sexta-feira, janeiro 01, 2010

Um apócrifo pode estar surgindo

Há muitos anos, recebi de uma amiga um texto sobre amizade que eu reconheci imediatamente. Mas não constava o autor. Apenas para confirmar, perguntei se não era do cronista gaúcho Paulo San'tanna, mas ela respondeu que não sabia. Algum tempo depois, o mesmo texto - que era realmente do Sant'anna - passou a circular com a assinatura de Vinicius de Moraes.

Foi aí que formulei minha teoria sobre como nasce um apócrifo, ou texto com autoria falsamente atribuída. Não acredito na hipótese de premeditação, como alguns pensam. Há quem chegue a nutrir um ódio virtual pela figura hipotética do responsável: "Ah, quando eu descobrir quem fez isso..." Mas não foi uma pessoa, especificamente. O que geralmente acontece é que um internauta acha um texto interessante e decide divulgá-lo. Mas, como nunca ouviu falar no autor, repassa sem assinatura, mesmo. Depois de um certo tempo, algum iluminado "reconhece" o estilo e insere uma assinatura por sua conta. Está feito o estrago.


Na semana passada, minha irmã me enviou uma crônica bem divertida do escritor gaúcho Paulo Wainberg sobre as praias do Rio Grande do Sul. Respondi a ela que breve o texto deveria estar circulando como se fosse de... Melhor nem citar o nome. Não quero precipitar o fenômeno. Mas vocês devem saber de quem estou falando.

Pois bem: dois dias depois chegou o mesmo texto enviado por um colega, mas sem assinatura. Com certeza ele já o recebeu assim. Ou seja: está acontecendo o que eu previa. Mais rápido do que eu pensava. Logo, logo eu e os demais "chatos de plantão" estaremos avisando aos incautos: "Este texto não é dele, é de Paulo Wainberg".

Para ler a crônica em questão, cliquem aqui.

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