando. O que houve?

Nossa! Se ele chegou a notar, então a situação devia estar feia, mesmo. Fiquei uma semana com cabeça costurada, tipo Frankenstein, inclusive naquele domingo do show da Isabela Fogaça. Tirei os pontos no dia seguinte.

Mas qual o gancho para falar nisso justamente hoje? Quando procurei apartamento novo, tentei achar um que fosse tão ou mais perto do meu trabalho quanto era o antigo. Este talvez seja um pouco mais distante, mas uma diferença mínima. Caminhando depressa, chego em 15 minutos. Andar rápido na rua é um hábito que eu cultivo desde a adolescência. E também procuro desviar das pessoas que se locomovem mais lentamente ou que se aglomeram, bloqueando a passagem. 

Ontem eu seguia firme pela Getúlio Vargas, ouvindo Alice Cooper no i-Pod e com a cabeça na lua, provavelmente só pensando em coisas boas. Quase chegando na esquina da Botafogo, desviei automaticamente de algumas pessoas que estavam mais à direita. Minha intenção era passar entre um poste e uma árvore. Adoro achar essas "brechas" quando estou com pressa. De repente, não tive nem tempo de entender direito o que estava acontecendo, só senti uma pancada forte no alto da cabeça e, na fração de segundo seguinte, eu já estava caído no chão. Pois justamente aqueles de quem eu tentei desviar vieram em socorro do senhor de barba grisalha que ali se encontrava, estatelado. Minhas primeiras palavras ao me levantar foram:

- Nem sei onde bati!

E um rapaz falou:

- Deve ter sido nesta caixa aqui!

Deve? Com certeza foi! No caso, a caixa metálica onde fica o telefone do ponto de táxi! Como fica fácil descobrir depois que a gente enxerga! Hoje levei a máquina fotográfica para registrar as imagens abaixo. Assim é melhor de demonstrar o que aconteceu



Se eu fosse bem baixinho, teria passado incólume. Por outro lado, se eu fosse mais alto, esborracharia o nariz! Com 1,71m, olhando para baixo, o impacto foi certeiro para me derrubar para trás, ainda mais considerando que o meu corpo vinha numa razoável QML (quantidade de movimento linear). Se alguém tivesse gravado em vídeo, eu apareceria na Globo em pleno domingo, com direito a efeito sonoro (ÓÓÓÓINNNN) e um "ô louco" do Faustão logo a seguir. Acho que as roupas forradas de inverno me protegeram, então não me machuquei mais. Só fiquei mesmo com um "galo" na cabeça. Desta vez não sangrou.

Então estou precisando mesmo de um capacete. E nem ao menos posso dizer que é "para pedestre", pois até em casa, querendo me instalar confortavelmente numa cadeira, estou em risco. Tenho que me benzer.

7 Comments:

Blogger zealfredo said...

Talvez um de bicicleta já sirva! :)

10:54 PM  
Blogger Teo said...

Como diria a avó de uma amiga minha: benza Deus! Eu também sou distraído, não posso dar conselhos a ninguém sobre isso... há 3 semanas não travei bem o carro, ele atravessou a rua e foi bater no muro em frente. :-(

1:19 PM  
Anonymous Italo said...

Já tive uma cadeira assim também, Emilio. Perigo total. Aliás, de tanto me estressar com cadeiras de "escritório", acabei pegando uma cadeira da mesa de jantar e nunca mais tive problema.

10:26 PM  
Blogger Emilio Pacheco said...

Pois é, mas eu preciso de apoio para os braços. Então teria que ser com braços, mas sem rodinhas.

11:11 PM  
Blogger El Thomazzo said...

Tu tá fazendo estágio prá ser integrante do 'Jackass'? Pior que eu aboli cadeiras de rodinhas, depois de dois tombos 'daqueles', de cair com as pernas prá cima. Chega!!!

2:37 PM  
Blogger Cléia Vargue said...

Pensei em benzedura tbm kkk, mas tem épocas que isso acontece mesmo, acho que é tipo uma "maré de azar", quem sabe uma prece, pode fazer tu ouvir teu anjo da guarda gritando, "olha a CAIXAAA!!!" Pois anjos não são distraídos. Uma boa semana e SE CUIDA!!!

9:02 AM  
Blogger Cris Carriconde said...

Foi sério mas eu ri z:)

4:37 AM  

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