Caminhadas com meu filho
Meu filho herdou minha compulsão por comida, com o agravante de não entender as consequências, por ser autista não-verbal. Não tem vaidade e come por prazer, não para matar a fome. Mas consegui fazer com que criasse gosto por caminhar. Não lembro ao certo, mas acho que não seria exagero supor que ele tinha 6 anos quando comecei a levá-lo do Menino Deus até o Centro pela Av. Beira-Rio. Certa vez um senhor chegou a perguntar a idade dele, de tão impressionado que ficou de ver uma criança pequena já fazendo uma longa caminhada com o pai. Naquele tempo, íamos no passinho dele. Já adulto, ele começou a acompanhar o meu ritmo e até me puxar, às vezes.
É claro que, no final, tem que ter um lanche. Fazemos no Rua da Praia Shopping. Antigamente saíamos de lá em direção à Dr. Flores para pegar um táxi e voltar. Até que, em certo momento, não lembro se antes ou depois da pandemia, ele começou a me puxar para o sentido contrário, indicando que também queria retornar a pé. Eu achei ótimo! Se não for muito tarde e não houver risco de anoitecer no trajeto, fazemos ida e volta. Já se sabe que exercício não emagrece tanto quanto pensam os leigos, mas no tempo em que ficamos na rua caminhando, com exceção do lanchinho, ele não fica querendo comer. E a tarde passa de forma prazerosa.
Só que, há alguns meses, não sei por que, o Iuri começou a ficar mais preguiçoso. Em certos momentos, não queria sair. Ou então saía, mas sinalizava para que fôssemos em locais próximos, geralmente o supermercado. Eu e a mãe dele estamos investigando para ver o que pode estar ocasionando essa mudança de comportamento.
Então um de meus desejos para 2026 é poder voltar a fazer essas demoradas e gostosas caminhadas com meu filho. Se ele estiver com algum problema, que seja logo sanado e ele torne a se sentir disposto para nossos longos passeios. Neste Blog, há muitas fotos dele caminhando comigo nesses 21 anos em que este site está no ar.


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