sexta-feira, março 27, 2026

Discografia comentada dos Doobie Brothers

 

Os livros da série "Every album, every song – on track" são maravilhosos para colecionadores e pesquisadores porque apresentam discografias comentadas de artistas diversos. Enquanto biografias tradicionais passam batido por discos considerados menos importantes, obras como estas perpassam a trajetória de cantores e bandas sob o ponto de vista dos álbuns, dando destaque mais ou menos idêntico a todos. Então é a chance de se saber mais sobre fases obscuras de certos trabalhos. O Asia, por exemplo, teve diversas formações e acabou se desdobrando em mais de um. Os Zombies, lembrados como uma banda do final dos anos 1960, voltaram no Século XXI com os dois integrantes principais - o tecladista Rod Argent e o cantor Colin Blustone - e já lançaram quatro CDs de estúdio com músicas inéditas, fora um álbum como dupla. Todos esses detalhes estão esmiuçados nos volumes dedicados aos grupos respectivos.

Pois exatamente hoje, dia 27 de março de 2026, foi disponibilizada a versão e-book (Kindle) do tomo focalizando os Doobie Brothers, escrito por Andrew Wilde. Eu ouvia no rádio alguns sucessos deles na adolescência, como "Listen to the music", "Long train runnin'" e "What a fool believes", mas só na vida adulta vim a compreender a grandiosidade desse grupo americano. Eles começaram com um rock típico de "poeira da estrada", com o guitarrista Tom Johnstone, depois migraram para uma sonoridade totalmente diversa, refinada, com nuances de soul music, na fase com o tecladista Michael McDonald, branco de voz negra. Tiveram êxito nos dois períodos. Separaram-se em 1982, voltaram com Tom Johnstone em 1987 até que, entre idas e vindas, Michael McDonald retornou em 2021, criando uma formação que procura conciliar os dois estilos clássicos dos Doobie Brothers da primeira e da segunda metade da década de 1970. É o que se ouve no álbum mais recente, Walk this Road, de 2025, que é o último a ser resenhado neste livro.

Como o e-book chegou hoje, é claro que só tive chance de dar uma espiada rápida em suas páginas. Mas eu estava contando os dias para o lançamento e breve mergulharei no texto.  

domingo, março 22, 2026

De novo os três Ramil no palco

Foto de Betty Corrêa

No ano passado, no dia 11 de julho, Kleiton, Kledir e Vitor Ramil fizeram um show acústico no Auditório Araújo Vianna (leiam meu comentário aqui). Não foi a primeira vez que os três irmãos famosos realizaram um projeto juntos, mas dessa vez eram só eles e mais ninguém o tempo todo no palco, cantando e tocando. Ontem eles repetiram a dose no mesmo formato e repertório, só que agora a apresentação foi gravada em áudio para lançamento de um álbum (torçamos para que saia também em CD e não somente nas plataformas) e em vídeo para postagens no YouTube (saudade do tempo em que ainda se lançavam DVDs de música no Brasil).
Novamente, a biografia de Kleiton e Kledir estava disponível no balcão de vendas.
Foi também a chance de conhecer pessoalmente o amigo virtual Sidarta Martins, que veio de Sorocaba-SP para prestigiar o show. Tiramos essa foto com movimento, da qual capturei as duas imagens acima para registrar a casualidade: enquanto posávamos, um exemplar da biografia foi vendido. A vendedora pegou o próximo da pilha e o colocou em destaque.

No final, como sempre, a visita ao camarim. Mesmo antes de escrever a biografia de Kleiton e Kledir eu já tinha a honra de pertencer ao seleto grupo que eles recebem depois do show. 
Da esquerda para a direita: Sidarta, Kleiton, Betty, Patrícia, Vitor, Kledir (agachado), Angelita, Gisele, Mike (vindo de Pelotas), Mariusa (vinda de São Paulo-SP) e eu.
Hoje, domingo à noite, um grupo se reuniu no Cavanhas, para um último encontro com os que vieram de fora. À esquerda: Mike, Mariusa e Betty. À direita (começando do fundo): Gisele, Sidarta e eu. Eles me contaram que saíram com Kleiton na sexta à noite, véspera do show, e foram para o bar Cotiporã. Gisele perguntou ao gerente do local se sabia quem era "aquele ali" e ouviu como resposta: "Guilherme Arantes". Já houve uma época em que os dois eram bem parecidos. 
P.S.: Esta imagem que aparece nas "stories" de Kleiton e Kledir no Facebook e no Instagram é de encher de esperanças. Mas é mais provável que a legenda tenha sido redigida por alguém que não está habituado a comprar DVDs. Se estivesse, saberia que eles não são mais fabricados em larga escala no Brasil. Alguns selos especializados ainda lançam filmes clássicos, mas são heroicas exceções. De música, não sai mais nada. Em todo o caso, capturei a imagem. Quem sabe não possamos usá-la para "cobrar" o lançamento? Vídeo nas plataformas não é a mesma coisa, a gente não pode guardar na coleção, nem tem "extras" para apreciar.