Encontrando a mim mesmo na loja de discos
Hoje à tarde fui conversar com um jornalista de Brasília que está em Porto Alegre para fazer pesquisas para um futuro livro. Vou deixar que ele mesmo divulgue o projeto, quando chegar a hora. Ele estava em um hotel na Av. Independência. A entrevista terminou cedo e eu achei que não valia a pena voltar para casa e depois sair de novo para buscar meu filho. Eu já estava na metade do caminho. Então fui matar tempo na Toca do Disco. E na hora certa, pois eles vão entrar em férias. Acabei comprando alguns compactos e um LP, já que estou no embalo de fazer digitalizações de vinil. Mas achar o compacto duplo acima foi uma grata surpresa. Foi um reencontro comigo mesmo 50 anos depois.
Ele tem o meu nome na contracapa. E sou eu realmente, não um homônimo. Já contei a história aqui, é só clicar no link e saber mais. Eu tinha 15 anos quando ajudei Norberto de Barcellos a fazer a letra desse jingle (que foi mostrado na TV em dezembro de 1976) e 16 quando a Prefeitura de Porto Alegre editou esse disco promocional invendável (em 1977). Em lojas de discos raros e usados ele até aparece, de vez em quando. Às vezes eu nem lembro que tenho esse item no meu currículo há tanto tempo. A única outra vez em que ganhei um crédito de coautoria numa música lançada em disco (CD, no caso) foi no álbum "Canções para Leitores", de Rogério Ratner. Enfim, foi um momento de emoção. Quando pedi para olhar os compactos brasileiros, jamais imaginei que ali estaria um com meu nome.



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